Arquivo da Categoria: Genuflexões. Amen!

Há dias assim, tristes.

Pronto, eu vou!Antigamente, quando me dava esta maluqueira da tristeza… resolvia com uma grandessíssima piela. Ficava estúpido de todo e… passava… Agora, com a idade, acho que estou a ficar mariquinhas… e… já não tenho aquela iniciativa de me meter nos copos para esquecer… preciso de companhia… onde é que já se viu? Já não sou o que era… é o que é!

Será?

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Hoje, pela manhã, passei as brasas por uma data de sites de nudez. Para passar o tempo. Agora, já noitinha e com as minhocas ainda a cantarem as janeiras, estou a passar por sites de festas noturnas. Sites com fotografias de festas. E depois, sinto-me esquisito. Vejo imagens da malta toda… a fazer o quê? Vá lá… A fumar, é isso mesmo! Mas será que para se sair à noite tem que se fumar? No meu tempo era assim! Mas isso era no meu tempo, que é muito antigo. Agora já não deveria ser assim! Pelo menos, essa é a ordem natural das coisas. Evolução! Mas fico a olhar para as imagens com… aquela expressão de quem não quer acreditar que o seu tempo já passou…

Será que, um dia, me vai dar um clique… com… “que” no fim?

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Por natureza, não sou moço para ser muito interveniente. Aborrece-me ser interveniente. E não pensem que tem que ver com a idade. Ah, está a ficar velhote, e tal… e já está acomodado… Nada disso. Nunca gostei de seitas. Nunca gostei de ajuntamentos e afins. Nunca gostei de ir para onde os outros iam. Manias. Porque pessoas como eu, com manias, são as mais tenrinhas… acabam sempre por fazer o que os outros querem. Se calhar, vai ser esse o meu destino. Pensando melhor. É essa a minha realidade. A minha rica senhora diz: Senta! E eu sento! Diz: deita! E eu deito! Diz: Rebola! E eu rebolo! Diz: Lambe! E eu lambo! Diz: Dá a patinha! E eu dou a patinha! Diz: Outras coisas! E eu faço outras coisas! Sou, porventura, um moço que se deixa endrominar pelos outros, por aqueles que são mais sabidos do que eu. Cada um terá o seu destino, digo eu!

Isto tudo porque tive a felicidade de poder ver uma reportagem na televisão que me deixou a respirar forte. As minhocas foram cantar as janeiras e acabei por jantar tranquilamente, sem a agitação própria de uma mesa com crianças. Enquanto descascava umas nozes, que acompanhava com doce de abóbora, ia ouvindo a dita reportagem. Era sobre várias pessoas. Pessoas que mudaram de vida. Pessoas que tinham uma vida de sucesso e que mudaram radicalmente de vida. Pessoas que acreditaram naquilo que queriam fazer. Pessoas que passaram de um estado confortável para um estado de incerteza. Claro que a reportagem foi buscar aqueles que tiveram sucesso, que arriscaram, é certo, mas que tiveram sucesso. Gostei muito de ver a reportagem. Gostei tanto, que até parti as nozes com as mãos para não fazer barulho e conseguir ouvir claramente tudo o que era dito. Foi na sic-notícias. É uma pena que o nosso povo (as nossas crianças… porque os pais já não têm remédio…) não seja obrigado a ver reportagens destas, nas escolas, para saber estruturar os seus gostos, as suas prioridades e as suas necessidades, Ponto! è que estou naquela fase em que me custa imenso saber que a maior parte das crianças, adolescentes, jovens e universitários sabe de cor o nome de todos os concorrentes daquela casa que tem segredos. Pior do que saber os nomes, é saberem tudo o que eles dizem e fazem. Enfim…

Voltando à reportagem. Fiquei comovido. A sério, fiquei comovido e não fosse a minha senilidade e fixaria o nome das empresas dos aventureiros portugueses para comprar o que eles fazem. Passada a emoção, pus-me a pensar no assunto. Será que há viabilidade em mudar de vida. Ora bem, nestas coisas não podem existir as palavras “há viabilidade”. Deixava de ter graça! Ter que pensar em tantos ses! Colocando a situação de outra forma: se existe uma grande vontade, uma ideia incontinente, que se deseja desenvolver, pressupõe-se que as leis do mercado sejam favoráveis e que a viabilidade da coisa seja evidente. Mas essa, é uma cumbersa… que já não consigo ter… quero antes acreditar que tudo será feito e realizado por amor.

