Também sou moço para confessar algumas coisas. Umas mais segredosas do que outras. Todas elas estão cá dentro bem marcadas. Agora… saírem cá para fora… torna-se uma questão de oportunidade. Tudo depende… de muita coisa… Por exemplo. Agora estou a ouvir uma musiquinha de uns desconhecidos, até à data, que andam com aquilo à volta das drogas aspiradas pelo nariz. Não que eu tenha histórias secretas que girem à volta das tais drogas aspiráveis. Eu é mais bolos. Mas ponho-me a pensar e… se calhar… era capaz de confessar que tenho um fraquinho por…
Category Archives: De bruços, com a boquinha de lado, a babar.
Era para ser… mas não chegou a ser…
Por vezes tenho uma necessidade enorme de inventar histórias. Mas é só mesmo às vezes. No restante das vezes fico com este ar de normalidade que me caracteriza. Quando me lembro que seria bom, muito bom, inventar uma história, também me lembro de que a bendita história poderia ser oral. De preferência com um sotaque estranho, pelo menos mais estranho do que o meu. Sotaque é uma forma de dizer. Podia ser uma história contada com dificuldade de articulação das palavras ou, no mínimo, com aquela sonoridade típica da sopinha de massa. Tinha a sua piada. O problema é que eu não domino os microfones e as gravações e depois as publicações no youtube… é tudo muito moderno para mim… o que é uma pena porque ideias não me faltam…
Início de sexta feira.
Com pouca ou quase nenhuma energia. Tem dias assim. E quando estes dias aparecem, de mansinho, o que é que podemos fazer? Desaparecer está fora de questão porque as minhocas iam gastar um dinheirão a telefonarem para toda a gente e eu acabaria por ser encontrado e depois tinha de pagar a conta do telefone. Não, essa está mesmo riscada. Abrir o meu coração pela treta? Também não me parece bem porque ia começar a falar por estes anos todos e depois acabava, quase de certeza absoluta, a falar sozinho e para as paredes e isso seria muito mais traumatizante. Outra que está mesmo riscada. Só me resta a alienação. Huumm. É bem mais tentadora…
Espero bem não ter uma recaída.
Levantei-me há pouco mais de dez minutos. Foi cama desde ontem à noite, logo depois do jantar. Detesto ficar com arrepios de frio e estado febril. Levantei-me porque tenho de ir buscar as minhocas à escolinha delas, senão fosse essa contrariedade… ficava na cama até amanhã de manhazinha, pois tenho três reuniões seguidas, a começarem logo às oito e meia. É muito chato ficar na cama doente. Dorme-se, transpira-se e, no meu caso (não sei se acontece às outras pessoas), a cabeça anda a mil à hora quando estou acordado. Quando estou a dormir farto-me de ter sonhos eróticos, variados e cheios de aventura. De repente acordo e fico naquela… foi sonho, não foi? Onde é que eu estou? E sou capaz de passar uma manhã inteira nesta treta. Deve ser da mistura de medicamentos… Claro que estes sonhos não são para divulgar, que a minha rica senhora não gosta dessas intimidades expostas na internet, mas lá que são um rico entretenimento, lá isso são.
Sensação no clitóris?
O título é enganador, muito enganador. É o que acontece a quem visita este blogue e não se dá ao trabalho de perceber o que por lá paira. Digo isto porque de vez em quando aparecem-me uns comentários, normalmente de pessoas do outro lado do Atlântico, que me parecem ser um pouco estapafúrdios. Essas pessoas que aparecem a visitar o blogue são “atraídas” por pesquisas do google, pesquisas essas que estão quase sempre relacionadas com sexo ou cenas do gênero. E é precisamente nas cenas do gênero que eu fico de boca aberta pois os tais comentários são sempre em forma de pergunta. Devem achar que eu sou médico, curandeiro ou que faça qualquer coisa nesses domínios. É de rir, não é? Porquê eu? Nunca aqui escrevi nada que pudesse levar as pessoas a pensarem que eu sei muito sobre esses assuntos. Pelo contrário, sempre fiz questão de mandar uns perdigotos para o ar mas fujo logo para não apanhar com eles…
Podia ser que acontecesse.
