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Dia dois. De trabalho! (A imagem foi escolhida ao acaso)

Amanhã tenho vontade de ir trabalhar com um sinal. Um sinal? Mas que é isto? Um sinal?

Sim, um sinal. Porquê? É assim tão estranho uma pessoa querer ir trabalhar com um sinal?  Sim, porque uma pessoa pode muito bem querer ir trabalhar com um sinal… novo… só para ver se alguém repara.

Ok.

Pode parecer um pouco palerma. Sim, pode, mas nesta altura da minha vida tudo pode parecer palerma para os outros. Para mim, oh, top! Nada neste mundo me incomoda. Estou a ficar um insensível da tosta, com queijo. Não quero saber se a pessoa que está ao meu lado no metro gosta de sexo , como direi? Anal? Com delicadeza ou sem ela! Não quero saber! Ponto! Já somos tantos neste mundo que a minha cabeça não dá para tudo. Sinto-me incapaz em mudar o mundo!

Uma pena porque tinha boas ideias!PixMix508-img028

Puf…

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A idade é como o avançar da hora. Eu bem quero ser engraçado…

Não me adianta absolutamente nada rodar o botãozinho para o máximo. Se o sheik não estiver de acordo não adianta, não adianta mesmo nada, ou seja, não vale a pena.

Eu avisei. Amanhã faço cinquenta e três anos e tudo me é permitido, na véspera!

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Eu bem dizia. Ainda cá vinha, novamente, para espalhar… magia… Que tal? Azeiteirola? Pois! Não adianta nada ser do bem se somos uns grandes azeiteirolas! E eu tenho de confessar. Sou um azeiteirola! Daqueles que a minha rica senhora diz que fariam sucesso. Daqueles que conseguem fingir que cantam. Daqueles que, para além de fingirem que cantam, também conseguem articular duas frases seguidas sem qualquer tipo de palavra desalinhada. Eu gosto de frases com palavras alinhadas. Gosto mesmo de alinhar palavras. Podem ser umas atrás das outras. Todas direitinhas. As pessoas gostam de ouvir palavras direitinhas. Quando as pessoas ouvem uma sequência de palavras, todas direitinhas, sem grandes variações de timbre, gostam. Gostam porque fazem parte de um sentido cósmico qualquer, que só elas sabem reconhecer… Bem, elas e mais uns milhares de outras pessoas que também estão à espera que uma sequência de palavras direitinhas caia na vida delas.

E é neste conjunto de palavras direitinhas que eu apareço. Ou melhor, gostava de aparecer. Sim, porque eu gostava de ser um daqueles que fingem que cantam. Mas não sou. Porque eu canto! Algum dia teria de confessar esta minha virtude. Eu canto! Não fiquem a achar que eu digo isto só porque amanhã faço cinquenta e três anos. Podia ser, mas não é. É mesmo pura convicção. Eu canto mesmo!

E porque neste género de texto tem de haver um final, só me apraz dizer que um dia, não muito longínquo, vão ter a oportunidade de me ouvirem cantar. Assim, sem mais.

Os textos sobre raparigas podem, nem sempre, mas podem, ser complicados e de difícil leitura. A fotografia é dúbia.

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Chega a esta horinha e é remédio santo. Ah e tal, a barriguinha cheia… tenho de fazer bem a digestão porque senão posso morrer de congestão, durante a noite… Um digestivo agora é que ia mesmo a calhar… E assim se começa a noite. No caso presente… a minha rica senhora foi a um jantar que eu não sei lá muito bem do quê… mas deve ser do bem, por isso, eu também vou ficar bem, a fazer a digestão como deve ser. E, enquanto a digestão vai fluindo… eu ponho-me a pensar na vida (como se ninguém soubesse que aquilo que eu mais gosto de fazer é… pensar na vida…), nalguns aspectos que me deixam curioso. Será que todos os seres humanos são como eu? Ou sou eu que sou como os outros? A curiosidade ainda está generalista. Ainda não dá para se perceber o que é que eu realmente acho curioso. Mas eu passo a explicar.

