Este post era para ser publicado ontem…

Hoje estive sempre bem disposto. Bem disposto até agora. Que foi quando tomei consciência de que a minha memória já não é o que era. Não acho piadinha nenhuma esquecer-me das coisas. Estou para aqui a tentar lembrar-me de uma coisa e não consigo saber o quê. Triste, muito triste. Vai daí, ponho-me a pensar na minha vida e no meu futuro. Até agora tive uma vida boa. Tenho consciência de muitas coisas que fiz erradamente, mas também tenho a certeza de que as fiz porque o meu coração assim mo disse para fazer. Ninguém é perfeito e então eu é que não sou mesmo. Muito provavelmente irei continuar a desiludir muita gente embora me esforce para que tal não aconteça.

Sinais dos tempos…

As pessoas são animais de hábitos. Habituam-se mais facilmente do que aquilo que julgam ser possível. Quando reparam já estão numa nova situação, completamente diversa da inicial, a que estavam habituados. Se conseguirmos transportar esta forma de estar para o nosso íntimo, facilmente conseguiremos fazer coisas que não julgávamos serem possíveis de concretizar. Quem não passou por situações que fizeram com que as suas vidas mudassem radicalmente? Muitas das vezes para muito melhor. Peguemos no consumismo. Vivemos numa numa sociedade consumista, certo? Não estarei a acrescentar nada de muito inteligente… mas também se consegue perceber que os tempos actuais em Portugal estão difíceis para o consumo. Quem é que não pensa duas vezes antes de comprar uma pilice que há uns tempos atrás compraria sem hesitar? Quem é que não começou a repensar a sua postura perante o consumismo desenfreado? Mesmo quem tem uma vida desafogada pensa duas vezes antes de multiplicar os bens de consumo. Sim, porque muitas das vezes compramos coisas de que não necessitamos porque já as temos… O que eu acho, e passando à frente esta pseudo teoria do consumismo, é que devemos valorizar as relações humanas, as relações com as pessoas de quem gostamos e amamos. Isso sim, apesar de não se poder comprar, deve ser preservado como o bem mais importante desta vida. E só temos uma.

Sem cabecinha para nada…

À segunda feira é sempre difícil escrever o que quer que seja. A pouca energia que eu tinha deixei-a na escola, logo pela manhã. Agora estou cheio de sono e só me apetece ir para o quarto das minhocas, que a esta hora tem o sol a dar-lhe em cheio, e ficar por lá a ler e a adormecer e a tornar a ler. E sempre mais um e…

Era bonito.

Às vezes, muito às vezes ou de vez em quando, dou uma espreitadela a uns blogues de gaja. E fico com inveja das gajas. Aliás, eu gostava de ser gaja. Não era todos os dias, mas dia sim dia não, eu gostava de ser gaja. Sempre conseguia organizar a minha vida melhor. Não é que eu não seja organizado, mas as gajas conseguem ser mais metódicas e muito, mas mesmo muito, mais atentas aos pormenores, às pequenas coisas. Se eu tivesse que ser gaja aos dias, seria à segunda, terça, quarta e, vá lá, quinta, para conseguir encarreirar (e encarreirar é uma palavra bonita) as coisas para que no fim de semana fosse, novamente, gajo. Ou seja, no fim de semana arruinava todo aquele trabalhinho desenvolvido pela gaja que havia dentro de mim.

The meaning of life.

Quatro. O quatro quase que podia ser um número do demo. Podia, mas não é. É uma questão formal. Para mim foi o número do demo. Quatro. Quatro copos. Largos. Cheios de gelo. Cheios de uma substância amarelada. Não se pode dizer que é amarela, sob pena da qualidade baixar.  Adiante. Foram trinta e cinco minutos de corrida. Trinta e cinco minutos de falta de ar. Trinta e cinco minutos cheios de ácido láctico nas pernas. Trinta e cinco minutos de dificuldades. Com uma dor de burro invasiva, que mal me deixava respirar. E isto tudo para quê? Para ficar em forma??? Não acredito que seja essa a resposta! Para ficar com um aspecto jovem e atraente??? Bahh! Nunca foi o meu gênero (se bem que gênero é um pouco abichanado). Não consigo encontrar a resposta. Aliás, não consigo encontrar uma data de respostas para a minha vida. Por vezes fico a achar que a minha vida não faz sentido. Não devo ser caso único.

Vila Nova da Telha. Ruralidade.

