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Scarabeo? Estou amuado com ela!

Bem que poderia pôr as culpas todas naquele senhor que está lá em cima, descansadinho e tranquilo da vida, mas também era muita vontade de lhe dar importância e podia parecer a mania da perseguição. Por isso, tenho de ver as coisas de outra forma… é que depois da saga de sábado à noite já espero que me possa acontecer tudo e mais alguma coisa. Ontem à tarde, depois do almoço, lá foi a família prudêncio espreitar a motoreta, para ver se ainda lá estava e se, por acaso, pegava. Ela por lá continuava, impávida e serena, mas pegar… não pegou. Tirei tudo das malas, que são três e levam muita tralha… mariquices que eu gosto de passear… e regressamos a casa, com a esperança que o pessoal que anda no gamanço não seja adepto das scooters…

Até aqui… tudo normal. Hoje, depois do trabalho, lá peguei eu na motoreta da minha rica senhora e desando em direcção ao local onde estava a motoreta grande, sempre na dúvida… se ainda lá estaria ou se alguém lhe tinha achado piada. No bolso levava um papelinho com todas as indicações e contactos para fornecer à seguradora que iria fazer o reboque. Pelo sim, pelo não, tinha escrito tudo com letras e números grandes, não fosse eu esquecer-me dos óculos quando lhes estivesse a ligar. Tudo preparadinho, portanto. Quando estou a chegar, consigo ver ao longe o “vidro” da frente da motoreta e fiquei logo mais relaxado… porque ainda lá estava. Faltava perceber se estaria ou não vandalizada. Quando cheguei ao pé dela percebi logo que estava direitinha, nem pneus rasgados e o assento estava como sempre esteve, ou seja, pronto a receber a bunda do dono. Como bom portuguesinho, pensei: deixa lá ver se agora pega. Lá enfiei a chave e rodei… e mal acabei de rodar a chave, fez-se luz nos manómetros… luzinhas por todos os lados e eu amei ver tantas luzinhas juntas… carreguei no botão da ignição e pegou logo à primeira… não resisti e chamei-lhe porca! Ah, sua porca! Então não sabias pegar logo ontem? Agora como vou fazer? Com duas motoretas nas mãos? Lá me acalmei com a falta de resposta e troquei o sítio das duas motoretas. Ficou lá a da minha rica senhora e vim a abrir por aí fora até casa. Agora vou ter de esperar que a minha rica senhora chegue a casa, depois do trabalho para lá irmos todos juntos buscar a outra motoreta. A família prudêncio sofre…

Jaguar… suspiro…

Quem me disser que estou a ficar avariado por ter posto aqui uma fotografia de um automóvel deste calibre, só pode estar desequilibrado porque este Jaguar é lindíssimo e eu não tenho preconceitos com o dinheiro, nem com quem o tem. Quem me dera a mim ter o dinheiro suficiente para poder comprar uma beleza destas. Era um Fiat Panda para ir à Baixa e este para dar umas valentes voltas por esse belo Portugal.

O curioso disto tudo é que a Jaguar está a projectar um automóvel novo, inspirado neste modelo que já tem cinquenta anos e o resultado parece que vai ser o da fotografia que está mais abaixo. Para quem gostar… eu prefiro, mil vezes, o Fiat Panda.

Piaggio, X10 GT.

Esqueçam a moçoila que aparece à frente da bela máquina. Só está mesmo a estorvar e não deixa perceber bem a beleza das curvas desta bela scooter. A seguir à bm podia vir esta. Italiana, com muito estilo, conforto e boas aceleradelas… também não me importava de ter uma destas. Nesta, a mochila para enfiar a Lola teria de ser de cabedal, mais fashion e cuidada. Já a minha rica senhora podia viajar com uma bela calça de ganga e um casaco também de cabedal. Eu iria com um conjunto igual ao da minha senhora. A senhora que aparece na fotografia fazia o favor de se ir embora.

Havia de ser engraçado.