Se eu não voltar àquela conversa antiga de que sou um rapaz que gostava de ser rapariga e partir para a convicção de que sou mesmo um rapaz que gosta mesmo de raparigas, facilmente vou parar a um dilema. Um dilema que me deixa a pensar. Aliás, é um dilema que dura e me preenche a vida há muitos anos. Porque razão as raparigas não devem entrar na minha vida com o belo do corpinho à frente? Por outras palavras, porque razão é que as raparigas sempre entraram com a mente (esta palavra não traduz aquilo que eu sinto em relação às raparigas mas é o que se pode arranjar) à frente na minha vida? Ou ainda, porque raio de carga de água é que eu sempre achei mais piada às raparigas como seres humanos… em vez de… um corpo com… voz própria…? Pronto. Para não ser crucifixado porque estamos perto da Páscoa e eu até sei que é uma época religiosa… vou mesmo esclarecer o seguinte. Eu não quero nada saber, mesmo nada saber, se as raparigas são coxudas (que só por acaso eu gosto delas coxudas), se têm o peito grande ou pequeno (também é coincidência eu gostar de um peito farto, por assim dizer…), se o rabo mexe para cima e para baixo (no caso gosto dele… grande…), se as mãos são papudinhas (só têm de parecer decididas a agarrar aquilo que devem agarrar…), e ando às voltas para conseguir encontrar um outro atributo físico para o qual eu não devo prestar a mínima atenção (tirando a boca, os olhos, a pele, o cabelo e o pescoço… não estou a ver mais nada que me possa interessar (de uma forma desinteressada) numa rapariga (há quem aprecie o belo do pé com a pulseirinha no tornozelo, a unha pintada com o belo do rato Mikey, as belas das madeixas e por aí fora) (com tantos parentesis de certeza que a confusão sobre as raparigas aumentou exponencialmente) mas não encontro mais nenhum atributo… ufa, acabou-se o parágrafo.

Passando para trás das costas a introdução, convém reter a ideia de que eu sou rapaz que gosta mesmo do universo feminino. Tão somente isso. De uma forma simples, vou conseguindo perceber as raparigas. E essa, é uma mais valia que fica na minha vida.

Não são horas decentes, mas também ninguém quer saber disso para nada…

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A solidão é uma forma de viver. Não é fácil viver com a solidão a rondar, por perto. Quem disser o contrário é porque não sabe o que é viver com a solidão. Quando muito teve uns episódios em que se encontrou sozinho perante a vida e achou logo que era o fim do mundo. Geralmente, não é o fim do mundo. Apenas se trata da nossa incompetência para lidarmos de forma adequada com os nossos sentimentos. O ser humano tem destas coisas. Tem tendência em confundir tudo. Neste caso, eu não sou um ser humano. Já basta de… ser, ainda por cima, humano… Eu confundo outras coisas, outras cenas. A solidão não me confunde. Sei lidar muito bem com ela. E aqui, que ninguém nos ouve, posso confessar que sempre fui um solitário. Um daqueles solitários que sabe viver no meio dos outros… seres humanos. Sou um rapaz, que gosta de raparigas (e que por vezes gostava de ser rapariga…), que gosta de trabalhar e viver em perfeita harmonia na sociedade onde está inserido. Assim, sem desconfianças, pareço um ser humano (agora sim) perfeitamente normal. Pareço, mas não sou. Também não sou um anormal,  apenas o sou no sentido de fugir à norma. Sou um rapaz solitário, no bom sentido do termo. O que não é bom mas também não é mau.

Passando por cima da conversa meio palerma em que me estava a enredar, é bom perceber, todos nós percebermos, que a solidão pode ser uma vivência muito positiva. Normalmente é encarada como uma desgraça. Eu não vejo as coisas dessa forma, nem de longe nem de perto. Encaro a solidão como uma forma de me conhecer um poucochinho melhor. Foi assim que cheguei à conclusão que gostava de, muito remotamente, ser uma rapariga. É sempre assim. Nos meus momentos de absoluta solidão, consigo perceber melhor a minha vida, os meus gostos, as minhas necessidades, as minhas vontades. Visto e lido desta maneira assusta. É tudo muito meu, minha, centrado em mim. Também, mas não só. O mundo, quer queiramos ou não, parte sempre de nós. Temos que gostar de nós para podermos gostar dos outros. É um clássico que não adianta tentar contrariar. Depois de nós estarmos bem, aparecem os outros, certo? E os outros ocupam um espaço enorme na nossa vida. Às vezes, grande de mais. Em demasia. Mas são importantes. E é nos momentos de solidão que melhor conseguimos pensar nos outros. No que eles representam para nós (outra vez o eu…) e como conseguimos encontrar um ponto de equilíbrio onde encaixar um outro ser humano na nossa vida.

