Estou velho de todo. Agora já escrevo de óculos. O raio do portátil obriga-me a este tipo de modernices, de maneira que estou aqui todo curvado a tentar escrever num teclado de bom toque, mas pequeno. Isto tudo porque o meu computador de secretária, com o meu monitor a fugir para o grandito, pifou. Pifar, pifar, tem muito que se lhe diga. Não pifou todo de uma só vez. Não. Foi o disco duro. Dito assim até parece mal. Mas foi mesmo esse componente que foi ao ar. Deu duas cambalhotas e caiu de perna aberta. Já fiz uma cópia de tudo o que tinha de importante. Ainda fui a tempo, mas podia não ter ido pois não sou lá muito metódico e gravar os dados de x em x tempo não é comigo. Ainda assim, consegui guardar as fotografias que vou colecionando e que, qualquer dia, me vão levar à prisão por usurpação de direitos. Eu tenho consciência de que os direitos de autor existem e tenho o cuidado de remeter muitos dos trabalhos, que acho de autor, para os respectivos sites mas, como a maior parte das fotografias são meio porcalhonas e circulam por tudo o que é site de pornografia, acabo por abusar e usar das fotografias. Até um dia!
Category Archives: Genuflexões. Amen!
O dia chegou com a noite.
Hoje foi um dia difícil. Foi o primeiro dia de férias. É sempre assim. Custa estar de papo para o ar. Os hábitos são tramados. Agora, que as minhocas já estão deitadas e a dormir, estou finalmente a conseguir relaxar. Tenho a preciosa colaboração do meu amigo Glen, que me deixa muito, mas mesmo muito, relaxado e tranquilo, pronto para encarar as férias como estas devem ser encaradas. Amanhã começam os festejos e com os festejos chegam os demónios no corpo. E como eu adoro sentir os demónios no meu corpo.
Se não for assim, não tem piada.
Todos nós somos seres individuais. Seres pensantes. Com as suas taras e manias, tal e qual o Paulo, Marco Paulo. Eu tenho várias. Já dei a conhecer algumas. Outras ainda não. Porque acho que ainda é cedo. Cedo para mim, que não estou preparado para acontecimentos revolucionários na minha vida. Não é que a revolução me assuste pois já tive várias revoluções na minha vida, mas não me apetece agora passar por mais uma. Contudo, posso sempre adiantar que gosto de ser conduzido por uma força maior. Uma força que me leve para onde ela quiser. Mas que me faça notar o caminho a percorrer.
Hoje ainda é terça.
Se bem que eu acho que mereço outra coisa.
Quase sete anos depois, fui fazer análises ao sangue. Fui vigiar a minha saúde. Coisa que não faço, como já se percebeu, muito regularmente. Mas desta vez achei que estava na hora. Tenho alguns amigos que já estão cinquentões e que tudo lhes apareceu nesta idade. Não é que eu queira ficar atrás deles, mas como estou quase, quase a fazer cinquenta achei por bem fazer o raio dos exames. Também não será muito difícil perceber que os resultados foram animadores (se fossem arrasadores não estava aqui a escrever isto…) e por isso, quando cheguei a casa para almoçar, tratei logo de assar uma chouricinha (daquelas de Trás-os-Montes…) e consolei-me, que isto dos resultados serem animadores pode não durar eternamente… por isso, haja saúde e tudo o resto não tem importância. Por falar nisso, vou ter de começar a preparar a papelada para a minha avaliação de desempenho docente, aquela que só quem está por dentro percebe que é uma perfeita anormalidade. Anormalidade porque é apenas um processo burocrático (ainda por cima mal elaborado) e que não prestigia não só quem a elaborou, como também quem tem de a gramar. Até gostava de ver como seria se um médico tivesse um colega a assistir às suas consultas e se depois tivesse que passar por todo o processo burocrático, para legitimar o seu diagnóstico ou a sua prescrição. Havia de ser bonito. Ou então, um juiz que, do alto do seu pedestal, tivesse que gramar com outro colega a tomar notas sobre as suas intervenções ou sobre a sua interpretação da lei. Era o caralho, que é o que me apraz dizer. Mas, cada um tem o que merece, sempre foi o meu lema e por isso vou ter o que mereço.
Mulheres nuas. São aos montes.
Como hoje não vou fazer mais nada a não ser navegar (palavrinha azeiteira, eu sei…) pela net, vou fazer com que a coisa me dê algum prazer. Não, não vai ser daquele prazer do tipo em que vou passar as mãozinhas por este belo corpinho e autosatisfazer-me… já não vai por aí há um bom par de anos. Cansei-me disso. Agora é mais um processo mental. Digo mental porque foi o que me veio à cabeça, mas podia perfeitamente dizer Glenmorangie (viva a Né). Ia dar ao mesmo. Mas voltando à parte da prancha, só consigo encontrar sites de mulheres nuas. É incrível a quantidade de mulheres que se despem para se mostrarem na internet. A internet é o demo, mais conhecido por diabo. É um autêntico diabo que leva todas estas jovens e menos jovens a despirem-se para que homens as observem. São mulheres de costas, com sorrisos estranhos. São mulheres com gatos ao colo. São mulheres com os olhos revirados. São mulheres a fazer o pino. São mulheres sem nada para dizer. Enfim, são tantas mulheres a quererem mostrar mais alguma coisinha que as outras não têm que só me lembro mesmo é que o fim do mundo vem aí. Claro que se eu fosse moralista, ia querer que quando o mundo acabasse, estas mulheres todas estivessem mais compostinhas, com uma bela lingerie ou, pelo menos, sem os gatos.