Digamos que seria uma boa alternativa à minha bela Scarabeo. Também convém dizer que os felizes possuidores de motas bmw são todos uns cagões. Não consigo pensar noutro nome. A vantagem desta é que não se trata de uma mota convencional. É uma scooter. Logo há sempre a possibilidade de ser comprada por quem gosta de scooters e não por pessoas que gostem de exibir a bm. Gosto mesmo do raio da scooter. Acho até que ficava muito bem em cima duma destas. Arranjava maneira de pendurar uma mochila própria para poder meter a Lola lá dentro e assim passear com ela, com a minha rica senhora à pendura.

Branquinha e redondinha.

De vez em quando traio a minha bela Scarabeo. Já o disse aqui uma vez. Achava eu que ia ser sol de pouca dura. Nada disso. Estou a ficar assíduo na traição. Ela é branquinha e seduziu-me. Também é redondinha e, sendo assim, não consigo resistir. Ainda por cima é poupadinha e sabe manter as contas do lar arrumadinhas. É certo que tem as suas limitações. Quando puxo por ela, a coisa não corre lá muito bem e acaba por se engasgar. Também não é lá muito famosa na posição em que me deixa… fico com dores de costas. Mas, no geral,  dão-se umas boas voltas. Claro que não tem comparação com a minha bela Scarabeo. Principalmente quando vou na auto-estrada, naquela velocidade que só esta branquinha consegue dar… e levo com uma camioneta qualquer, de caixa aberta ou fechada, que passa por mim praticamente a raspar. São os piores condutores que tenho apanhado. Os dos camiões dão sinal e passam por mim na outra faixa. Estes sacanas das camionetas devem sentir-se muito frustrados por não serem condutores de camiões e desatam a fazer asneiras, próprias de quem é mau profissional. Dou por mim a recear pela vida, vezes de mais para o meu gosto…

Pode ser que me passe.

Volta e meia lembro-me dela. Sonho até com ela. Fico todo revirado só de pensar nela. Se não tivesse a que tenho, seria com ela que eu queria passar as minhas tardes. Se calhar estou a ser mal interpretado. Ela é uma paixão antiga de três rodas. Agora saiu uma nova cor para ela, que ainda me deixa mais transtornado, e veio tudo ao de cima. Suspiro. Novo suspiro. E suspirone.

Visto deste prisma.

As Harley são um ícone para a maior parte dos motoqueiros. Não é coisa que aprecie. Faz-me um pouco de confusão aquele ar easy rider dos anos sessenta. Já passou. Mas há quem teime em insistir na mesma tecla. Não percebo muito bem porquê e eu nunca compraria uma mota daquelas. Deverá ter os seus encantos, lá isso deve, mas não faz o género.

Neste mundo há pessoas que não deviam cá estar!

Só hoje tive oportunidade para vir aqui relatar o que me aconteceu ontem. Ia eu muito descansadinho na minha bela Scarabeo, para variar, a caminho da escola e em plena auto-estrada e, como sempre faço, numa velocidade de cruzeiro, ou seja, a cento e vinte quilómetros por hora. Não é muito nem é pouco. É mesmo para ir descansado. Até aqui tudo normal. Quando vou numa recta enorme que existe na zona de Vila do Conde, completamente descontraído e a pensar na minha vida, dou por mim a levar com um carro pela direita. Sim, pela direita. Numa recta sem trânsito, com duas faixas de rodagem, sou ultrapassado pela direita. Ultrapassado é uma forma simpática de descrever a maior tangente que levei na minha vida e que me deixou a tremer pois bastava um ligeiro desvio na minha trajectória e batia num carro que nunca deveria estar ali. Cair de mota nunca é bom, então cair a cento e vinte é que não deve ser mesmo nada bom. Não consegui entender o porquê de tudo aquilo e ainda bem que não levei a pistolinha pois deu-me uma vontade daquelas de ir atrás do rapazinho e dar-lhe dois tiros.

 

Viva o cicerone.

