Eu bem sei que este blogue não é de futebol, muito menos defensor de clubes de futebol que sempre estiveram conotados com o regime. Se houvessem dúvidas, o video revela uma violência dos jogadores do Madrid que não consigo compreender do que é que se queixa o português Mourinho… Deviam ter acabado o jogo só com nove jogadores… tanta foi a pancada que deram… então o Pepe, que é outro português, foi só distribuir cacetada. Ele quando esteve no fêcêpê não era assim tão caceteiro.
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Ai que o Domingos anda com as calças na mão.
Não vi a entrevista toda. Aquilo que vi bastou para confirmar que o Domingos deu um passo maior do que a perna. O clube dos calimeros não é recomendável para tenrinhos e o Domingos ainda é tenrinho. Aliás, ele já é um autêntico calimero, já tem o discurso do desgraçadinho perfeitamente interiorizado. Também, e verdade seja dita, aquilo estava dentro dele e quando estava no Braga já se queixava muito… Mas daí até esta pequena entrevista vai uma grande distância. O homem desceu a um nível de auto-afirmação básico, passou o tempo todo a tentar afirmar-se através de exemplos mesquinhos e que só lhe ficam mal trazer para a praça pública. No fundo parecia aqueles miúdos que fazem queixinhas ao Director de Turma dos meninos que não gostam dele…
O Domingos foi um jogador de futebol. A formação dele é a de dar uns chutos na bola e conversar com os colegas que são iguais a ele. Acredito que tenha investido na sua formação como treinador, senão não tinha chegado onde chegou… mas ainda está muito verdinho e só espero que, quando chegar a vez dele ir para o fêcêpê, já esteja mais confiante das suas capacidades.
O campeonato ainda vai a meio… mas…
Tenho cá um pressentimento que este ano já era. Que o fêcêpê já era. Esta coisa do clube dos coisinhos ter estado quinhentos dias afastado do primeiro lugar… cheira-me que agora, ao conseguirem lá chegar, vão fazer tudo para não saírem de lá. E é isso que me incomoda… quando digo tudo… é mesmo tudo… Há dois anos, no campeonato do túnel, só faltou arrancar olhos e lá conseguiram ser campeões na última jornada. No ano passado o mestre da chicla ainda andou à bofetada com uns quantos… mas não tiveram hipóteses. Este ano já deu para perceber umas coisas esquisitas… devem estar a cozinhar o resto… e o fêcêpê não vai conseguir passar por cima disso tudo… estão a jogar pouco. Não é que os coisinhos estejam a jogar muito, porque não estão, mas nós é que estamos fragilizados. E é uma pena muito grande.
E o Rei dos calimeros não diz nada?
Pois é. Custa, não custa? Pois custa, mas ficava bem ao senhor vir a terreiro admitir que afinal não tinham razão. Que afinal as tais imagens de acesso aos balneários não são propriamente as mais convenientes… para não dizer outra coisa. Não consigo perceber porque é que tem de vir alguém de fora para chamar à razão os marqueses, mais conhecidos por calimeros, e explicar-lhes que as imagens são ofensivas e contrárias a tudo aquilo que se quer para o ambiente no futebol. É que não é só uma questão de mau gosto (se calhar eu também tenho mau gosto ao chamar-lhes calimeros… mas isso fica comigo…) as imagens são mesmo apelativas à violência. Só não vê quem não quer ver.
O Rei dos Calimeros!
Domingo pela manhã. Depois de já ter dado muitas voltas, dentro e fora de casa, fui para a cozinha para tratar do almoço. Sempre que estou a cozinhar tenho a televisão ligada nas notícias. Gosto da mistura das duas coisas, não sei lá muito bem porquê mas gosto. Tal e qual uma verdadeira dona de casa só que em vez dos programas da manhã gosto mais de ouvir notícias. Isto tudo para chegar às palavras do chefe dos calimeros, o que manda nos calimeros todos. Dizia o senhor que as imagens de acesso aos balneários do clube visitante não tinham nada de mais, que estavam vistoriadas e que serviam apenas como incentivo. Incentivo? Terei ouvido bem? Incentivo, está certo! Só mesmo no clube dos calimeros é que isto sucede. Eu quero lá bem saber das imagens (apesar do mau gosto e má onda que representam), até podiam estar de pernas para o ar que era igual, agora servirem de incentivo? O homem não sabe que a sua equipa não passa por aquele corredor? Não consigo perceber quem é que o senhor quer incentivar. Pelos vistos só pode mesmo querer incentivar a equipa adversária…
Ai Vitor, Vitor. Vitor Pereira!