Estou com um discurso muito… embaralhado, parte, reparte e volta ao mesmo? Sinceramente, espero bem que não. É que estou num momento de solidão e se este momento de solidão é confuso… não quero nem sequer pensar na minha vida…

Não estou a perceber a conversa…

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Este meu desejo de ser rapariga mexeu comigo. Não estava à espera desta reacção… Será que vou querer, muito, ser uma rapariga? Logo se verá. Para já, vou continuar com os meus desejos de rapaz a observar como funcionam as raparigas. “Penso eu de que” há muita matéria para ser analisada… dá pano para mangas. Podia começar pelo mais fácil, pela parte sexual da coisa (aliás, acho que nas raparigas há uma grande componente sexual… mas isso sou eu a falar) mas é de manhã e não será muito conveniente começar o dia logo com assuntos pouco sérios. Apesar de que, vendo bem as coisas, começar o dia com uma cena sexual seria a melhor coisinha que poderia suceder a uma rapariga… Com toda a certeza que iria arranjar-se em menos tempo e sairia de casa com um sorriso, amplo, nos lábios. A ouvir um belo de um sheik e cheia de energia. Querem melhor começo de dia que este? Não me parece que exista! Raparigas! Pensem no assunto, com carinho!

Mas eu sei que não vou por aí. Talvez mais logo…

Não me parece que as raparigas tenham vindo a este mundo para se darem mal com os rapazes. Seria um absurdo que tal fosse o desígnio dos deuses. Não me parece que valha muito a pena perder o meu precioso tempo com assuntos menores, do dia a dia. Tenho de me confessar. De joelhos. Quando uma rapariga fala de assuntos que não me dizem absolutamente nada, eu finjo que ouço. Finjo com todas as forças que tenho. As raparigas gostam de sentir que são ouvidas, escutadass e, pasme-se, compreendidas na sua totalidade… Eu como sou um rapaz educado, incapaz de melindrar deliberadamente quem quer que seja, finjo sempre nestes momentos. Como eu, há por aí muito bom rapaz a fingir. Se o rapaz tiver a sorte de estar na presença de uma rapariga inteligente, rapidamente vai perceber que não lhe adianta nada, rigorosamente nada, fingir. Nestas situações, o rapaz tem de adoptar um discurso pró-activo… Tem que se manter alerta, muito alerta porque as raparigas inteligentes não são como os rapazes inteligentes, estão constantemente a processar os dados… parece que adivinham quando, por breves momentos, o rapaz dá repouso aos sentidos e passa a fingir. São espertas, as raparigas. Não é nada fácil.

Tirando este tipo de episódios… as raparigas que olham para os rapazes directamente nos seus olhos são sempre muito mais apetecíveis. Se eu fosse rapariga seria, com toda a certeza, uma dessas raparigas que olham nos olhos dos rapazes. É que os rapazes gostam que as raparigas olhem directamente para os seus olhos. Ficam completamente desarmados e, rapaz que é um verdadeiro rapaz, gosta de se sentir impotente perante uma rapariga. Aliás, os rapazes nasceram para viverem em função das raparigas. E gostam disso. Claro que no meio disto tudo temos vários patamares: uns mais elaborados, outros mais básicos, uns tortuosos ou ainda outros pouco saudáveis. Há de tudo… Mas, rapariga que valha a pena conhecer, mete um rapaz na linha em dois tempos. A clarividência das raparigas para clarificar certas zonas do cérebro do rapaz é um dom natural. Que nasce com elas, por assim dizer…

No meio disto tudo, há por aí rapazes que sabem que assim é. Há outros rapazes que nem sequer desconfiam que as coisas funcionam assim. Também existem outros rapazes que nunca vão conseguir perceber que as coisas são como são… e, finalmente, há uma espécie de rapazes que também não desconfiam que um dia vão perceber o que é bom para a tosse… Todos eles são meritórios mas eu, se fosse rapariga, escolhia logo um que já soubesse do assunto. Fica tudo muito mais fácil. Não ter que andar a queimar etapas é muito mais motivador.

