Arquivo da Categoria: De bruços, com a boquinha de lado, a babar.

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Olá amiguinhos… bem alimentados… Já não apareço por estas bandas faz muito tempo. Este blogue foi criado para eu me divertir. Apenas isso. Não interessava o que eu escrevia nem o que as pessoas podiam pensar sobre isso… Não queria saber e ponto final. É ainda um espaço pago por mim e que não tem que obedecer às vontades alheias. Literalmente faço o que bem me dá na… ideia… para não escrever uma valente caralhada… Aliás, não sou rapaz para escrever muitas asneiras ou, como se diz na minha terra, muitas caralhadas… mas às vezes apetece-me escrever umas quantas. Não tem sido o caso pois ultimamente não me apetece escrever rigorosamente nada, quanto mais umas caralhadas. Ando meio trengo, sem vontade de escrever seja lá o que for. Faz sentido. Hoje em dia ninguém quer saber de ninguém. Canso-me a escrever porque ninguém quer saber daquilo que eu possa ou não escrever. Até acho justo. Porque raio de carga de água é que as pessoas têm que estar atentas àquilo que eu vou escrevendo? Não têm que ligar, ponto! Ainda por cima, não escrevo nada de especial e o único movimento que ainda ia tendo no blogue era motivado pela presença visual de umas certas personagens que praticamente aparecem sem roupa… assim, do género, sem roupa, com as volumetrias evidênciadas pela perspectiva e, por vezes, com uma acção inusitada. Foi essa imagem que foi valendo ao blogue e que sempre mostrou uns gráficos de visitas elevados.

Eheheheheheheheh chegou a altura de dar uma valente gargalhada!

Porquê?

Porque temos, sempre, de nos rirmos de nós, da nossa vida, das nossas expectativas e dos nossos problemas.

E quando já não tivermos mais vontade de soltar uma nova gargalhada, então está na altura de retomarmos o nosso caminho.

Amanhã, ou depois de amanhã, venho contar uma novidade, uma grande novidade. Para mim, claro está!

Um texto que se repete, anualmente…

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Estamos em Maio. Um mês estranho. Pelo menos na cidade do Porto. É o mês da queima das fitas. Não sei muito bem porquê mas começam a aparecer uma data de fotografias de pessoas que viveram essa época há muitos anos.

Confesso que fico apreensivo. Aliás, confesso que fico apreensivo todos os anos. Quando chega a Maio. Fico mesmo apreensivo. Nunca fui capaz de perceber qual o significado da queima das fitas para a grande maioria das pessoas que aparecem nas fotografias. Será que é o grande momento das suas vidas? Não creio. Nem quero crer pois seria muito limitativo. Mas o que é certo é que as pessoas atribuem um valor sentimental enorme à queima das fitas. Eu não acho nada disso. Respeito até o lado religioso de toda a encenação. Não poderia deixar de respeitar o lado religioso… porque faz parte de mim respeitar tudo o que é religioso… Mas depois acho que a maior parte das pessoas que aparecem nas fotografias da queima das fitas devem ter um lado oculto… Só pode ser ocultismo… Devem ter vivido qualquer uma situação qualquer paranormal… que as levou à construção de uma ideia muito rebuscada da vida… Quando, na realidade, um curso superior e a vida académica não é mais do que… mais uma experiência… de vida!

Confesso, já que de confissões se trata o texto de hoje, que tenho um preconceito enorme contra as pessoas que acham que a queima das fitas, a praxe e mais não sei lá muito bem o quê são o mais importante na vida académica (e vou mais longe… porque a palavra académica me deixa com calafrios… espirituais…). Não consigo (eu bem que tento, mas não consigo) perceber qual é o tipo de excitação sexual que advém do facto de ser licenciado. E eu acho muito bem que as pessoas estudem e consigam atingir os seus objectivos! Só que não consigo perceber o que é que isso tem de mais?

E depois ponho-me a pensar nas pessoas que conheço.

E de quem gosto.

E…

Era suposto que o assunto fosse a religião…

Eu?

Estou a ouvir isto numas colunas fraquinhas. Não é muito importante mas gostava de poder ouvir o raio das musiquinhas num sonzaço a rasgar. Tal e qual ouço Goa Trance… mas não dá, o portátil é fraquinho, tal e qual eu. É o que se pode arranjar.

