E amanhã é dia de trabalho. Acabou-se o descanso. Descanso, descanso, não houve lá muito pois estar com as minhocas vinte e quatro horas por dias, durante quinze dias seguidos… é obra… e é caso para dizer… nunca mais começa a escola… Estou a exagerar porque é sempre bom estar com elas e a nossa relação fica muito reforçada. Agora devia estar a preparar as aulas de amanhã, mas acho que só vou pegar na pasta lá mais para a noitinha, quando a casa estiver mais silenciosa. Também não poderia trabalhar pois vou buscar o meu mano, que está em Portugal e vem cá passar a casa dois dias antes de arrancar novamente para Milão. Enfim, vai ser uma segunda feira mexilhona.
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Isto começou de uma maneira e acabou assim…
E amanhã é feriado. Pelo menos para mim é. Pelo menos este ano ainda é. E como amanhã não se trabalha, hoje vou ter um jantar de Natal. Hoje vai ser com os amigos das scooters. Vou levar a motinha da minha rica senhora porque é mais levezinha e fica mais fácil de manejar… é que, no jantar de sábado passado, quando me preparava para estacionar a bela da Scarabeo… deixei-a cair… caiu-se-me, portanto… e fiquei muito triste pois partiu uma peça. Foi uma coisa de nada mas foi o suficiente para me deixar a pensar na vida…
A mim dá-me para me apegar à bela da Scarabeo. Podia-me dar para me apegar a outras coisas e há tanto por onde escolher, mas deu-me para a Scarabeo que, a par dos meus livros, é das poucas coisas materiais que me fazem sentir que não seria a mesma pessoa se, por acaso, não tivesse lidado de perto com elas. Claro que tudo isto é um bocadinho da boca para fora… e se começar a pensar melhor facilmente perderia a cabeça se ficasse sem os meus comboios, os meus lápis, os meus cds, os meus dvds, as centenas de berlindes, os bonecos, as caixas de madeira, e é melhor ficar por aqui… que a minha rica senhora nem sequer sonha com a quantidade de objectos que eu tenho escondidos pela casa toda…
Post com duas partes, pequeninas!
Tem dias que mais valia não me levantar da cama. Parece que não ando cá. Que não existo. Que ninguém dá pela minha presença. Tenho uma enorme vontade de ir lá fora comprar cigarros… mas como deixei de fumar…
Daqui a pouco vou começar a pensar em ir ao meu jantar de antiguidades. Pelos vistos somos cinquenta. Cinquenta antiguidades cheias de histórias para contar. Espero que seja agradável e muito divertido. Estou mesmo a precisar disso, ainda por cima rapei a desgraçada da barba e ninguém reparou cá em casa… depois de me andarem a azucrinar para a cortar… dá nisto. Fui.
A espuma dos dias (eu sei, o título não é meu)
Ontem foi terça feira, certo? Hoje é quarta feira, também está correcto, certo? São, portanto, dias diferentes da semana. Até eu consigo perceber isto mesmo quando estou nos meus piores dias. No dia de ontem apeteceu-me sonhar com scooters. Hoje acordei a pensar noutro assunto. Um assunto que não deveria nunca ultrapassar determinados limites. Acordei a pensar em trabalho e quando assim é, não gosto nada. Mas o dia está a acabar, as minhocas vão chegar a casa e a coisa vai-se compôr. Mais valia ter ficado no dia de ontem, a sonhar com scooters, mas não dá… e amanhã é quinta feira. Até estou receoso de que a história se venha a repetir. É que dois dias passados a pensar em trabalho é um bocadinho de mais. Para que tal não venha a acontecer, acho que me vou acariciar, por todo este belo corpinho, antes de adormecer, para ver se acordo a pensar naquilo. Por acaso gosto de passar o dia a pensar naquilo, então se for a uma quinta feira, ainda melhor.
Vidinha de domingo.
Belíssima manhã de praia. Sim, a dois de Outubro, está um tempo do outro mundo. Já ontem estivemos para dar um salto à praia mas acabamos por pensar duas vezes, por causa das recentes constipações… mas hoje não dava para ignorar… Estivemos entretidos, eu e as minhocas, a fazermos construções na areia, enquanto a minha rica senhora se estendia ao sol, como de costume, e nos deixou à solta.
