Como eu gosto destas coisas.

Já tinha saudades de voltar ao assunto. À vaca fria, mesmo. O homem que se auto-intitulou de catedrático do futebol anda cabisbaixo. Até eu ando triste por o ver assim. Aliás, não se percebe muito bem como é que uma pessoa daquelas, com uma auto-estima… inestimável, anda tão arredado do estado eufórico que todos os portugueses deram conta no ano passado. Não percebo, pronto. Afinal, sempre é um catedrático do futebol, bolas. Não é um personagem qualquerzinho! Acho mesmo que anda meio Portugal intrigado e a perguntar-se sobre as razões de tal melancolia. Já várias teorias passaram de boca em boca, de mão em mão e de televisão em televisão. Ele foi Roberto, ele foi o Mundial que deixou os jogadores de férias até tarde, ele foi o Gaitan que precisa de tempo, ele foi a ovelha choné que andou a ser assediada pelos maiores clubes europeus, até que chegamos à cereja no cimo do bolo: os roubos de arbitragem. A mesma tecla, sempre. Perante tais argumentos, só me dá mesmo para ir assistindo e rindo das bacoradas que vão sendo ditas. Só me falta mesmo é assistir a uma qualquer entrevista do presidente do clube das gaivotas em que este se auto-intitule de catedrático da presidência de clube, ou uma semelhante treta, pois estão bem um para o outro, em todos os aspectos… e sempre podiam contribuir para o enriquecimento do palmarés daquele clube, uma vez que seria o único em Portugal a ter dois catedráticos de qualquer coisa e, pasme-se, ao mesmo tempo!

Porque é que eu já não me espanto?

Já não me lembrava de escrever sobre futebol. Estamos em época de banhos, mas há certas notícias que, por isso mesmo, passam despercebidas ou não são merecedores do seu real valor. Nesta altura do ano, é normal os três grandes clubes portugueses apresentarem as suas contas na Comissão do Mercado de Valores Imobiliários. Pois é, mais uma vez o fêcêpê apresentou lucros, desta vez de 10,7 milhões! Muito dinheiro. Para não variar, o sbordem apresentou um prejuízo de 14,8 milhões. Também é muito dinheiro. Sem qualquer tipo de surpresa, o clube das gaivotas apresentou um prejuízozito de 22,8 milhões. Coisa pouca que não escandaliza ninguém. É esta a verdade desportiva, pelo menos a que temos.

Fêcêpê. Mais uma vitória.

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Acabamos o jogo com as calças na mão. Não havia necessidade nenhuma disso. Se tivessem sido mais eficazes, a coisa teria sido diferente. Por falar em diferente, convém relembrar os mais incautos e distraídos que a nossa imprensa desportiva continua a passar ao lado do Fêcêpê. Ontem quase não falaram da competição mais importante do futebol de clubes, hoje dão total importância às gaivotas. Continuem assim que estão no caminho certo.

Assim de repente (já não digo, muito de repente… porque cá em casa não gostam), pode parecer que este blogue é dedicado ao futebol. Não é. Sou só doente do Fêcêpê e custa-me, sempre, quando reparo que, mais uma vez, não lhe é dado o devido valor, por isso faço questão de vir aqui relembrar a grandeza e a qualidade deste clube de futebol.

Paulo Bento: o crime compensa.

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Muito sinceramente, hoje só tinha duas hipóteses: ou falava do Presidente da República ou então virava-me para o Paulo Bento. Se pensarem um bocadinho, a resposta é clara. Paulo Bento. Porquê? Porque o Presidente da República é uma seca, não diz nada frontalmente, é tudo por meias palavras e depois não se percebe nada do que ele diz porque se baba todo. Já o Paulo Bento é diferente. O homem diz tudo com uma excessiva tranquilidade, muito pausadamente entre cada palavra, o que me levou ao desespero (isto no início) mas que aprendi a saborear e agora já só me rio. Quanto ao conteúdo, o meu treinador preferido para o Sbordem (mas somente para o Sbordem) diz uma data de barbaridades pela boca fora, quase todas sem nexo e com muito pouco tino, mas tem um mérito: diz todo aquele chorrilho de bacoradas muito depressa, o que se torna ainda mais engraçado, pelo contraste com a sua habitual postura tranquila. Isto tudo para dizer o quê? Que o nosso querido Paulo Bento apanhou doze dias de castigo. Ouviram bem! Doze dias de castigo! Pergunto eu. Isto é normal? Um verdadeiro condutor de homens (todos muito choramingões e lamechas, é certo), que teima em ser reincidente neste tipo de comportamentos, que só diz asneiras (palavrões mesmo, que até eu consigo perceber pelo movimento labial…), que invade o terreno de jogo aos berros de braço levantado e aos berros, chega à entrevista e desata a fazer acusações gravíssimas contra tudo e contra todos, tudo isto para quê? Para levar doze dias de castigo. Parece-me a mim que o crime compensa.