Mas isso não é importante.

O importante mesmo foi a minha rica senhora ter passado mais um nível… e agora podia-me dar para a sopeirice e acrescentar: um nível no caminho da vida… Era bonito, não era? Mas não faz o meu género… nem o da sopeira que há dentro de mim…

Hoje foi um dia potente.

Difícil.

Não podia acabar melhor.

Muita coisa ficou para trás.

Amanhã será um dia melhor, com toda a certeza!

É nestes momentos que percebemos como a vida é… puff… era… foi…

Felizmente não se foi (se estivesse a escrever numa qualquer rede social da coisa…meteria um sorrizinho à maneira…).

Ia escrever sobre religião mas acho que não vou conseguir.

É um assunto demasiado intimista e eu não consigo pensar nestes assuntos sem um tinto, do Douro, de preferência. Não é por nada. Eu até gosto dos vinhos das outras regiões de Portugal… mas todos nós temos as nossas taras e manias…

E se eu tivesse uma companheira que, hoje, substituísse a verdadeira companheira… até era rapazito para escrever umas coisas sobre religião.

Assim, a reserva que me calhou não vai dar para tanto.

E depois, amanhã, é outro dia e a reportagem que passou sobre as religiões vai deixar as suas marcas…

Adenda, ao último texto!

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Ainda o assunto dos cinco cinco…

Até parece que ando preocupado com o assunto. Muito sinceramente, não ando!

Só que me pus a ler o que escrevi da última vez e percebi que ninguém deve ter percebido o ridículo da situação porque… eu não fui capaz de explicar tudo direitinho, como deve ser…

Aquela história toda do atestado de robustez, sim esse, o venerado atestado de robustez física, só existiu porque eu achava que era necessário para renovar a carta de condução.

O que eu me esqueci de referir foi que a dita cuja da carta de condução não tem que ser renovada aos cinco cinco… A primeira vez é aos cinco zero e a segunda vez é aos seis zero…

O que eu também não fui capaz de explicar foi a minha cara de palerma quando a senhora dos serviços me perguntou porque é que eu queria renovar a carta…

Renovar a carta. Renovar a carta como?

Sim, a sua carta é válida até dois mil e vinte e um!

Como eu já lhe tinha passado a carta de condução para a mão… senti-me despido e totalmente indefeso… e tentei  sair dali o mais airosamente possível…

Mas (e aqui já não havia necessidade do olhinho de bambi…) eu tive que fazer a renovação da minha carta de condução aos cinco zero, por isso achei que fazia todo o sentido voltar a renovar aos cinco cinco… digo eu, tentando encontrar uma explicação lógica para o sucedido… (e faz todo o sentido que a renovação se faça aos cinco cinco…) e de tal maneira achei que seria assim que nem sequer me lembrei de ir ver o que estava escrito na carta de condução…

Pois, mas se reparar bem, diz aqui que a sua carta de condução é válida até dois mil e vinte e um.

Caramba! Como é possível eu não me ter lembrado disso? Peço imensa desculpa pelo tempo que a fiz perder mas não reparei, mesmo!

Não tem de quê.

Muito obrigado.

E foi assim!

E estou a ouvir isto!

E o mundo? Não interessa para nada!

Quem sabe?

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Estou um bocadinho farto de baboseiras. De dizer baboseiras. De dar opinião sobre este e aquele assunto. Já chega. Afinal ninguém presta atenção às minhas baboseiras porque é que eu me hei-de estar a preocupar a botar faladura. Acabou-se. Não escrevo mais nada sobre assuntos sérios. Assuntos verdadeiros.

A partir de hoje só vou escrever idiotices (sim, vou deixar as baboseiras…). Como estou numa crise existencial e a precisar de atenção pode ser que, se conseguir ser mais idiota do que esta variedade humana, as pessoas comecem a comunicar comigo, a perderem um pouco do seu escasso tempo para me ouvirem.

Quem sabe?

Falta-me um bocadinho assim…

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Começou tudo por me ter calhado uma música que eu já nem me lembrava que existia. Uma musiquinha que já não lembra ao diabo, se bem que na época nos deixava com o diabo no corpo… A vida tem destas coisas. Um dia, tudo nos parece o fim do mundo e no seguinte… já nada interessa. A seguir à musiquinha de há uns minutos atrás, surgiu outra, aparecida pela mão do youtube… Na altura, também foi a mais ouvida. Hoje, confesso que já não ouço nada disto.