Depois de um belo assado, acompanhado por um vinho fresquinho, fresquinho, passamos para um saboroso cheese cake, que a minha rica senhora sabe fazer, e para o café, desta vez sem cigarro pois já não fumo há quinze dias. Seguiu-se uma bela sesta e agora estou-me a preparar para trabalhar… uma chatice.
São palpitações.
Já ando nisto há três dias, aliás, hoje já é o quarto dia. E ao quarto dia fico ranhoso de todo. Ontem estive todo o dia enfiado na cama, com uma tosse tenebrosa, que me deu cabo dos pulmões e das costas. Continuo encharcado em benuron e brufen e mesmo assim está a custar a matar o bichinho. Como se já não bastasse o champix, são oito comprimidos por dia. O que não sendo muito, para mim são os suficientes para me deixarem de rastos. Por falar em champix, o que é certo é que no passado sábado comecei a enjoar o tabaco e desde aí que não fumei mais. Agora só estou à espera que estes pulmões retornem à normalidade para tirar a prova dos nove, mas palpita-me que desta é de vez.
Ai, e tal, podia ser melhor…
Desde que cheguei de Chaves que ainda não fui à praia. Tem estado frio, como já não me lembrava, em Agosto… Portanto, tirando aqueles dois dias em que fui com o meu mano e as minhocas, estou como um nórdico. Branquinho, branquinho. Com esta falta de sol no corpo, e outras coisas que também não se passam, temo pela minha vida, pelo meu equilíbrio, pela falta de paciência e pela falta de boa disposição para recomeçar a trabalhar no início de Setembro. Não queria nada.
Primeiro domingo de férias.
O domingo à tarde. Há dois tipos de domingo à tarde. Um é aquele domingo à tarde em tempo de trabalho. O outro, é aquele domingo à tarde em tempos de férias. Esta observação não tem nada de genuína. Acho que toda a gente já pensou no assunto. Qual é a diferença? Em tempo de trabalho está tudo metido em casa ao domingo, com medo de sair à rua, e a comunicação vai-se fazendo por outras vias. Em tempo de férias está tudo bem longe de casa, de papo para o ar, e não se passa nada de interessante, tal e qual este post… não acrescenta nada.
Um, dois, três, quatro.
Quatro dias, quatro. Sem conseguir arranjar um pouco de tempo e disposição para cá vir escrever baboseiras. Muitas festas de aniversário, muita comida, muita bebida e muita boa disposição, mas também muita louça para lavar e muito trabalhinho para organizar tudo. Foram uns dias muito agradáveis mas que me deixaram derreado, por assim dizer. Claro que com esta bonança toda deixei uma data de coisas por fazer e nem sequer tive tempo para aquilo. Logo agora que a minha rica senhora está com um novo universo mental e, como tal, estou mortinho por tomar contacto com essa nova realidade, por assim dizer, outra vez. Mudando de assunto, enquanto estou a teclar vou reparando que tenho uns pulsos muito fininhos. Uns pulsinhos, portanto. E fico apreensivo, porque nunca se sabe e um dia pode-me dar para cortar os pulsinhos e, se o fizer, vou ter de arranjar uma navalhita, coisa que não existe cá por casa. Voltando atrás. Se estiver bom, amanhã de manhã, pego nas minhocas e vou pela primeira vez à praia, descansar, que bem preciso.
Por aqui vai-se andando, obrigado.
Este é dos tais modelitos que eu acho que me ficava bem. Não sei porquê, mas acho que sim. Gosto particularmente do espaço que falta até aos sapatos. Se pudesse ser um pouco maior, ainda me assentaria melhor. Gosto de quadrados e este é aos quadrados. Claro que o meu gênero de quadrados é outro, mas como não arranjei outra imagem, esta também serve. No entanto, se os quadrados fossem mais pronunciados e mais coloridos, a coisa ficava mais ao meu gosto. Pode ser que após as férias eu me decida por voltar a usar este tipo de trapinhos. Ah, e também adoro fatos brilhantes. Esses sim, são a minha perdição.