Assim, pelo nome, ninguém sabe o que isto quer dizer. Pela lógica será uma vila qualquer deste nosso Portugal. Podia ser essa a resposta, mas não. É apenas o nome de uma junta de freguesia, que só mesmo as pessoas que lá moram é que conhecem. Não é conhecida por nada em especial e desconfio que nunca vai acontecer seja o que for. Acredito até que, nas próximas reestruturações do poder autárquico, deixe de existir pois é daquelas freguesias que existem porque sim. Ou seja, não faz nada de especial pelos seus moradores e, assim como assim, mais valia ficarem com o guito da vereação, que não é pouco, e juntavam ao da freguesia ao lado…

Visto assim, deste prisma, dá para questionar o porquê de ainda continuar a viver por estas bandas. É que já lá vão quase nove anos desde que para cá vim e, nesta zona (e muitas outras), continua a não existir um passeio para que possa sair da urbanização onde vivo. Ou seja, dentro da urbanização é tudo muito bem planeado (foi o construtor que foi obrigado a fazer estas largas avenidas com passeios decentes…) mas se quiser ir comprar pão, a mil metros, tenho de pegar na bela Scarabeo pois não existem passeios. É um bocadinho triste isto continuar exactamente como estava e, ainda por cima, saber que existem outras zonas da mesma freguesia que são privilegiadas em todos os aspectos. Pudera, é lá que estão os eleitores e, muito provavelmente, se deve situar a casa do presidente da junta, digo eu.

Esta treta é o raio de uma conversa que não devia vir aqui parar, mas como hoje tive de me desviar drasticamente de uma senhora de idade que ia pela estrada fora, coitada, dá-me vontade de pensar na asneira que cometi ao comprar a casa nesta zona. O que vale é que, apesar disto tudo, já fiz umas valentes amizades com o people daqui, da zona :)

Já se acabava com isto, não?

Já passaram dez dias. Dez dias de febre, tosse, dores de garganta e muita porcaria a sair… Com isto tudo ando a meio gás e canso-me muito facilmente. Hoje comecei com um xarope para a tosse e estou convencido que agora vai-me sair tudo e a seguir vou ver a luz. Eu sei que esta não é uma boa conversa, mas tem sido assim porque esta porra não me passa. Se calhar, se eu fosse mais necessitado do apoio dos médicos, já lá tinha ido e a coisa tinha-se resolvido. Mas não sou carente e só lá vou quando a coisa está mesmo preta. Para já, tem andado esverdeada.

Tentando mudar de conversa, mas não conseguindo, esta debilidade física tem-me levado a pensar que a vida é isto mesmo. São dois dias, que têm de ser vividos com a melhor das mentalidades pois, de repente, a cortina fecha-se e depois … já não há volta a dar… o caminho será outro… mas isso é uma conversa para outro dia.

A escola.

Estou a ouvir Barry White porque ainda continuo em modo off e assim quero estar até sexta feira. Depois ligo as pilhas. Mesmo assim, fui ouvindo algumas coisas relacionadas com a Educação (sim, sou um fraco que nem em férias me esqueço do assunto…), muito poucas e nem sequer me dei ao trabalho de ler os blogues da especialidade… mas uma coisa eu já percebi: a avaliação vai continuar e ainda bem, só é pena que não seja para todos. Não consigo perceber porque é que os professores que estão no topo da carreira não vão ser avaliados! Ou melhor. Saber até sei. O senhor de bigode, parecido com a mãe, estará em que escalão? E o pessoal que o rodeia? Porque será que esta medida tão polémica e injusta não mereceu qualquer tipo de contestação por parte dos sindicatos? Sempre tão disponíveis para a luta… O ministro da Educação foi muito esperto e, com esta medida, calou as vozes daqueles que decidem fazer barulho quando a coisa não está virada para o lado deles. Mas ainda é cedo e muita coisa está para vir.

Sonho numa tarde ventosa…

Depois de ter visto esta imagem, fiquei realmente com a certeza de que nasci para isto. Um iate disfarçado de ilha tropical. Faz, literalmente, a minha cara. Com tudo à mão, que mais poderia eu querer? Nada. Mas a realidade é outra. Daqui por uma horita entro oficialmente de férias. E a minha realidade é o jardim das traseiras, que está mais abrigado do vento, mas que também me permite (tal como na ilhota/iate) apanhar solinho nas superfícies corporais mais recônditas. Por isso e por outras razões, é para lá que vou. Fui.