É da moda, é branquinha.

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Então é assim. Acabei agorinha de elaborar um teste, com duas versões, de História e Cultura das Artes, aquela disciplina maravilhosa que eu tanto gosto. Cansado, ponho-me a ver motas. Não são bem motas, porque já se sabe que eu não me dou ao trabalho de ver motas, e reparo nesta bela scooter. O meu conceito de beleza nas scooters fica pelo lado do não convencional, isto é, ou são linhas muito futuristas ou são linhas que não têm nada a ver com rigorosamente nada. Que saem dos padrões normais, portanto. Não é pelo facto de serem diferentes, porque há muita coisinha para aí que é diferente e eu não consigo achar piada. E lá está, piada é o termo certo. A esta eu acho piada. Só tem um pequeno problema. Anda demais para o meu gosto. São duzentos e tal e para isso tinha de andar sempre com as unhas arranjadas e eu não estou para aí virado. Mas que tem piada, lá isso tem.

Que apertadinho.

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Dizer que me vi enfiado num buraco negro, é um pouco demais. Dizer então que vi a morte à frente, é um bocadinho de exagero. Mas que apanhei um susto daqueles, não é exagero. Vinha eu para casa, montado nela (na bela Scarabeo, quem haveria de ser?) e à saída da autoestrada, depois daquela curva toda que tem de se fazer, começo a ver um carro branco a vir em minha direcção, começo a abrandar para ver no que é que ia dar. Não dá em nada e quem lá vinha, vinha convicto. Começo a apitar desesperadamente. Nada. O carro não parava. Comecei então a gesticular desalmadamente e como já estava perigosamente perto, encostei-me todo à berma, até que o carro passa por mim. Era um velhinho que ia a conduzir, completamente desorientado e que só percebeu quando passou por mim, tal foi o chinfrim que eu consegui fazer. Travou, muito aflito, e lá fez marcha atrás… e eu lá continuei o meu caminho, com um calor por este corpinho… a que já não estou habituado…

Momentos de puro prazer.

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Hoje fiz uma cena de gaijos. Bem, cena de gaijos é um bocado exagerado. Também foram gaijas e não era exclusivo para gaijos. Fui dar uma volta de scooter. Uma grande volta de scooter. Andei por sítios que nem imaginava existirem. Fomos à aldeia da Pena, que fica no fundo dos fundos da montanha e para lá chegar foi difícil, muito difícil mesmo. Uma aldeia completamente isolada de tudo, toda feita em xisto preto (suponho que o xisto seja todo preto…) muito engraçada e só de imaginar o isolamento daquelas pessoas no Inverno, com aquele caminho cheio de neve… Foi um passeio que meteu almoço, muito bem servido, bem regado e com muita conversa pelo meio. Não só se falou de scooters, falamos de tudo menos de política, o que é engraçado num dia destes… Regressámos por estradinhas apertadas e pelo meio dos montes, cheias de curvas e foi um prazer absoluto conduzir a minha bela Scarabeo. No total foram trezentos quilómetros e fiquei satisfeito para uns meses. Claro que gostaria de ter partilhado esta volta com a minha rica senhora, mas desta vez era impossível esquecer as minhocas e ela fez-me a gentileza de aguentar com elas durante todo o dia (o que não é nada fácil…) para que eu pudesse ter este momento de prazer.

Assim é que era.

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Pois bem, pelo meio das planificações, matrizes, grelhas e outras coisas mais, lembrei-me de uma excelente opção de transporte para ir levar as minhocas à escolinha. Acho mesmo que elas iam adorar chegar à escola numa carripana destas. Então os coleguinhas é que se iam roer todos para eu os deixar dar uma voltinha, o que, pensando bem, me ia dar uma trabalheira dos diabos… Mas que seria um sucesso, lá isso…

Ora zumba na caneca.

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Finalmente está tudo nos conformes. Refiro-me, claro está, ao meu novo sistema de atendimento de chamadas em andamento. No meu caso, quando estou montado na bela Scarabeo e desejo receber uma chamada telefónica, já o posso fazer. É que esta foi a minha prenda de férias (há um mês e meio que recebi o subsídio de férias…) mas que, por causa de um truquezinho que ninguém dava conta, o aparelho andou para a frente e para trás e eu sempre à espera. É uma brincadeira que dá muito jeito e que vai fazer com que não tenha mais de parar na berma da auto-estrada para atender as chamadas de quem me quer bem.