Ontem tive um dia muito diferente. Fui dar um passeio na minha bela Scarabeo, mas acompanhado por três colegas da minha escola que se viciaram nas cento e vinte e cinco. Eram duas Vespas e uma Sym. O ritmo foi mais lento, como não poderia deixar de ser, mas foi uma viagem muito agradável. Tivemos um excelente cicerone, que programou tudo ao pormenor e que mais parecia um veterano nestas andanças, apesar de ter sido a sua primeira saída de mota. Os locais a que nos levou (Ponte de Lima e Serra da Arga) foram fantásticos e com percursos fabulosos, cheio de curvinhas e paisagens que só existem neste belo Portugal. Não é exagero afirmar que temos um país maravilhoso e que merece ser descoberto… Depois, e para surpresa minha, tivemos uma logística fora de série, onde não faltaram uma Clarinhas para tomarmos o pequeno almoço junto a um miradouro, uns aperitivos acompanhados de cervejinha bem fresquinha (sim, o cicerone levou uma mala térmica…) e isto tudo sempre na tranquilidade que só a montanha nos oferece. Um mimo. Fomos até Espanha comer umas tapas e um pulpo, mas o nosso cicerone ficou desconsoladito pois queria acabar de vez com a dieta que anda a fazer… mas não é nada que não se consiga solucionar… temos de repetir!

Diga lá trinta e três.

Trinta e três mil, trezentos e trinta e três. Belo número. Apanhei-o quando olhei para o conta quilómetros da minha bela Scarabeo, a caminho da escola. São muitas horas de prazer na sua companhia. Oxalá ela se continue a portar bem, cheia de genica e conforto, porque por mim estou cá para as curvas.

Fiat Panda do meu coração.

A minha relação com os carros é muito superficial. Não percebo muito de marcas e modelos. Tenho algumas noções básicas de como funcionam, de alguns cuidados a ter e pouco mais. Não acho que a minha vida deva ser condicionada por um automóvel e é impensável perder muito tempo à volta do carro. Devem-se contar pelos dedos de uma só mão as vezes que lavei um automóvel. Eu sei que aquela visão fantasmagórica da camisola caveada, o balde numa mão e a esponja na outra, com a barriga proeminente vai ser o meu futuro, mas até lá ainda tenho muitas coisas com que me preocupar e para fazer. Estou com esta treta toda, mas cada um é livre de comprar o balde mais bonito e a esponja mais fashion. Portanto, cada um tem as suas prioridades. Também há quem se reveja nos automóveis e que faça deles um apêndice sexual. Há muito boa gentinha que faz do automóvel uma ferramenta de engate, que impressiona pela sua potência ou beleza e eu também não tenho nada contra, pois cada um desenrasca-se como pode. Enfim, o automóvel dá para tudo e de certeza que todos nós conhecemos alguém que pode não ter mais nada em casa, mas tem uma bomba na garagem, que lhe confere status e uma imagem de sucesso. Lá está, são as prioridades. As minhas são outras. Mas voltando aos automóveis, tenho consciência de que é um mal necessário e, como tal, também eu preciso de andar enfiado num carro, para ir buscar as minhas minhocas, para ir ao supermercado e para todas essas necessidades que uma família comum tem. Mas gosto de fazer pelo mínimo. E o mínimo para mim é ter um carrito pequeno que gaste e polua pouco, mas que me sirva para aquilo que eu quero. Tanta coisa para chegar aqui. Eu gosto é do Fiat Panda. É uma paixão antiga. Não sei se algum dia irei ter um, mas que adorava, lá isso adorava.

Vruum, vruum Telmo.

É sempre bom saber que vou ver menos um carro nas ruas para passar a ver mais uma scooter. Desta vez foi o meu amigo Telmo que se rendeu aos encantos da bela Vespa. Estou mortinho por o ver sentado em cima dela, da Vespa, claro está. Acho mesmo que a vida dele vai mudar. Que tenha muita sorte com ela e sempre com a condução defensiva que se exige, que isto dos automobilistas terem respeito pelas duas rodas, vai no Batalha. Depois do período de habituação, virá a passeata da ordem, juntamente com o pessoal da nossa escola que anda em duas rodas. A coisa promete.