Quase sem me aperceber, terminei a papelada… quase toda. Quer isto dizer que a minha mente fica de folga, sem preocupações e disponível para o prazer. Apesar de amanhã ainda ser dia de trabalho, sinto-me como se já estivesse em fim de semana. Também me apetecia que, num passe de verdadeira mágica, as minhocas fossem para o espaço e ficassem por lá três ou quatro dias. Depois regressavam direitinhas, mas até lá eu ia ter tempo para ler, enfiado na cama com a minha rica senhora, com bules e bules de chá, bolachinhas e bolo de chocolate. Claro que ao estar enfiado na cama, com a minha rica senhora, durante tanto tempo… outros valores se levantariam e a leitura teria que ter umas pausas… para descansar as vistinhas.
A Lola é uma fera.
Penso que faz amanhã um mês que fomos buscar a Lola. Tem sido uma adaptação muito fácil e a bichinha está perfeitamente integrada com a malta cá de casa. Claro que as minhocas abusam um bom bocado e passam a vida com ela ao colo… mas que se há-de fazer… Estamos a adorar as suas brincadeiras pois, apesar de ser terrier, consegue ser muito meiguinha, até a ferrar… Também não é de esperar que venha a ser uma cadela obediente… esta raça é um bocadinho teimosa, mas acompanha-me para todo o lado e estou mortinho que ela cresça mais um pouco para lhe tirar a trela de uma vez por todas. A ver vamos.
Uma de Plexus e outra de Quinta do Castro. Bem boas.
As coisas pequeninas da vida. Podem ser várias. E cada um tem as suas insignificâncias. Eu tenho as minhas. São as mais importantes do mundo. Um jantar de família. É tudo e é um todo. Depois de dez anos de casado com a minha rica senhora tive um jantar muito absorvente, muito de contacto. Não é o contacto que estão a pensar. Esse tem de ficar para mais tarde, bem mais tarde, que as minhocas estão a ficar noctívagas, mas um um contacto de emoções e bem estar. É bem simples, não é? Ah, e isto tudo sem fumar. O que torna a coisa bem mais fácil!
Champix. Medo. Muito medo.
Pois é chegada a hora. A hora de deixar de fumar. Depois de sete anos sem fumar, recomecei há um ano e meio. Sim, eu tenho consciência da idiotice que cometi… más a vidinha é mesmo assim… até os seres humanos maravilhosos… cometem autênticas barbaridades. Isto tudo para dizer que ando a tomar Champix para deixar de fumar. A acupunctura costuma resultar mas desta vez decidi inovar… porque sou inovador… e vamos lá ver como a coisa corre. Decidi não ler as contra-indicações, aliás, comecei por ler as primeiras mas, como nunca mais acabavam, desisti. Resumindo, e por aquilo tenho ouvido dizer, só posso encarar todo este processo de duas maneiras: ou fico deprimidíssimo ou vou andar aceleradíssimo. Ouvi dizer que não há meio termo. Posto isto, se alguém reparar em algum destes sintomas, na minha pessoa, que me avise que eu fico muito agradecido.
Dez dias de férias, dez.
Acabadinho de chegar de umas merecidas férias, em Chaves. Foram dez dias, dez, em boa companhia e com descanso, apesar da chuva inicial e de algum vento. Como em tudo, quando nos viemos embora é que o tempo ficou au point… mas ainda deu para estar na piscina. Sempre à sombrinha, a ler. As minhocas andaram sempre enfiadas na água (para isso é que serviram as aulas de natação…) e os pais assim poderam descansar. Comecei a ler uma biografia sobre o Hitler, esse grande manganão… que está excelentemente escrita e que me está a revelar um lado do homem que eu desconhecia. Aconselho o livrinho… de quase mil páginas. Para além disto tudo, comemos bem, bebemos bem e conversamos melhor. Chegado a casa, depois de dez dias, dez, fora do computador deparo-me com uma eternidade de emails para ler e do facebook nem quero ver o que para lá vai. Portanto, se não responder a tudo ou não vir tudo… a culpa é das férias…









