Arquivo da Categoria: Livros. De todos os formatos e feitios!

Quando Portugal Ardeu, de Miguel Carvalho.

Quando tomei conhecimento da sua existência quis logo comprar o livro. Ainda esperei uns dias para conseguir o guito necessário mas lá o comprei. Levou-me para um período da minha adolescência, vivida na cidade do Porto, a acompanhar os acontecimentos intensos daquela época. Ao longo destes anos todos sempre me interroguei acerca do facto dos bombistas da direita nunca terem sido presos, ao contrário dos bombistas da esquerda. Este livro dá muitas pistas e explicações e só o posso recomendar a todos aqueles que se interessam por este período conturbado da história portuguesa.

 

Sinopse

Quem foram as primeiras vítimas mortais da democracia? Por que razão foram assassinados Padre Max, Rosinda Teixeira e Joaquim Ferreira Torres? Quem protegia e que segredos escondia a rede bombista de extrema-direita? Como enfrentou o cônsul dos EUA no Porto o PREC? O que relatam os diários do norueguês baleado no Verão Quente de 1975? Como é que a Igreja mobilizou e abençoou a luta contra o comunismo? O que sabia a PJ sobre o terrorismo político e tudo o que nunca chegou a julgamento? Com recurso a centenas de documentos, entrevistas e testemunhos inéditos, esta investigação jornalística traz à luz do dia histórias secretas ou esquecidas do pós-25 de Abril. Quando Portugal ardeu e esteve à beira da guerra civil.

Donna Tartt. O Pintassilgo.

Outro grande livro que comecei nas férias, ao mesmo tempo que lia  “Guerras sujas” e que gostei muito. Já tinha lido o primeiro livro desta escritora e fiquei na expectativa do segundo… Foram 900 páginas que valeram bem a pena.
1507-1
SINOPSE

Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime. O Pintassilgo é um livro poderoso sobre amor e perda, sobrevivência e capacidade de nos reinventarmos, uma brilhante odisseia através da América dos nossos dias, onde o suspense e a arte são dois elementos decisivos para agarrar o leitor.

Jeremy Scahill. Guerras Sujas – O Mundo é um Campo de Batalha.

Adorei ler. Comecei nas férias e só o acabei agora mas valeu a pena. Foram 800 páginas com muita informação desconhecida mas reveladora do mundo em que vivemos.

template-site_guerras-sujas

“Através de um relato corajoso, Jeremy Scahill revela a verdadeira natureza das guerras sujas que o Governo dos Estados Unidos se esforça por ocultar. Do Afeganistão ao lémen, à Somália e mais além, Scahill traz-nos um relato da linha da frente, numa investigação de alto risco que explora as profundezas da máquina assassina global da América.

Enquanto os líderes dos EUA arrastam o país, cada vez mais, para conflitos em todo o planeta, criando terreno fértil para uma enorme desestabilização e para a retaliação, não só os Americanos enfrentam um risco maior como a própria nação está a mudar.

Em Guerras Sujas – O Mundo é Um Campo de Batalha, Jeremy Scahill desmascara os guerreiros das trevas que travam estas guerras secretas. Dá também um rosto humano às baixas causadas por uma violência pela qual ninguém se responsabiliza, e que é, hoje, a política oficial: vítimas de ataques noturnos, prisões secretas, ataques com mísseis de cruzeiro e drones, e grupos inteiros de pessoas consideradas “suspeitas de extremismo.

Tim, de Colleen Mccullough. Já o tinha há anos e ainda bem que peguei nele.

Jpeg

“Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado.
Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afeto que lhe faltavam”.

O espião que saiu do frio, de John le Carré. Oferecido pelas moçoilas cá de casa no meu aniversário.

Jpeg

“O Espião que Saiu do Frio”, o terceiro romance do autor, é a história da perigosíssima missão de um agente que quer desesperadamente pôr termo à sua carreira de espião: sair do frio. Neste reconhecido clássico do suspense, o mestre John le Carré mudou as regras do jogo e viu-se catapultado para a fama mundial. Este livro foi adaptado ao cinema, num filme muito premiado de Martin Ritt, com Richard Burton e Claire Bloom nos principais papéis.

A Conspiração Contra a América, de Philip Roth. Sem ser um grande livro, uma escrita notável.

Jpeg

“A Conspiração Contra a América” é um romance envolvente e perturbador. Um presidente anti-semita na Casa Branca? O que teria acontecido nos E.U.A. e no mundo se o célebre aviador de ideias anti-semitas, Charles Lindbergh, se tivesse apresentado às eleições em 1940 e tivesse derrotado Franklin Roosevelt? Partindo deste cenário hipotético, Philip Roth conta o que foi para a sua família e para um milhão de famílias judias em todo o país, a vida durante os anos ameaçadores da presidência de Lindbergh.  Num discurso transmitido pela rádio à escala nacional, Lindbergh não só tinha acusado publicamente os judeus de empurrarem egoistamente a América para uma guerra sem sentido com a Alemanha nazi, mas também, ao tomar posse como trigésimo terceiro presidente dos Estados Unidos, negociara um pacto cordial com Adolfo Hitler, cuja a conquista da Europa e cuja virulenta política anti-semita ele parecia aceitar sem dificuldade.