Sou uma pessoa diferente…

Para pior.

Hoje é mais bolos. Com creme. La créme de lá créme, ou coisa que o valha, que o francês sempre foi muito difícil para mim.

Hoje.

Ai, hoje.

Como sinto que a minha vida me fugiu, por entre os dedos, como qualquer outro lugar comum.

Espaço.

Espaço.

Espaço.

E como eu gostava disto.

Depois.

Bem.

Depois.

Comecei a inventar.

Eu sou bom a inventar. Muito bom mesmo.

Se me derem um espacinho, eu invento.

Sou rapaz para inventar o que me der na real gana.

Eu sei! Fica-me mal estar para aqui a dizer isto e aquilo da minha personalidade…

Fica, não fica?

Eu sei bem que sim mas não quero saber. Ponto!

Assim como assim vou levar por tabela. Aliás, passo a vida a levar por tabela. Sim, as pessoas acham que eu existo, que ando neste mundo, para as aturar. Eu até as percebo. Há muitos anos atrás, tive uma amiga minha que me disse que eu tinha uns olhos de cão.

De CÃO???Perguntei eu.

SIM, de cão, porquê?

Como assim, de CÃO???

Caramba, o que é que isso tem de mais?

Rapidamente pus-me a pensar em todos os cães que tinha tido até à data. Como é que seria ser cão. Boa questão à qual eu não tinha resposta porque até à data nunca tinha tido um canito…

Sem alternativa, voltei a perguntar o que queria ela dizer com UM CÃO?

Fiquei com a ligeira impressão que ela decidiu fazer uso da pedagogia… ora bem, um cão é conhecido porquê? Qual é a qualidade mais conhecida do CÃO?

Amiguinho?

Digo eu, meio na ignorância, meio convencido.

Não é bem isso.

Amoroso?

Digo eu, cheio de esperança em fazer um brilharete.

Também, mas não só.

Caramba, eu já tenho vinte e nove anos e não consigo perceber que raio de qualidade é que um CÃO tem… pensava eu com os meus botões… só possso ter um problema qualquer de compreensão que fica mesmo abaixo de CÃO…

Tive que desistir!

Não sei, porra!

Nunca tive um CÃO e não sei que raio de qualidade ou defeito é que um CÃO tem que eu não possa ter ou imaginar ter!

Estive quase para a mandar ir ouvir os maiores exitos da Donna Summer mas respirei fundo, pensei no meu orgulho,  acariciei e repuxei os meus mamilos e supliquei para que me fosse explicado o raio do olhar de CÃO.

Confesso que não me custou muito a parte dos mamilos mas também tenho de admitir que estava com um pressentimento secreto de que o olhar de CÃO fosse uma cena qualquer positiva.

É triste pensar assim?

Ok.

Fazer o quê?

Adiante.

O raio do olhar de CÃO não era mais do que um olhar fiel!!!

Fiel???

Como, fiel???

Fiquei destroçado.

O CÃO é um animal fiel? O meu olhar é o de um CÃO fiel?

Já não bastava ter o olhar de um  CÃO e ainda por cima ser fiel…

Claro que me pus a pensar. O que se passa comigo? Porque é que as pessoas pensam assim?

Devo ter qualquer coisa, algum aspecto físico que me identifica com um CÃO. Só pode!

E então perguntei.

Mas porque é que dizes que eu tenho um olhar de CÃO?

Podia ser de um pónei. Ou de um bambi (que faz mais o meu género…). Agora de um CÃO?

Achas que eu sou um rapazito fiel e submisso?

(Na altura, como nunca tinha tido cães, expressei a minha ideia sobre o conceito de fidelidade canina)

Acho. Quer dizer, mais ou menos!

Bem, se estás indecisa daqui a pouco estás-me a dizer que em vez de CÃO, o meu olhar pode ser parecido com uma joaninha, às pintas e pequenina…

Não, não era bem isso que eu queria dizer…

Então?

Era uma cena mais positiva (até porque o texto começa a ficar muito extenso), que o teu olhar era o de uma PESSOA fiel aos seus.

