Boas notícias, boas notícias, não vamos tendo por estes dias. Mas sempre há umas pequeninas boas notícias. Se calhar são só para mim e se assim for, também está bem porque eu mereço umas pequenas, mas boas notícias. Confesso que até me custa falar do assunto, porque pode ser descabido para a maioria das pessoas ou até mesquinhez para outras mas, mais uma vez, eu mereço ficar contente, por isso… aqui vai a notícia que acabei de ler. “Manuela Moura Guedes já não vai para a SIC. A jornalista tinha já um contrato redigido mas, segundo Moura Guedes, foi o dono da Impresa, Pinto Balsemão quem vetou, em última instância, a contratação.” in Público. Ufa, que alívio. Só de pensar que depois de deixar de sintonizar a TVI também tinha que o fazer para a SIC … é que ela podia aparecer, de repente, sem eu estar a contar… Posso parecer um pouco foleiro, com este tipo de treta, mas a senhora é insuportável, cheia de tiques e manias, pouco isenta e, na minha opinião, não se aprende nada com ela e só mesmo aqueles emplastros da TVI acham que ela fez escola no “jornalismo” da estação. Tudo isto é muito vago, admito, mas é visceral e é muita acumulação de situações que fui vendo ao longo dos anos em que esta senhora nos foi brindando com as mais variadíssimas pérolas. Pior mesmo, só o nosso Presidente da República e a sua inesquecível Maria.
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Está bonito…
Não sei muito bem porquê, mas ultimamente tenho estado mais ligado ao atletismo. Ligado, ligado, só no discurso, porque aquilo dá muita canseira. E no discurso, porque foram uma data de circunstâncias que me empurraram para o tal de atletismo. Quase que me parece que estou a falar de uma entidade. No meu caso até foi uma entidade, já que pratiquei atletismo durante catorze anos, ininterruptamente, e eu já me confundia com as pernas, os sapatos de bicos, os fatos de treino, os alteres, os treinos de duas horas e meia, o cansaço, as alegrias, os medos, as derrotas e as vitórias que fui vivendo ao longo desses anos. Moldaram-me o espírito. Fiz muitos sacrifícios, tive muito prazer, fui determinado e gostei mesmo daquilo. Depois o interruptor mudou de direcção e nunca mais peguei numas sapatilhas. Nunca mais mexi uma palha e tive outro tipo de vivências. Mais exageradas e menos saudáveis mas também gostei mesmo daquilo. Agora, passados mais de vinte anos, vem a minha rica senhora com a mania da corrida, e corre, tenho um aluno tutorando que pratica atletismo, e acabo por falar no assunto, venho ao facebook, e vejo fotografias do pessoal do meu tempo, e para cúmulo dos cúmulos vou correr às quintas feiras com o meu vizinho Filipe. O que se passa comigo? Alguém me sabe responder?
Dia de passeio.
Exausto. Ontem fui ver uma peça de teatro do meu companheiro Jorge Curto. Excelente e muito bem conseguida. Mas como foram três horas ininterruptas, sentadinho numas bancadas, fiquei todo partidinho. Apaguei as luzes às duas e meia e às oito já estava a pé, a preparar-me para o segundo passeio majestoso dos rapazes de duas rodas da minha escola. Foi um passeio lindo até à… Régua, claro está. Muita curva e muita brisa nas faces. Foram trezentos quilômetros de puro prazer e andei pelos mesmo sítios onde tinha estado à quinze dias, com almoço na Taberna do Jeréré. Foi um dia em cheio mas estou de gatas… idade oblige… Quando cheguei a casa, tinha duas minhocas elétricas, a minha rica senhora esgotada por ter ficado o dia inteiro com elas, de um lado para o outro, e já sem paciência para nada… é da maneira que vamos todos dormir muito tranquilamente, que amanhã temos almoço de família.
O i.
A todos, um bom natal, ups, carnaval.
Uma pessoa acorda e lembra-se da vida. Hoje foi da vida profissional. Não devia, porque estou de fim de semana muito prolongado, mas aconteceu. Hoje, como há três anos atrás, faz todo o sentido contestar o raio do sistema avaliativo dos professores. Aquilo é uma tanga burocrática. Há três anos levei uma ensaboadela, numa reunião geral de professores, porque me atrevi a dizer que todos os professores deveriam pedir aulas assistidas e sujeitarem-se ao modelo de avaliação, por forma a entupirem o sistema, tal seria a quantidade de papel e de horas necessárias que iria entrar tudo em ruptura. Hoje, mais do que nunca, é perfeitamente viável proceder da mesma maneira. Nada mudou, pelo contrário, professores, relatores, comissões e mais não sei quem, estão atolados em papeis e com os cabelos em pé por causa dessa mesma quantidade abismal de papelada que têm de reunir. Enfim, uma verdadeira trapalhada.