Número zero, de Umberto Eco. Comprado na quinta e acabado hoje.

Jpeg

Jpeg

Um livro empolgante, de um escritor que dispensa apresentações! Este é um romance que não deixa ninguém indiferente à reflexão sobre os jornais e o jornalismo. Como cenário de fundo tem uma redacção de um jornal diário, que se está a constituir de modo apressado e por razões que menos se relacionam com o objectivo de preparar boa informação e mais respeitam à criação de uma «fachada» para servir interesses próprios. Neste caso, não os interesses dos jornalistas, poucos, relativamente mal pagos e com histórias de carreira onde o sucesso não tem tido lugar, mas sim os interesses de quem tem poder, dinheiro ou ambos. Poderá um órgão de comunicação social servir para ter os inimigos na mão e chegar aonde se quer? Um jornal que está a dar os primeiros passos muito tem para decidir. E esta obra de Umberto Eco torna-se, nesta vertente, numa espécie de «manual» de decisões onde a qualidade do produto final está mais arredada das preocupações do que seria desejável. Neste jornal, designado Amanhã, há espaço para criar notícias, reciclar notícias e encobrir notícias. Sendo esta uma obra de ficção, a leitura que pode ser feita do que lá se escreve vai além da boa leitura que a narrativa proporciona. Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração.

Uma Rapariga Endiabrada, de Nick Hornby. Leitura leve.

Nick

Sinopse

Barbara Parker é Miss Blackpool 1964, mas as suas aspirações são outras e vão para além do mundo dos concursos de beleza. O seu maior desejo é fazer rir as pessoas. Assim, deixa Blackpool e a família e muda-se para Londres, onde arranja emprego na secção de cosmética de um grande armazém, enquanto tenta descobrir como chegar à ribalta. Um encontro acidental com um agente resulta numa nova identidade e numa audição para a mais recente comédia da BBC – chegou a hora de Sophie Straw brilhar.

Uma Rapariga Endiabrada é a história de um programa de televisão e das pessoas por detrás dele: os argumentistas, Tony e Bill, amigos desde o serviço militar e obcecados por comédia; o produtor, Dennis, inteligente, calmo e dedicado à equipa em geral, e a Sophie em particular; e o atraente Clive, que contracena com Sophie na série e se acha destinado a coisas melhores.

O novo romance de Nick Hornby é sobre cultura popular, juventude e velhice, fama, homossexualidade, luta de classes e trabalho de equipa; e oferece um retrato cativante de uma época em que a própria Grã-Bretanha passava por um dos booms criativos mais entusiasmantes da sua história.

Ardenas, a última jogada de Hitler, de Antony Beevor. Mais sobre a WWII.

Jpeg

Jpeg

Sinopse.

A Última Jogada de Hitler. Do autor de Estalinegrado, A Queda de Berlim e Paris Após a Libertação, entre vários outros, chega-nos o mais recente trabalho na série de grandes batalhas da Segunda Guerra Mundial. Ardenas 1944: A Última Jogada de Hitler conta a história da última tomada de posição da Alemanha. No dia 16 de dezembro de 1944, Hitler deu início à sua «última jogada» nas florestas e desfiladeiros cobertos de neve das Ardenas. Estava convicto de que seria capaz de dividir os Aliados se fosse até Antuérpia para obrigar os canadianos e os britânicos a saírem da guerra.

Embora os seus generais tivessem dúvidas sobre o êxito do empreendimento, os oficiais mais jovens e menos graduados estavam desesperados por acreditar que as suas casas e as suas famílias podiam ser salvas do Exército Vermelho, que se aproximava, vingador, de leste. Muitos exultavam perante a expectativa de contra-atacar. A ofensiva nas Ardenas, que envolveu mais de um milhão de homens, tornou-se a maior batalha da guerra na Europa Ocidental.

As tropas americanas, apanhadas de surpresa, deram por si a lutar contra dois exércitos de Panzers. Os civis belas fugiram, justificadamente com receio da vingança alemã. O pânico espalhou-se até Paris. Muitos americanos desertaram ou renderam-se, mas muitos outros mantiveram-se heroicamente firmes, atrasando o avanço alemão. O inverno rigoroso e a selvajaria da batalha tornaram-na comparáveis à frente oriental.

E depois dos massacres das Waffen-SS, até os generais americanos deram a sua aprovação quando os seus homens mataram alemães que se rendiam. As Ardenas foi a batalha que quebrou finalmente a Wehrmacht.

A zona de interesse, de Martin Amis. Acabei de o ler há quinze dias.

Jpeg

Jpeg

Sinopse.

A Zona de Interesse, em Auschwitz, era o local onde os judeus recém-chegados passavam pela triagem, processo que determinava se seriam destinados aos trabalhos forçados ou às câmaras de gás.
Este romance se passa nesse lugar infernal, em agosto de 1942. Cada um dos vários narradores testemunha o inominável a sua maneira. O primeiro é Golo Thomsen, um oficial nazista que está de olho na mulher do comandante. Paul Doll, o segundo, é quem decide o destino de todos os judeus. E Szmul, o terceiro, chefia a equipe de prisioneiros que ajudam os nazistas na logística do genocídio.
Neste romance, Martin Amis reafirma seu lugar entre os mais argutos intérpretes de nosso tempo.

