Os pais não se devem projectar nos filhos.

Por vezes, nem sei muito bem por onde começar. Há pouco estava a pensar sobre se deveria começar por escrever qualquer coisa sobre óculos ou sobre construção gramatical. Por vezes, tenho destes dilemas. Fico indeciso e quando tomo, finalmente, uma decisão já me esqueci do que queria dizer ou escrever. O meu amigo Al anda-me a acenar, ao longe, mas já quer conversa. Como sou uma pessoa de idéias fixas, não me deixo ficar e viro-me para outro lado. No caso, para os aparelhos dentários. Daqueles que se encaixam nos dentes e que podem ser de várias cores. Sempre quis ter uma coisa daquelas. Nunca pus porque nunca tive dinheiro para comprar uma cena daquelas. Também, verdade seja dita, gosto muito destes dentinhos de coelho que me acompanham há meio século, mas… fiquei sempre com a sensação de que me ficariam bem, coloridos e bem visíveis. Para cúmulo, vai ser a minhoca mais velhinha que terá a sorte de colocar um aparelho nos dentes. Ainda por cima também tem uns dentinhos de coelho e vai ser cá uma inveja…

Oh menina, eu sei lá o que isto é!

Finalmente lá me consegui pôr a pé. Desde ontem à tarde que fiquei com uma virose que me deixou de rastos. Tem sido assim ultimamente. Parece que levo uma coça e tenho que me enfiar na cama, a tremer de frio e a encharcar-me em benurons e aspegics. E depois passa. Da mesma maneira que vem, vai-se… Se isto são os cinquentas a aparecerem… preferia, mil vezes, ter ficado nos quarentas…

Na véspera.

Andamos todos virados do avesso. Com esta história do FMI anda tudo a pensar na vidinha. Confesso que já fiquei mais assustado. Agora estou mais resignado e pronto para continuar a viver. Sim, porque se trata de continuar a viver. Bem sei que estou numa situação privilegiada, se tiver em conta aqueles que estão a passar por dificuldades, mas também comecei a ver muitos sonhos a irem por água abaixo, o que pode ser desmoralizador. Assim pensei, durantes uns tempos, agora já não será bem assim porque simplesmente não adianta. A vida continua para além do défice, do FMI, dos políticos portugueses e da puta que os pariu. Peço desculpa, mas saiu. Só tenho de me sentir feliz por ter uma família cheia de saúde, energia e com muita vontade de viver, com amigos dos bons. Que mais posso eu querer?

Puxa vida! Cigarro electrónico é mesmo legau!

Está quase a fazer um mês que comecei a fumar electronicamente. É uma pirosada técnica e só dá mesmo para rir quando digo às pessoas que estou a fumar um cigarro electrónico. O que eu sei, e pirosadas à parte, é que está a dar um resultadão e estou com os meu pulmões em muito melhor estado. Como bom curioso, registei-me num forum sobre o assunto, que aconselho vivamente (tal é a quantidade e qualidade da informação que por lá paira), e estou a começar a perceber melhor o assunto. Claro que um forum deste género pode confundir quem acaba por lá cair sem saber ao que vai, mas isso é como em tudo e ao fim de uns tempos começa-se a digerir melhor toda aquela informação. Para já estou mais interessado em conseguir deixar de fumar o dito cujo em papel, depois se verá se vou ficar, ou não, agarrado às baterias, aos filtros e aos carregamentos…

Boas férias, boas férias mais boas férias.

Pois estou de férias, finalmente. E estou muito bem. Não tenho vontade de fazer seja o que for. Então de pensar… nem quero pensar. Vou ver se consigo descansar este belo corpinho e esta pobre cabecita que, daqui a trinta e quatro dias, começo um novo ano lectivo… É verdade, vai recomeçar tudo de novo e o próximo vai ser de arromba, com aulas assistidas, quatro níveis diferentes (com disciplinas que eu nunca dei…) e uma série de papeladas que vão ter de ser preenchidas. Até lá vou fazer o possível para não me lembrar do que aí vem, depois logo se verá.

Entretanto, vou ver se consigo vir aqui escarrapachar as novidades das férias, mas vai ser a um ritmo muito lento e por isso a coisa vai andar meia aos caídos…

Só queria desejar a todos umas boas férias e muito descanso, sorna, praia, patuscadas, leituras e muita conversa, mais a brincadeira (no meu caso com as minhocas, que com a minha rica senhora a brincadeira é outra) para que em Setembro as baterias voltem carregadinhas de energia positiva.

Esteve para ser, mas não foi.

Personalidade. Pleno.

Inculto. Ignorante. It`s allways the same.

São doenças venéreas.

Saltitante.

Alérgico. Agarrado.

São línguas. São.

Anal, por acaso.

Mais perto do sabor. Mistério…

Ok, eu aceito.

Depeche Mode. Dificuldade em desenhá-las, depiladas.

Agora, anual.

Da casa. Dançar é o que eu vou fazer!

Oh, caramba, é sempre a mesma coisa. Outra vez todo rapado.

Putos dos óvulos. Pontos brancos nojentos. Pela minha senhora, ouço James.

Ocê, meu bem! O ponto.

Raios, uns lambem, outros choram, porra!

Tunga. Tudo à volta. Tão liso, tão deslizante.

Ok, não me perguntem porquê!

Gostar, gostar, gostar, gostava muito.

Se tivesse algum dinheiro disponível gostava de comprar uma cabeleira postiça de qualidade. Uma não, várias. Sempre tive essa ambição na vida. Gostava mesmo. Mas não queria cabelos longos e o máximo que toleraria seria uns cabelos pelos ombros. Não que tenha alguma coisa contra os cabelos longos mas para mim seria demasiado. Demasiado tcham. E não é pelo tcham que eu gosto de cabeleiras postiças. É mesmo pelo gozo de poder aparecer todos os dias com um cabelo diferente. Só isso. Acho até que a minha vida faria outro sentido. As minhocas iriam ficar todas contentes porque adoram uma verdadeira extravagância, ainda por cima vinda do pai tenho a certeza absoluta que iam ficar contentíssimas. Já não tenho tanta certeza da reacção delas quando eu as fosse buscar à escolinha… todos os dias com um cabelo diferente, mas enfim, também não se pode ter tudo. Já a minha senhora, acho que até gostava de ir dar umas voltas com um velho gaiteiro diferente todos os dias, assim, para variar. Para ir trabalhar é que seria mais complicado porque eu vou todos os dias para a escola na minha bela Scarabeo e, quando fosse a altura de tirar o capacete, de certezinha absoluta que iria ficar todo despenteado ou com a cabeleira fora do sítio. Só por isso, porque os meus alunos iam adorar, como os colegas seriam mais carinhosos e o nosso Director até me safava de fazer vigilâncias aos exames. Enfim, o dinheiro não traz felicidade, mas que ajuda, lá isso ajuda.

A natureza é assim.

Alguém me rogou uma praga. Íamos nós todos lampeiros para a praia, depois de esperarmos até às dez e meia pelo sol, quando começamos a reparar que afinal o sol continuava escondidinho à medida que nos aproximávamos da bela da praia. Estivemos todos enfiados no carro, à espera do sol, durante uma hora porque o frio era muito e ainda por cima nem um casaquito levamos… nem um passeio à beira mar demos. Um verdadeiro desconsolo. Se eu descubro quem me rogou a praga obrigo-a a vir cá a casa comer um churrasco e a beber duas garrafas de vinho, de castigo.