Estremeci. Confesso. Estremeci porque ela era gira e me estava a classificar como sendo uma pessoa. A coisa prometia…

Desde esse dia que a minha vida funcionou sempre em função da fidelidade. Do grau de fidelidade. Tive de pensar no assunto e tomar uma decisão. Não me adiantava nada passar o resto dos meus dias a pensar no choque que a ideia de ter um olhar de CÃO poderia trazer à minha vida. Pelos vistos ia ser assim.

E foi.

Continuo com um olhar de CÃO.

Fiel.

E depois, volto a pensar no assunto. A pensar no sentido de ser fiel.

E a pensar no erro. No meu erro. Nos meus erros ao longo da minha vida.

Um dia destes vou morrer. Como todos nós.

Como todos nós também eu deixo assuntos mal resolvidos.

Assuntos que gostaria de ter conseguido resolver.

Não fui capaz.

PS: Este texto acabou por ser um texto que eu não queria escrever. Pretendia escrever outras coisas que me atormentam a alma. Não foi possível. Estou esperançoso de que um dia o vou conseguir fazer.

PS 2: Esta imagem é minha. Sou eu. Há quatro anos atrás mas sou eu.

Com vontade de, digamos, disparatar!

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E aquelas pessoas que fazem tudo… porque acham que o devem fazer? Já pensaram bem nisso? Eu já! E posso afirmar que não sou assim. Uma pena. Também não me envergonho. Assim como assim, não passo de um ser humano  comum. Os outros não são normais. Estão acima dos comuns, os outros.

Mas gostava de fazer tudo.

Pela minha parte, gostava de fazer tudo com o pensamento.

Trabalhar com conceitos… por assim dizer!

Amesterdão. Cinco dias bem passados.

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Acabadinho de chegar de uma viagem. Portanto. Fresco que nem uma alface. A cabeça descansou. Deu para compensar o desgaste do corpo, que nestas coisas das viagens a cidades que não se conhece… acaba-se sempre por andar muitos metros… é mais um edifício que não se conhece ali ao fundo e depois aquela rua que é mesmo engraçada e a seguir está mesmo ali à mão de semear uma igreja tão bonita… e andamos nisto. Mas vale a pena andar metido nisto. Quem me dera andar sempre metido nisto.

Já não viajavamos todos juntos há muito tempo. Quando digo muito tempo, estou a falar de quatro ou cinco anos. Praticamente desde que começaram estes cortes todos. Por incrível que pareça, desta vez, começamos a nossa poupança o ano passado. Fizemos um plano familiar (um porquinho) e fomos faseando as despesas. Tivemos a sorte de conseguir vender uns desenhos e mais umas coisas que não nos serviam para nada e assim fomos conseguindo compor a coisa. Claro que a coisa… é sempre uma coisa… digamos, digna de um professor…

Não interessa.

Fomos!

E fomos muito bem!

Fomos para Amesterdão.

Ainda por cima, nunca lá tinhamos estado!

O que é que poderíamos querer de melhor?

Nada!

Nem a falta de dinheiro tirou brilho.

Foram uns dias tão engraçados e vividos num ambiente perfeitamente adequado às nossas realidades que eu não consigo mudar nem uma vírgula. Adorei fazer esta viagem. Com estes amigos. E não é fácil viajar com outras pessoas, por muito amigas que sejam. A dose de tolerância, compreênsão e entreajuda estiveram no ponto e, quando assim é, só pode correr bem.

E depois, depois, houve Amesterdão.

Uma cidade muito aprazível. Era capaz de viver em Amesterdão. Quer dizer. Era capaz de lá viver se me habituasse às biclas. É muita bicla para o meu gosto. No último dia já me estavam a fazer confusão… três tipos de semáforos… e vais na rua e vem uma bicla disparada… e passa-te uma tangente com um… berrinho (que eles são muito comedidos…) e dás um salto (e quase morres de susto… e eu sou praticamente um sexagenário…) não pode ser, é um esforço de adaptação muito grande. Mas tirando as biclas, gostei. Muito cool. Quer dizer. É um pouco cool demais. Acaba por ser demasiado abandalhado. Não ligam muito aos pormenores. É tudo muito essencial e o resto não interessa. Por exemplo: Podemos ver uma casa impec, com excelentes prateleiras, carregadas de livros, que se conseguem ver da rua e ao mesmo tempo a entrada é capaz de ter uma espécie de jardim de cinquenta por um metro completamente desorganizado, com um lavatório e um balde cheio de tulipas lá dentro… Digamos que são relaxados.