Só para avisar: este não era o post que eu queria escrever. Saiu-me…

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Decididamente é difícil. Vai ser o drama da minha vida. Vai-me acompanhar até à velhice!

Mas o tipo está a falar de quê? Deve ser mais uma daquelas tangas! É muito provável que assim seja, uma das minhas tangas… Sim, porque as minhas teorias são sempre teorias da tanga! Mas o que é que eu hei-de fazer? Só me posso mesmo lamentar de ter nascido assim. Podia ter nascido escorreito, mas não senhora, tinha de sair complicado. Não tenho sortinha nenhuma. De resto, nada mais me preocupa e posso eu bem com as adversidades da vida (quer dizer, é uma forma de expressão…).

Esquecendo tudo o que acabei de escrever (essa será sempre uma boa hipótese) e que não interessa ao menino, o tal que dizem chamar-se Jesus, começaria o texto por fazer uma revelação. Aquele tipo de revelação que surge após um fim de mundo falhado: Eu sou um crente! Só podia ser um crente. Não me custa acreditar que sou um crente. Eu acredito nas pessoas. Tenho a felicidade de só me dar com pessoas boas. Não sei se é instintivo mas o que é certo é  que não tenho qualquer tipo de relação com pessoas más.

Tirando as minhas relações familiares, este é o aspecto mais importante da minha vida: as pessoas com quem me dou. São todas fantásticas e, à minha maneira, gosto de estar com todas elas. Claro que falho com elas como falho com os meus familiares. Por vezes dou comigo a pensar que deveria ter falado desta e não daquela maneira ou então deveria ter ligado a perguntar como correm as coisas. E falho porque sinto que não o fiz. Mas da mesma maneira que o sinto, também tenho a consciência de que não o faço por mal, apenas porque a vida, umas vezes não o permite e noutras não me deixa ter a capacidade suficiente para agir em conformidade.

Já deu para perceber que o humor hoje não abunda. Também já se percebeu que vai por aqui uma grande confusão.

 

From the other world (título em inguelês…)

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Por vezes acontecem-me coisas do outro mundo. Assim, à primeira vista, pode parecer assustador… do género… visões… espuma a sair pela boca… arrotos… pessoas possuídas… Não é nada disso. São coisas normais. Podiam ser de outro mundo mas não, são normais… Passo a explicar. Aqui há uns tempos, não sei muito bem como, porque estas coisas não se sabem explicar, tomei conhecimento ( e esta é uma palavra politicamente correcta) da existência de uma senhora, mãe de família, não sei se casada ou junta ou separada, que se apresenta numa rede social da moda como sendo adepta de um clube. Até aqui… nada de especial pois existem adeptos de todos os clubes e cada um mais nervoso do que o outro, faz parte do folclore desportivo nacional. O que me chamou a atenção foi o facto da dita senhora ser um ser humano perfeitamente fora dos padrões do funcionamento normal. Quando eu digo normal, quero dizer bom senso. Todos nós temos as nossas paixões, certo? Mas quando ultrapassamos um certo grau… passamos ao estado de freak show… passamos a ave rara… e a senhora é uma ave rara. Tornei-me subscritor da senhora (eu que nem sabia o que isso era… descobri sozinho… porque ser amigo era um pouco de mais…) e passei a receber todos as publicações da senhora. E estou maravilhado. Todos os dias recebo um qualquer comentário sobre um qualquer jogo do clube que a senhora tanto admira, que está a acontecer num local inóspito deste pequeno país à beira mar plantado. É uma coisa inacreditável. Como é possível viver assim? Eu nem sequer estou a fazer apreciações clubísticas. Sei que devem existir muitas pessoas destas em todos os clubes de futebol. O que me deixa de boca aberta é que existam pessoas assim.