Por falar em trapalhada, vou acabar de fazer a minha mala, que ainda está uma verdadeira trapalhada, e preparar-me para viajar até Marrocos. Sim, Marrocos. Se for raptado, eu fico de enviar para alguém um sms com o código de acesso aqui do blogue para que publique qualquer coisa sobre o meu desaparecimento. Tenham um bom carnaval. O meu vai ser no meio daquelas palmeirinhas pequeninas que aparecem lá em cima.
ARCO – Gostei muito.
O que é bom acaba sempre muito rapidamente. É um lugar comum, que se aplica. Uma viagem a Madrid é sempre curta, muito curta mas mesmo assim adorei ter lá estado durante este fim de semana. Fui numa visita de estudo, com os meus alunos, com a minha colega Isabel e com a minha rica senhora, a Rosinha dos limões. Correu tudo muito bem, fizemos uma bela de uma viagem de autocarro, demos umas voltinhas por Madrid e fomos, claro está, à ARCO. Já não ia à feira há mais de quinze anos e gostei muito de reviver aquele ambiente. Achei a feira muito diferente, não só pelo espaço em si mas, sobretudo, pelos trabalhos apresentados. Vi pouca pintura e muita fotografia, pelo menos em comparação com aquilo a que estava habituado… também já lá vão quinze anos… mas como estou a começar a gostar muito de fotografia, calhou bem. Tenho a sensação que os meus alunos e alunas gostaram desta experiência e que por lá ficariam mais tempo… se pudessem… mas não puderam, porque hoje há escolinha…
Alterando a ordem. Por agora é tudo.
Estive a ler este post. Vai-se lá saber porquê. Esta minha vida é feita de universos paralelos. Não daqueles de Pedras Salgadas, mas antes de verdadeiros acessos de ternura. Ternura essa que me leva para outro universo. Mas essa, essa era outra conversa. Agora tenho mesmo de descer à terra. Para ir buscar as minhocas à escola. E a seguir. Logo a seguir. Corrigir o monte de testes que tenho mesmo aqui ao meu lado.
Deves-te julgar, deves…
Porque será que as pessoas funcionam sempre em função das suas necessidades? Alguém me consegue explicar este mistério? É que eu não consigo perceber como funciona esta coisa do mundo girar à nossa volta. Também não consigo entender como é que eu (por vezes…) me deixo enredar nas teias do nacional girismo/centrismo/voltismo. Devo ser humano, digo eu. Mas custa-me assistir a situações deste género. No meu dia a dia, farto-me de lidar com situações destas, em que as pessoas perdem a noção da realidade, daquilo que as rodeia e do valor relativo que as coisas têm. Já nem falo daqueles que possuem características estranhas, do género uma auto-estima elevadíssima, porque esses são casos perdidos ou de difícil resolução. Não, nada disso. Estou mesmo a falar do comum dos mortais. Daqueles que pensam em função da aplicação prática ao seu universo, às suas necessidades imediatas e aos seus interesses. E é desses seres humanos que eu me canso. Não sei o que se passa comigo, mas tem sido assim. Será que é a andropausa a bater à porta? Tinha a sua piada, mas acho que ainda é cedo, apesar de eu ter sido sempre precoce…
Já não me lembrava da última vez…
Hoje já é segunda feira e eu ainda estou de rastos da saída de sábado à noite… pois é, tive uma noite muito agradável e em boa companhia. E isto tudo em Chaves, cidade à beira rio plantada. Começamos com uma bela posta, deliciosa e tenra, acompanhada por um tinto da região de Valpaços, o que só por si equivale a mais alguns graus etílicos… num restaurante chamado O Manco, que aconselho vivamente, apesar da modéstia da sala. Depois disto seguimos para mais umas voltas e mais uns copos para acabarmos a noite no Platz, um bar discoteca ao nível do que se vê em grandes cidades. Dancei, dancei, dancei, até ser enxotado pelos senhores grandes da discoteca, que queriam mesmo ir dormir… e lá cheguei a casa às sete da manhã, completamente… esgotado mas satisfeitinho.
Airedale Terrier.
Fofinho, não é? Sempre foi um dos meus desejos, este terrier mais altito. Como todos os terriers, tem uma energia contagiante e uma postura que me enche as medidas. Eu não sou nada entendido em cães, mas sei que estes bichinhos têm cá um carácter…
Acredito que um dia, quem sabe, vai ser o meu companheiro de velhice, para aquelas caminhadas de manutenção… logo que não me dê um puxão e me arranque um braço…