Pena não haver todos os fins de semana.

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Por falar em motas. Este fim de semana que passou foi palco de mais um daqueles ajuntamentos de motoqueiros. Daqueles em que é obrigatório beber muita cerveja, assistir a uns concertos de múmias roqueiras, ver shows de strip, dizer umas alarvidades e coçar os tomates. A ordem pode perfeitamente ser alterada, mas a essência está toda lá, como pude comprovar com as imagens que nos chegaram dos telejornais. Bem hajam todos aqueles que lá se deslocaram pois deixaram as estradas cá para cima mais calmas e tranquilas, para eu poder passear na minha bela Scarabeo descansadinho.

Bate, bate, levemente. Será vento? Fui ver. Era o ovário!

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Desde que veio para casa, novamente, arranjadinha e compostinha, a minha bela Scarabeo nunca mais me deixou ficar mal. Pelo contrário, tem-me deixado cada vez mais satisfeito por me deixar partilhar a sua alegria nas estradas portuguesas. Não me canso de a elogiar mesmo que surjam outros modelos igualmente interessantes, que me deixam com o coração aos saltos. Claro que estou para aqui a escrever estas tretas todas e os mais malvados vão logo pensar que eu sou um verdadeiro traidor. Nada disso. Se, e é somente um se, eu me viesse a interessar por outra, seria para ficar com as duas. Duplo prazer, mesmo. Isto tudo porque foi apresentada a nova MP3 Hybrid, que funciona a gasolina e a energia eléctrica, conforme o gosto e as necessidades. Uma aposta no futuro e um verdadeiro mimo que me levaria a vacilar. Se ao menos a minha rica senhora tivesse sido colocada perto de casa… ainda dava para pensar duas vezes, assim, nem pensando três vezes.

Um post que não aquece nem arrefece.

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Acho que hoje não se fala noutra coisa. Está cá uma brasa… que já não era sem tempo. Infelizmente hoje não pude ir trabalhar montado na minha bela Scarabeo, não que esteja avariada novamente, mas porque tive de levar um material para a aula que não cabia nas malas… Uma pena, porque o tempo está finalmente fantástico para pegar nela e andar a passear, devagarinho, sem pensar em nada… só espero que amanhã esteja igual…

Desta vez já não me foge.

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Hoje tive uma alegria. Quem ouvir, até parece que eu nunca tenho alegrias. Nada disso. Só que ultimamente as coisas andam cinzentas e quando surge uma aberta do mau tempo no canal, tem que se aproveitar. Hoje fui buscar a minha bela Scarabeo. Pois é, foram quase dois meses sem montar na coisa, assim como assim, já lhe perdi o jeito, de montar na coisa. Eu não gosto muito de lhe chamar coisa, não fica bem pois tenho muito carinho por ela, mas vou ter de lhe pôr as mãos com muito jeitinho.

Oxalá eu não esteja para aqui a cantar de galo, que não sou, mas pareceu-me que desta vez ficou mesmo bem composta. Não que estivesse descomposta, estava sim desregulada, a corrente não passava como devia ser e depois ia-se-me abaixo nas mãos. Enfim, um verdadeiro drama.

Só espero que amanhã possa estar aqui a confirmar esta bela notícia.

Que grande seca!

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Ai que saudades que eu tenho. De pegar na minha bela Scarabeo e andar por aí, sem ser com os cabelos ao vento, porque esses já são poucos e curtos e além disso temos todos de usar capacete. Apesar da carripana nova dar um certo gozo e conforto para me deslocar onde quero, não consigo deixar de gostar da minha bela Scarabeo. Nem por estar este tempo meloso, para não lhe chamar outra coisa. Já se passaram seis semanas e o problema ainda não está resolvido, agora é uma peça que nunca mais chega e eu nisto. Até ando mais rabugento, mas isso é porque também me faltam outras coisinhas importantes.