Desde há uns tempos que não venho aqui falar do fêcêpê. Achava eu que já havia muito boa gentinha a cascar no desgraçado do treinador. Ninguém lhe deu espaço. Ninguém dos adeptos do fêcêpê, claro está. Os outros não interessam nada. Não deixaram o homem tranquilo para pensar o jogo e poder mostrar o que sabe? fazer. Hoje, por aquilo que consegui ver, as mexidas na equipa foram um sintoma da pressão que o homem sente. Ainda me lembro de no ano passado o treinador da altura dizer, por diversas vezes, que era preciso ter calma quando estavam a perder e não caírem na tentação de irem todos à molhada. Este desgraçado não teve essa percepção da coisa e deixou-se cair na tentação da molhada. Tenho pena que tudo isto tenha acontecido pois continuo a dizer que o homem tem qualidade. Não sei muito bem o que lhe vai acontecer. O que eu sei é que este ano está tudo perdido pois a partir de hoje vai ser sempre a piorar. Gostava muito de estar enganado… mas não me parece.
O clube dos calimeros.
Notícia com três ou quatro dias de atraso. Já é um costume meu vir para aqui mandar uns bitaites sobre notícias passadas, que as pessoas já tinham esquecido. Faz parte do meu modo de funcionamento, não há nada a fazer. Olhem, desculpem. Mas é o seguinte: foram presos nove fulanos, todos calimeros, todos da claque dos calimeros e todos eles bons rapazes. Foram presos porque são traficantes de drogas. Aliás, usam os proveitos da venda das drogas para financiarem uma claque desportiva, que apoia a prática desportiva dos calimeros e que, no caso, se resume ao futebol. É um pouco estranho este tipo antagonismos andarem de mãos dadas mas, pelos vistos, não é caso único pois já no ano passado foram presos uns quantos membros de uma outra claque, a dos coisinhos. Só falta mesmo uma rusga aos do fêcêpê para o quadro ficar completo… Mas isto tudo para chegar aonde? Ao clube dos calimeros, que se auto-intitulam de marqueses, mas que são feitos da mesma massa do que os outros, se não forem mesmo piores. Senão vejamos. Qualquer português que goste de futebol já viu/assistiu/ouviu um programa de televisão sobre a bola portuguesa. Aliás, há uma data de programas deste gênero… para um país pequenino como o nosso… mas aquele a que me quero referir é um em que está lá um comentadeiro que é médico. Tenho até a impressão que é um dos mais conceituados médicos de transplantes de fígado, se não estou em erro, mas que é insuportável como pessoa. É indescritível ouvir o senhor falar sobre o seu sborden. É o assumir pleno do verdadeiro calimero, sempre com uma teoria da conspiração repleta de fantasias histéricas. Por diversas vezes recorre à família para que os telespectadores sintam que não é só ele que pensa assim, também o filho e o outro filho mais a sogra, coitadinha, que até estava doente, ou a mulher lhe dizem que o seu sborden foi roubadíssimo… uma coisa do outro mundo. Para baixar ainda mais o nível do programa, acha-se no direito de monopolizar a conversa, está continuamente a dizer alto e a bom som que os calimeros são um clube diferente, e não gosta de ouvir aquilo que tem de ouvir. Enfim, para mim foi simples, deixei simplesmente de ver o programa pois já nem o tom de voz do senhor eu aguentava…
A bola.
Ainda meio atordoado com tantas novidades, começo a tomar consciência do mundo que me rodeia. Um dejá vú, portanto. Tenho de começar por algum lado. Começo pela bola.