Recapitulando (não “decompondo” a palavra porque me faz lembrar outras coisas…), como é bom quando uma rapariga nos mostra o caminho, a nós, rapazes. Melhor ainda: como é maravilhoso quando uma rapariga nos explica, tintin por tintin, o que devemos fazer para sermos felizes. Eu, se fosse rapariga, olharia nos olhos dos rapazes e, se tal não bastasse, explicaria tudinho, da melhor maneira, para que não houvessem dúvidas.

PS. Não parece, mas esta rapariga está a olhar para o rapaz que lhe tirou a fotografia…

O texto começa de uma maneira e acaba… diferente…

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Eu bem que gostava. Gostava de ser diferente. Gostava de ser uma rapariga. Mas com as manias de rapaz. Então para quê querer ser um outro género? Essa é a pergunta evidente. Podia responder porque sim. Mas acho que não seria nada satisfatório. Tudo tem uma razão de ser. Por isso, este meu desejo em ser uma rapariga também tem uma explicação. Quer dizer, é mais uma visão daquilo que um rapaz gostaria de fazer se fosse rapariga. Sendo ainda mais básico e específico, diria que o meu desejo é sobre aquilo que um rapaz gosta nas raparigas e aquilo que não gosta. Pronto, é isso. Eu percebo a desilusão. O texto começa muito prometedor e acaba miserável e cheio de lugares comuns. É assim a vida, a nossa vida…

Pois bem, se eu fosse rapariga gostava da bela unha pintada, de vermelho. Gosto do vermelho na unha. Também gosto de outras cores mas as cores berrantes têm, obrigatoriamente, de fazer conjunto com uns sapatos e roupa de acordo. Na unha não gosto de indecisões. Aliás é umas das poucas coisas que não gosto nas raparigas… a indecisão… primeiro que se decidam… aquilo custa… e isso deixa-as… não é bem infelizes… é mais ansiosas… Uma perda de tempo total. Se eu fosse o Jesus, mudava isto.

Sem querer começar a enumerar as poucas coisas que não gosto nas raparigas, seria bom insistir na unha vermelha. Normalmente, a unha pintada de vermelho está associada a uma alma pesada. A uma personalidade intensa, pelo menos para mim. É raro vermos uma rapariga nova com a unha pintada de vermelho. É mais azul, verde esmeralda ou coisa que o valha. Unha pintada de vermelho é de uma outra galáxia… neste caso seria a minha galáxia.

E se eu me permitir seguir o raciocínio?

O que é que combina na perfeição com a unha pintada de vermelho? Roupa interior! Lingerie! Até pode ser na língua que acharem mais apropriada! Tanto me faz. O que não me deixaria indiferente, se eu fosse rapariga, seria a escolha das ditas peças de sugestão imediata e facilitadoras da coisa. Vamos partir do princípio obscuro de que eu sou mesmo uma rapariga, só para facilitar a escrita, ok?

Quando era uma rapariga nova, eu gostava de roupa interior branca, imaculada. O branco dá aquela sensação de power, de verdadeira força da natureza que consegue mover montanhas. O branco dá uma noção de volumetria que é imparável. Dá o poder de conseguir domesticar o olhar de quem está do outro lado. Ocupa espaço e isso é bom. Muito bom.

Gosto de pensar naquilo que estou a conseguir fazer sentir, por assim dizer… Aliás, eu vim a este mundo para… fazer sentir… essa é a parte boa de ser uma rapariga  que usa roupa interior branca. Mas fazer sentir só quando eu disser… sim… já pode ser… o branco permite esse fingimento. Permite transmitir uma imagem de pureza. Uma pureza inatingível…

Pronto, é uma cena (falando agora à rapaz) que teve e deu os seus frutos. Está ligada a um período que todas as raparigas atravessam. Em que necessitam sentir que os rapazes andam com a cabeça à roda, literalmente, só de as verem passar… Não acho que o jesus deva meter o bedelho neste assunto. Faz parte do processo de crescimento.