Eu sei que acabei por não ser objectivo mas não consigo e a culpa é Barry, o Branco. Por falar em Branco, tenho um amigo que também se chama Branco, mas essa é outra história…

Só eu é que acho que estou normal…

Não tenho andado lá muito bem. Cá em casa dizem que ando a falar mais alto do que o normal. Interrogo-me sobre o conceito de normal. O normal, para mim, é falar alto. É um verdadeiro aborrecimento mas eu falo alto porque tenho um vozeirão que não se pode. É horrível, eu sei, mas é a voz que o senhor que está lá em cima e os genes dos meus progenitores decidiram que eu haveria de ter. Apesar das circunstâncias que limitam a minha postura vocal, ponho-me a pensar se será mesmo verdade que ando a falar muito alto. Questiono-me mesmo. Será que o tom de voz está para além dos limites próprios que um verdadeiro pai de família deve ter? Ou será que já não é bem um tom mais alto do que o devido e ficamos pelo conceito do berro? Já não tenho bem a certeza! Sou um ser humano, como todos sabem, mas um ser humano sem muitas certezas. São muitos pontos de interrogação que pairam à minha volta. Nunca hei-de conseguir deixar de pensar neles. Nos pontos de interrogação, claro… mas tenho de pensar que para a frente é que é o caminho e por isso acho mesmo que tenho andado um pouco tenso, meio aparvalhado. A única justificação, para além da eterna parvoíce que me sacode, é a falta de nicotina. Já não fumo há, mais coisa menos coisa, um mês… deve ser por isso…

Navegar à vista…

Uns mais do que outros, todos nós temos vidas difíceis. Aliás, a vida não é nada fácil, é mesmo difícil. Saber viver tem que se lhe diga. Não é qualquer um que sabe viver. Quando me ponho a pensar no assunto, facilmente chego à conclusão de que sou muito morcão. Sim, morcão porque sou do Porto. Morcão porque me deixo levar por autênticas imbecilidades que fazem de mim ainda mais imbecil do que as próprias imbecilidades. Ao longo da vida vamos construindo uns filtros que dão muito jeitinho e que são aplicados quando achamos que é a altura certa. Eu gosto de filtros corderosinha. Gosto de ver a vida corderosinha. Mas nem sempre os consigo encontrar, tal é a grandeza da caixinha onde guardo os filtros, e por isso, às vezes, saem uns filtros menos adequados… fora do contexto, por assim dizer.  É nestas alturas que eu acho que a vida vale a pena ser vivida. Não há nada como ter o filtro errado quando as pessoas estão à espera de outro tipo de reação…Acreditem que é muito divertido. Depois, o que dizem e o que pensam… já não me diz respeito nem me interessa…

Este é pequenino, mas pensado…

Também sou rapaz para fazer uma pausa no devaneio. Por vezes gosto de “acraditar” (Jesus dixit) que consigo pensar sobre outras coisas que não eu. Gosto de pensar nas injustiças. Gosto de pensar que há muita coisa mal e que é necessário resolver. Nós estamos mal. O país está mal. Está uma crise desgraçada. Até ao dia de hoje, assistimos à culpabilização dos funcionários públicos como sendo os responsáveis da crise em que vivemos. Não sei porque carga de água é que os funcionários públicos foram os culpados de toda esta crise. Como se os ditos cujos é que fossem os responsáveis pelas contas do deve e haver do estado português. Parece-me que deu jeitinho que assim fosse. Hoje ficamos a saber que também os outros, os do sector privado, vão contribuir para amortizar os erros dos nossos governantes. Assim, à primeira vista, parece que caiu o Carmo e a Trindade… as vozes se levantam contra esta grande injustiça…

Post pequenino.