Por aquilo que percebi, os holandeses são um povo muito discreto. O nosso grupo de portugueses era sempre o mais ruidoso. Uma vergonha, portanto. Não que eles ficassem incomodados, pelo contrário, se não estivessem com auscultadores nos ouvidos… eram meninos para esboçar um sorriso… e sempre foram muito solícitos a prestarem informações, mas são mesmo muito reservados. Também são grandes e desengonçados, com uma beleza do género… para quem gostar… confesso que não consegui vislumbrar uma única piquena que me deixasse de olhos em bico pela sua beleza facial… já pelo look global, gostei das mais entradotas… porque as mais novitas são mais do mesmo…

Fizemos uma coisa que milhares de outras pessoas fazem. Demos uma volta de barco pela cidade. Pode parecer meio palerma mas foi uma excelente opção. Ficamos com uma ideia muito geral da cidade. Percebemos que vive muita gente no centro. Que è muito fácil andar de um lado para o outro e que é tudo muito tranquilo. Fiquei logo com vontade de ir para lá viver. Acho mesmo que ficamos todos com vontade de lá viver… ainda por cima era domingo e as pessoas andavam a passear calmamente, junto aos canais, algumas com cães, tranquilamente e aquela visão ajudou… mas depois, depois, as oportunidades não caem do céu e passados quatro dias regressamos.

Mas que não seja por isso. A viagem foi fantástica. Queríamos lá ficar a viver. Não ficámos, pronto, mas divertimo-nos na mesma. É uma cidade completamente diferente daquilo a que estamos habituados. Muito diversificada e com gente de todos os lados mas, ao contrário de Londres, pouco cuidada e não fiquei de boca aberta com nada nem ninguém. Parecia que estava no centro comercial ali da esquina. Onde eu notei mesmo a diferença foi ao nível comercial, dos museus, transportes tudo funciona como deve ser e os edifícios públicos que conheci (biblioteca) são paranormais…

E depois há o folclore. O folclore holandês é muito engraçado. É um folclore em que as moçoilas dançam em trajes reduzidos. Dançam uma música que ninguém consegue ouvir. Que só elas ouvem e, por isso, só elas percebem o ritmo. Mexem-se de um lado para o outro. Sempre em trajes reduzidos. Não percebo porquê. Ao fim e ao cabo é uma dança mas há quem perceba e lá vai entrando na dança. É uma coisa engraçada, confesso. Não me fez confusão nenhuma assistir ao folclore holandês. Estava um pouco receoso porque nunca gostei de assistir ao folclore… e afinal aquilo funciona. Também acredito que a horas mais tardias o folclore possa ser outro… mais inclinado… não sei, não vi, não assisti.

E foi assim, uma bela estadia, muito vivida e com muita vontade de ser repetida.

Estou sem assunto. E depois? Não posso?

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E se eu me pusesse a pensar na vida? Ainda há pouco, poucochinho mesmo, estava a pensar na minha vida. Caramba, são onze e muitos minutos. Estou cheio de sono. Vou escrever sobre a minha vida para quê? Para dizer a toda a gente que sou lindo? Para quê? Toda a gente sabe que eu sou lindo! De espírito! Sempre fui lindo de espírito. É um não assunto.

Não havia necessidade. É apenas o segundo dia de férias.

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Por vezes, e somente algumas vezes, consigo olhar para trás. Olhar para a minha vida passada. Consigo ter a capacidade de pensar a vida que me passou pelas mãos. É pouco? É muito? Não sei responder. Apenas consigo perceber o que se passa na minha vida, que é minha e não interessa a mais ninguém!

Faz sentido pensar na nossa vida? Faz sentido acharmos que a nossa vida é assim tão importante? Duas perguntas e duas respostas divergentes.

Sim! Faz todo o sentido pensarmos na nossa vida.

Não! A nossa vida não interessa nem ao menino Jesus em palhas deitado.

E andamos nisto!