Os sonhos são fodidos.
A memória já não é o que era. Não faz mal. Comprei um bloquinho para tomar notas. O grave é quando me esqueço de tomar notas. É o caso. Esqueci-me de assentar alguns pormenores e agora só me lembro de parte do assunto. Ainda por cima é um assunto “sonhável”, isto é, foi um sonho que eu tive. Eu sei que é horrível contar os nossos sonhos, mas não resisto e vou tentar ser breve, que os detalhes dos sonhos dos outros são o must do insuportável. Sonhei que a minha rica senhora era estudante universitária (portanto, uma moça pura e a acreditar que ia mudar o mundo), que vivia numa cidade qualquer do interior (que tinha um pólo universitário…) e que vivia numa casa alugada (casa, é uma forma de expressão, era mesmo um apartamentozinho). Eu bem tentava ir visitá-la aos seus aposentos e ela sempre dava uma desculpa. Umas vezes a desculpa era esfarrapada, outras fazia todo o sentido (aquela treta das frequências… e coisa e tal…) e lá ia eu vivendo esta realidade. Houve um dia que não deu mesmo para adiar a minha visita, já andava desnorteado por não conseguir estar na sua casa em verdadeira intimidade, vai daí meto-me a caminho, sem avisar. Chegado, toco à campaínha. Não sei muito bem porquê, aparece-me a minha rica senhora, nua, cheia de sono e a olhar para mim como quem não está a perceber o que lhe está a acontecer. Por acaso está calor, digo eu, assim meio atrapalhado, está um dia fantástico, estavas a preparar-te para ir para a praia? Como não houve resposta, acabei por entrar. Conversa puxa conversa e acabei por ir para o quarto da minha rica senhora, porque o que eu queria era conversa. Entrei e deparo com quatro matulões na sua cama. Fiquei a olhar e perguntei o que estavam aqueles rapagões a fazer na cama dela. Normal, não? Digo eu. Ah, e tal, os apartamentos estão muito caros, é preciso dividir despesas, e não há nada como partilhar o apartamento com outras pessoas para se conseguir sobreviver, que esta vida de estudante é difícil. Como eu devia ter um ponto de interrogação enorme (não queria dizer na minha testa, porque isso sou eu a dizer fora do sonho…) estampado no rosto, a minha rica senhora apresta-se a dizer muito rapidamente que o apartamento só tinha um quarto e uma cama, por isso tinham de dormir todos juntos. Mas que isso não queria dizer nada, até porque ela dormia junto do mais gordinho, aquele só pensava em estudar e comer. Os outros ficavam do outro lado da cama. Entretanto toca o despertador e eu acabei por não ficar a saber as cenas do próximo capítulo. Fui vigiar um exame de língua portuguesa, com apenas um aluno, mas a pensar no que teria acontecido depois, no raio do sonho.
Selecção Nacional.
Acabei por não dar como perdido o meu rico tempo. Afinal ainda consegui dormir durante meia hora… tal era a emoção evidenciada pelos nossos rapazes da bola. A continuarem assim acho mesmo que vou começar a adormecer ao fim dos primeiros cinco minutos. É de mim ou parecíamos uma selecção de anõezinhos? Tenho uma ligeira impressão de que se aqueles matulões se decidissem a jogar a sério… nós levávamos dois ou três… sorte a nossa.
Ai Saramago, Saramago. Só me faz gastar dinheiro.

Confesso a minha ignorância. Confesso que nunca li a Bíblia, pronto. Também confesso que nunca me senti curioso em ler a tal de Bíblia. Porquê? Porque sempre fui acompanhando as tomadas de posição, das autoridades religiosas, sobre variadíssimos assuntos do mundo e sempre achei que, para além de serem uma entidade político partidária (no sentido da luta pelo poder e dos interesses corporativistas), sempre tiveram atitudes/posições/acções em que fizeram valer os seus interesses, de uma forma calculista, fria, hipócrita e, muitas vezes, contrária aos valores por si apregoados. A minha opinião vale o que vale, como a de Saramago (embora num outro patamar de sabedoria e mediatização), mas lá vou eu ter de comprar mais dois livros: a Bíblia e o de Saramago, Caim. Só não sei por qual hei-de começar…
O pessoal podia levantar um bocadinho a cabeça.

Não gosto de ser exagerado. Nunca gostei e nunca fui. Só mesmo quando me dá gozo. Por isso, e por muitas outras coisas, não gosto lá muito de vir aqui escrever mais do que uma vez por dia. Parece-me que hoje já cá vim (não tenho pachorra para abrir outro separador para confirmar…) mas não consigo deixar passar esta minha vontade. Estou um bocadinho farto do facebook. Sempre que lá vou só encontro tretas relacionadas com uns jogos que por lá existem ou então resultados de quizesssszzsszz, ou lá como é que se chamam. Com o devido respeito e admiração por quem tem a boa aventurança de se prestar a tais actividades, acho tudo aquilo uma grande seca (será que estão todos ainda de férias e não metem lá os pés… como deve ser…) e torna-se penoso abrir a página do facebook. Não foi para isso que eu me inscrevi lá. Upa upa. É só o que se pede.