O discurso secreto. Tom Rob Smith. Acabei de o ler.

Tom Rob

Um homem quebrou o silêncio. Agora, a ação virar-se-á para aqueles que teme. A União Soviética em 1956: depois da morte de Estaline, o regime violento começa a fracturar-se, deixando para trás uma sociedade onde os polícias são criminosos e os criminosos são inocentes.Khrushchev, o sucessor de Estaline, promete uma reforma, mas há quem não consiga perdoar ou esquecer o passado.Leo Demidov, ex-oficial do MGB, enfrenta um conflito interior. As duas jovens que ele e a sua mulher Raisa adoptaram ainda terão de o perdoar por ter participado no assassinato brutal dos seus pais. Leo, Raisa e a sua família estão em grande perigo, pois há alguém com um ressentimento contra Leo, alguém que sofreu uma transformação irreconhecível e é agora o perfeito modelo da vingança. A missão pessoal e desesperante de Leo para salvar a sua família levá-lo-á dos severos Gulags da Sibéria e das profundezas do submundo do crime, ao centro da rebelião húngara – e ao inferno onde a redenção é tão frágil como o vidro.

Uma Obsessão Indecente, de Colleen McCullough. Acabadinho de ler.

12170395_10206255700810569_102416331_n

Sinopse
A Segunda Guerra Mundial chegou ao fim e a Irmã Honour Langtree, uma enfermeira dedicada e empenhada, tem ao seu cuidado um conjunto impressionante de cinco soldados arrasados pela guerra, que estão a ser tratados na unidade de cuidados psiquiátricos do hospital. Para estes homens, a Irmã Honour é preciosa, e são-lhe tão dedicados como ela a eles.
Entretanto, mais um homem chega à unidade. Michael Wilson é um herói condecorado, mas é também um homem cheio de segredos e de um sofrimento mudo. Honour sente-se atraída por ele e descobre um amor que acabará por desencadear emoções violentas e perturbar toda a harmonia frágil conquistada com o seu trabalho.

Um novo assunto. Uma nova categoria!

PixMix742-006

Não gosto lá muito de me fazer sentir uma pessoa chata. Com a mania, para não dizer a puta da mania. Não é por nada, se eu tivesse mesmo a puta da mania, que remédio, era mesmo um chato com a puta da mania. Que se havia de fazer? Mas não sou.

Sou um ser humano normal. Com taras e manias normais. Nada de especial. Tenho os meus gostos sexuais. Como toda a gente. Mas também tenho outros gostos, não menos importantes.

Não quer dizer que os meus gostos sejam muito diferentes dos restantes mortais. Não me parece. Gosto mesmo de muitas coisas. Mas não tenho tempo para todas. Uma pena.

E posto isto, na nossa vida, temos de fazer opções. Quem não as faz? Eu faço as minhas. Umas mais conscientes do que outras. É verdade. Quem nunca tomou decisões baseadas no instinto? Ok, esta seria uma conversa muito densa que agora não me apetece desenvolver… até porque a opção de que eu quero falar é bem simples de tomar e não tem nada de transcendente. Para além desta singela explicação estou a ouvir isto. Não me parece nada complicado…

Mas afinal qual é o raio da opção?

Ehehehehehehe…

No meio disto tudo estou-me a esquecer da dita cuja. A razão do bendito do post…

A leitura. Os livros. A minha opção foi por eles. Gosto muito de ler. E esta deve ter sido a afirmação mais descabelada que tive o descaramento de fazer. É ridículo afirmar que se gosta muito de ler… lê-se e pronto, não tem que se andar por aí a berrar pelos quatro cantos, não é do mundo, mas é do blogue. Se bem que o blogue é meu e eu posso berrar pelo canto que quiser.

Mas, esquecendo qualquer desalinhamento… que possa ter acontecido até chegarmos aqui, esta treta toda tem um propósito. Quem não adora encontrar um propósito para aquilo que diz ou escreve? Conhecem alguém que não adore um propósito para poder soltar o vernáculo? Hoje em dia, nas redes sociais, podemos assistir a uma data de publicações, sobre os mais variados assuntos, que visam sempre um propósito… mas que não passam de… uma tentativa de que alguém ouça o que querem dizer… triste, muito triste e apenas comparável com este blogue…

Mas adiante, que só aqui vem quem quer, o blogue vai passar a ter uma categoria (e não, não é um blogue com categoria, apenas tenho de dividir os assuntos por… categorias…) que se vai chamar “Livros. de todos os formatos e feitios” em que irão ser abordados os livros que vou lendo, alguns que já li e muitos outros que gostaria de ler.

Tanta coisa para isto?

Obalhamedeus!

PS: Este post, desta categoria, vai ser o único que vai ter uma fotografia que não está relacionada com o post… as próximas vão ser, mesmo, das capas dos respectivos livros. Uma pena? Sim, eu sei, mas a vida é assim mesmo, bela!