O tempo suficiente para percebermos que somos TODOS pequeninos, muito pequeninos, por muito tacão alto que consigamos (lê-se com o “a” aberto…) enfiar por debaixo dos pezinhos sensíveis.

Não, não adianta nada querermos parecer uma outra coisa. Uma outra coisa que não somos nós! E porquê? Porque não adianta mesmo nada e, basicamente, não interessa minimamente ao menino Jesus (sim, esse mesmo, o que foi referenciado mais atrás… e que, por estar em palhas deitado, mereceria mais um pouco de atenção e carinho).

Procurando encontrar um pouco mais de lucidez.

Vou escrever um grande, muito grande, parágrafo sobre a minha vida. Vai ser entre parêntesis, pode ser?

Aqui vai, aqui começa:

(…)

Pois, queriam um parágrafo com alguns centímetros e grosso?

Ainda por cima em parêntesis…

Pois, mas eu não gosto de me sentir constrangido por um parêntesis qualquer.

A minha vida flui. Portanto, é fluída. Nunca poderia ser constrangida, na verdadeira acepção da palavra. Não de uma forma sistemática. Apesar de poder pensar que constrangidos todos nós somos… mas, de forma sistemática e frustrante, não acredito que haja quem goste. Se calhar até os há, se calhar, mas eu não me identifico nada com essa gente. Eu gosto de pensar que sou um espírito livre, daqueles espíritos que gostam de pensar que o mundo é justo e que, na altura certa, sabe compensar quem é bom. Quem anda neste mundo para viver a vida e não quem anda neste mundo para se satisfazer. É uma grande utopia, eu sei. Quase que poderia dizer, aqui, agora e neste momento, que choro a toda a hora com aquilo que vejo e com tudo aquilo que vivencio. Seria um exagero? Se calhar! Mas eu sou moço de exageros. E também sou moço para não conseguir meter tudo num parágrafo, com ou sem parêntesis! Foda-se, que esta vida não tem que estar confinada aos parágrafos e aos parêntesis de quem se acha por bem mandar uns bitaites.

Estou cansado desta vida. Estou cansado de ser um imbecil. Estou cansado de acreditar que posso mudar o mundo e, acima de tudo, estou cansado por saber que tudo vai continuar na mesma e que, um dia, quando eu vou morrer o mundo continuará o seu percurso, inalterável.

Eu só queria que soubessem que eu sou português e que, a seguir, vou trabalhar!

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E o português gosta de quê? Sim, gosta de quê? Vocês são portugueses ou portuguesas… devem saber do que eu estou a falar. Eu estava a ouvir uma musiquinha com mais de trinta anos. Pus-me a pensar. A ouvir uma musiquinha com mais de trinta anos??? Wake up… O tempo passa e não volta atrás… O que os portugueses gostam é a única coisa que se mantém inalterável. E gostam de quê? Pois é, ficam todos a olhar para o lado a ver se está algum português a tentar perceber aquilo que vocês gostam…

Agora é Frank Zappa…

É bom, mas já morreu há muito tempo e a vida continuou…

Fico a pensar.


E ouvir um sheik que me permita ordenar as ideias…
E a tornar a pensar no que é que o português gosta…
O português gosta de comer chouriças.
Eu comi uma chouriça!
O português gosta de tinto.
Eu bebi um tinto!
O português gosta de fazer o amor.
Eu não fiz o amor!
O português não faz a mínima ideia do que é o amor mas gosta do amor.
Eu sei o que é o amor!
O português também gosta de sol, de deixar o corpo ao sabor do sol.
Esta parte eu deixo para Agosto!
O português não faz a mínima ideia do que é deixar o corpo ao sol, mas gosta e pronto.
Eu ponho/coloco protector!
O português é um ser humano que dá vontade de insultar.
Eu não digo palavrões!

Pois é, sheik continua! É o ser português! Sempre a empurrar com a barriga… para a frente.
O português gosta mesmo é de empurrar com a barriga para a frente.
Eu não tenho barriga!
O português não gosta de trabalhar.
Eu também não gosto mas daqui a uma hora tenho de picar… o ponto!
O português gosta de picar o ponto.
O quê? O ponto? Não sei o que isso é!

Chega!
E chega porque esta treta do português tem pano para mangas!