Há dias e dias. Dias mais reais e outros dias que são mais, digamos, sentados em cima de nuvens. Os meus têm sido passados a olhar para o céu, à espera de uma nuvem que me leve. Digamos que não é mau. Mas também posso dizer que preferia ir esticadinho em cima de uma bela nuvem, fofinha e bem cheiinha. Gosto de nuvens cheiinhas e fofinhas. Podia não gostar, mas gosto. Fazem-me esquecer que existo. Fazem-me pensar que a vida é uma outra coisa, que a podemos imaginar de uma outra forma.

Nem consigo dizer mais nada.

Hoje é daqueles dias em que era capaz de estar a falar a noite inteira. Estranho? Para quem me conhece, não creio. Por norma, sou rapaz para estar uma noite inteira sem quase abrir a boca e, normalmente, também tenho cinquenta e um anos. A vida fez-me assim. De extremos. E hoje estou num daqueles extremos… o de botar faladura… mas estou sozinho em casa e não tenho ninguém com quem falar. Podia ser triste, mas não é. Sei que amanhã vou estar nos braços da minha rica senhora e, saber isso, é o suficiente para eu olhar para a lua e falar com ela. Ela, não sei muito bem porquê, ouve-me e deixa-me tranquilo, muito tranquilo. Por isso, é que eu gosto dela.

No final do segundo dia de férias…

Cáustico. Cáustico é o meu nome do meio. Está lá. Faz parte do nome completo, mas tem uma relevância… diminuta. Em Portugal é sinónimo do nome da mãe. E eu sou português. Mas apesar de tudo sinto que tenho o lado cáustico bem desenvolvido. Saio, portanto, à minha mãe, se me apraz dizer. Mas também tenho outros nomes. Os do pai. Que me fazem ser equilibrado e de bom discurso. Bem falante, portanto.  Mas o cáustico está lá. Sou eu. Não pareço, pois não? Quem acha que me conhece… não me conhece. Ehehehehehe é o riso ridículo que consigo escrever… Cresci com o conhecimento dos meus limites e gosto de andar sempre por lá perto. Gosto de viver intensamente, muito intensamente. Não gosto de ter a cabeça parada. Não gosto. Por uma boa causa sou capaz de tudo. Claro que o conceito de boa causa é muito pessoal, que é para não entrar em muito detalhes e, acreditem, eu sou um gajo de detalhes… embora não pareça… eu sei… é a uma constante da minha vida… sou o gajo que não parece. Não parecer e ser cáustico é, no mínimo, fixe. Também pode ser considerado meio palerma, mas isso é outra história. Eu contento-me com o ser fixe.

Outra vez a rede social da moda…

Já começa a meter nervos eu estar a perder tanto espaço mental com o raio da rede social da moda, mas, mais uma vez, cá estou a eu a falar do assunto. É muito simples. Voltei a activar a minha conta. Porquê? Depois daquela treta toda? Porque tenho lá muitos contactos de pessoas de quem gosto e que não consigo contactar de outra forma. Seria uma estupidez da minha parte, tenho de o reconhecer, perder esses contactos. Não quero que isso aconteça, mesmo. Esta é a razão que me levou a reactivar a conta. Esta semana que passou tive muito mais tempo para as minhas coisas porque não perdi as quatro horas diárias em frente ao computador a ler e escrever na rede social da moda. Por outro lado, as visitas do blogue não caíram, pelo contrário, o que prova que as pessoas também sabem ir ao encontro daquilo que querem.

Pode parecer meio idiota da minha parte andar para aqui com preocupações deste género, e eu não quero saber se alguém possa pensar assim, mas só queria deixar uma pequena indicação aos meus amigos da rede social da moda. Não esperem que eu vá comentar qualquer publicação ou andar a ler o que publicam com muita atenção. Vai ser na diagonal. Porque quero continuar a ter o tempo que me sobrou durante esta semana e avizinham-se boas coisas, para as quais eu necessito de tempo e de cabeça focada. As mensagens privadas, essas vou ler todas e dar resposta. Por isso, já sabem, desculpem qualquer coisinha… qualquer falta de atenção da minha parte.