Mais um início de época como tantos outros, com os coisinhos na fanfarronice de sempre e os calimeros com as queixinhas que nunca mais acabam. Pelo meio disto tudo, o fêcêpê lá ganhou mais uma supertaça portuguesa e perdeu a europeia e, em ambas, demonstraram o valor desta equipa, apesar das limitações normais de um início de época e das transferências que nunca mais acabam…
Ainda no que diz respeito à bola, fiquei espantado com a força física e a velocidade que a equipa brasileira dos sub 20 demonstrou em campo. Não fazia a mínima ideia que tinham evoluído tanto e, para mim, o futebol daquele país era um somatório de jogadores “brinca na areia” que eram capazes de resolver os desafios devido aos rasgos individuais. Puro engano. Deu-me gosto vê-los jogar e só não percebo como é que levamos apenas três daquela equipa…
O que se segue já não é bem da bola, é mais um caso de polícia. Fiquei de boca aberta quando vi num noticiário que os “adeptos” (deste tipo de adeptos… os clubes não precisam) dum clube de Guimarães entraram pelo campo de treinos e desataram à bofetada e aos empurrões aos jogadores só porque estes ainda não ganharam qualquer jogo. Os habitantes de Guimarães não precisam deste tipo de gente e podiam se juntar, agarrar neles todos e metê-los a trabalhar na recuperação urbanística que a cidade precisa, à borla, e assim dar uma ajuda ao projecto da Capital da Cultura que, pelos vistos, bem precisa…
Às vinte e três e trinta, deu-me para o futebol.
Desde que o campeonato de futebol acabou (e o que lá vai, lá vai) nunca mais vim aqui escrever sobre o assunto. Verdade seja dita, não há muita coisa de interesse para ser dita. Pelo menos na minha perspectiva da coisa. Claro que as pessoas (sim, são seres humanos, também) do clube das gaivotas têm muitos motivos para falarem do assunto. É assim todos os anos. Pelo menos nesta altura do ano, em que as cabeças pensantes daquela agremiação, fazem uma campanha cerrada nos ditos órgão de informação sobre a qualidade dos jogadores contratados e dos que ainda vão contratar. Para os mais distraídos, gostaria de lembrar que as ditas cujas, gaivotas, já contrataram duas mãos cheias de novos jogadores. Todos muito bons. Todos com as características ideais para fortalecer a equipa. Todos são uma mais valia para a equipa, etc, etc. Nunca percebi lá muito bem porque é que insistem nesta estratégia de forrobódó, mas também não gostaria que a mudassem…
O primeiro milho é para os pardais.
Caramba. Não se fala de outra coisa. Eu que até ia escrever um post sobre as pessoas que sabem as letras todas das canções do Paulo Gonzo… fiquei sem palavras. E olhem que as pessoas que sabem as letras das ditas canções também me deixam sem palavras… não são normais, é o que é. Mas como estas coisas da actualidade são devoradoras do espírito, lá se vai o comentário às pessoas que sabem as letras todas das canções do Paulo Gonzo. Um pouco repetitivo? Nã! Comparado com a profundidade das letras dos tais canções, isto não é nada. Mas voltando à actualidade, quero dizer que estou desmoralizado. Desmoralizado porque o nosso treinador conseguiu dar uma alegria aos adeptos do clube das gaivotas. Durante toda a tarde não ouvi outra coisa senão manifestações de contentamento dos adeptos daquela agremiação desportiva. Histéricos. Completamente histéricos com a possibilidade do nosso treinador se ir embora. E foi isto que me deixou desmoralizado. Não foi o facto do nosso menino (são os meus cinquenta anos a falar…) ir ganhar seiscentos euros à hora e o fêcêpê embolsar quinze milhões pela transferência de um treinador… nada disso me deixa desmoralizado, apenas fiquei surpreendido com a grandeza do medo que aquelas pessoas sentiam e, como não gosto de bater no ceguinho, achei que devia respeitar aquele sentimento de alívio colectivo. Foi só isso, porque a vida continua…