Dá-me a impressão que o texto nunca mais vai chegar à parte da unha vermelha em conjunto com a roupa interior adequada… Pois não! Uma rapariga que é rapariga passa por muitos processos de crescimento e enriquecimento pessoal… Digamos que não foi do pé para a mão que eu me tornei uma rapariga de unha vermelha, assumidamente. Custou. Custou muito. Dei muitas voltas sem perceber o que andava a fazer. Dei outras voltas a saber perfeitamente o que andava a fazer. Umas vezes foi bom. Outras foi mau, para esquecer. E depois apareceram umas assim assim… E porquê?

Pois, essa é aquela pergunta valiosa que nos estados unidos de uma coisa qualquer vale um milhão de dólares. Basicamente, a resposta está relacionada com o facto dos rapazes não perceberem minimamente para que serve uma roupa interior. Muito menos uma roupa interior branca. Que nos faz sentir poderosas e arrebatadoras. É triste, pensam as outras raparigas minhas amigas e solidárias, até ao momento em que não precisam de partilhar momentos intensos… com este ou aquele… (jesus devia meter o bedelho neste assunto da partilha… partilhar rapazes não é pecado!). Os rapazes da mesma idade, nem sequer reparam na roupa interior… é como se não existisse… É muito triste, eu sei, daí ter procurado sempre por rapazes mais velhos… que saibam dar valor… ao que é realmente importante! E o que é importante? Isso mesmo: Uma rapariga de roupa interior branca, capaz de arrebatar o mais indefeso e tímido rapaz da  rua dele.

Fui assim durante uns tempos.

Depois deixei-me andar.

Umas vezes mais confiante, outras menos. Fui misturando a roupa interior. Branca, cor de pele, branca, às vezes preta. Conforme a disposição e a vontade… mas sempre com a convicção de me sentir uma rapariga capaz mexer com o sentimento, aquele que interessa. E rapariga que é rapariga, sabe qual é o sentimento que interessa.

Até que chegou um dia, qual dia de sonho, em que me deixei de tretas. Foi um dia em que decidi não perder mais tempo com pormenores que não interessam ao senhor, um tal de jesus, e passei a fazer apenas aquilo que me dá, realmente prazer. Não foi fácil. Mas foi bom. Passou a ser muito melhor. Passou para outra dimensão. E sempre com roupa interior preta. Com a unha pintada de vermelho.

Voltamos ao início do texto.

Foi aqui que tudo começou.

Seria, pois, o introito para iniciar o meu desejo de ser uma rapariga porque uma rapariga não se esgota nas suas escolhas da roupa interior… Mas o texto vai longo…

PS. E este texto foi escrito ao som desta musiquinha.

PS.. Eu sei, repito as musiquinhas. Até pareço uma rapariga a repetir-se…

Aceitam-se sugestões para matar o tempo.

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Ao fim de quase vinte anos de casa (não são de trabalho, são de casa…) sou brindado com um horário de trabalho que não faz lembrar ao diabo. Eu tenho consciência das dificuldades que muitas pessoas têm em arranjar um trabalho mas essa também não será razão para ficar contente com um horário de trabalho que me obrigue a ficar na escola durante dois dias inteiros com aulas no início e no final da jornada de trabalho. Ainda se vivesse na zona do meu local de trabalho… ainda vá que não vá… vinha a casa e tornava a ir. Como não é esse o caso, vou de manhã e venho ao final da tarde. Pelo meio, bem, pelo meio sempre posso ver uns filmes pornográficos na sala de professores, jogar às cartas, dizer palavrões em voz alta ou qualquer outra coisa produtiva para passar o tempo. Para já vou tratar de arranjar um cacifo só para mim, onde possa guardar uma mantinha, uma almofada de viagem, uma escova de dentes (com copo, que isso de fazer da mão conchinha dá mau aspecto) e uma muda de roupa interior… não vá o diabo tecê-las e ter de lá ficar de um dia para o outro… Estes são os elementos básicos que devem estar presentes na vida de qualquer ser humano, a partir daqui é o mundo, o mundo em cuecas…

Não tenho sortinha nenhuma é o que é e como também não faço por isso… devo ter o que mereço. Pode ser que para a próxima tenha mais sorte. Pode ser que para a próxima a lua esteja virada para mim ou eu esteja de rabo virado para ela. Quem sabe?