Tão compostinhos.

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Parece mentira, mas é verdade. Estive a assistir, na televisão claro está, a um jogo de futebol do Sbordem. Aquilo é uma pasmaceira que não se pode. Jogo feio e sem qualidade nenhuma. Mas isso não me choca pois é mais do mesmo, o que me custa mesmo reparar é o carácter queixinhas que a assistência do clube faz questão de evidenciar. Os jogadores já nos habituaram a tudo, desde aquele capitão pequenino até ao homem que costuma resolver, aquilo é um festival de experiência acumulada, desde que o rei da piscina (vulgo João Pinto) passou por lá. O engraçado disto tudo é que a onda começa de cima e são os ilustres marqueses/dirigentes que incentivam as massas ao choro colectivo. Não sei porquê, mas há quinze dias atrás tornei a ver outro jogo do Sbordem, e assisti a um pormenor delicioso: já nem me lembro do resultado (e também não vou pesquisar qual foi) mas estavam desesperados para meter o golito da ordem, que os costuma safar, e os outros jogadores estavam a fazer o trabalho deles e a segurarem a bola. De repente dá uma imagem da bancada (vá-se lá saber porquê…) e deparo com uma loira, daquelas da linha, toda muito bem posta (juro que não tenho nada contra o género…) e vira-se para o campo aos berros de filho da …. para cima, sempre sem mexer uma madeixa. Indescritível e imagino a cara da senhora quando muito provavelmente lhe disseram no dia seguinte que apareceu na televisão.

Esquerdo, direito, um, dois…

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Até nem tenho falado muito de futebol. E devia. Devia porque o fêcêpê tem feito grandes negócios que são o verdadeiro espelho de quem comanda os destinos do clube/sad. Mas esse assunto, de tão normal, tornou-se banal e acho mesmo que só se vai tornar notícia quando houver um ano em que não se venda nenhum jogador. Aí vem toda a comunicação social do costume dizer cobras e lagartos da gestão do fêcêpê. Por falar em lagartos, já deu para reparar que o homem do comando técnico do Sbordem já começou conforme acabou a época passada, isto é, zangado com tudo e com todos. Tudo bem que são futebolistas, quase todos muito novos, quase todos com outros objectivos que não passam pelo Sbordem, mas caramba, querer à viva força que seja tudo como ele quer… não vai dar bom resultado, como já não deu no passado. E não adianta lembrar que o homem ganhou umas taças porque a mim não me convence como treinador, mas ainda bem que ele lá está e que por lá continue, por muitos anos.

Haja saúde e boa disposição.

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Depois da tempestade vem a bonança. Já estou mais descansadito. Já não me deixo influenciar pela minha incapacidade em resolver problemas informáticos. Quero que eles se desmanchem todos.

Não, não é por isso que estou mais bem disposto. O que me levou a ver a luz brilhante foi saber que o nosso amigo se vai manter como presidente das gaivotas. Cheguei a ter medo que o homem não pudesse concorrer. A sério que tive medo, muito medo. Mas, pelos vistos, a coisa voltou à normalidade e já posso respirar de contentamento, muito contentamento porque cada um tem o que merece e mais não digo porque depois do que se passou durante estes dias, não há mais palavras para definir aquela criatura. Um grande bem haja à criatura.

Ai Jesus!

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Há coisas que não se esquecem. O fêcêpê acabou de ganhar o seu segundo tetra (eu sei, alguns já se esqueceram e outros nem repararam) e quem gostar de acompanhar o fenómeno do futebol, facilmente percebe que o papel do professor Jesualdo Ferreira foi importantíssimo. Eu estou à vontade porque sempre o defendi, mesmo nos momentos menos bons, por isso gostaria que ele ficasse como treinador do fêcêpê, não por um ano mas por dois, no mínimo. O homem faz um bom trabalho. É tranquilo e sabe lançar os mais novos o que, nesta fase de vacas magras, convém saber fazer para tirar dividendos. Sim, porque o fêcêpê é um clube que não se pode dar ao luxo de esbanjar dinheiro, para isso existe o clube das gaivotas e a tal “organização social”. Esses sim, podem-se dar ao luxo de dizerem o que querem e fazerem o que muito bem entenderem. O fêcêpê não. Tem de fazer uma gestão muito atenta das coisas do futebol, quase como uma empresa familiar (sim, somos pequeninos) em que os assuntos de pormenor são tratados com a devida importância e os detalhes são alvo de um profissionalismo a toda a prova. Por tudo isto, dá-me vontade de rir (os sorrisos estão guardados para quem os merece) com tudo aquilo que tem vindo na dita comunicação social (que é amiga da outra, a “organização social”).