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The Cult. A ouvir num sábado à noite. Porquê?

Eu nem sequer sou saudosista. Acho isso uma parvalheira de todo o tamanho. Mas também não sou preconceituoso. Se estiver a ouvir uma música de outros tempos e estiver a gostar… nada me impede de… gostar. Hoje, por razões diversas, calhou-me encontrar uma banda dos anos oitenta com grande pedalada para a época. Vi os Cult em 1985, em Londres, e adorei. Foram anos loucos. Quem os viveu sabe do que estou a falar. Estes tipos, em particular, tinham uma energia fora do normal. Assim, de repente, cheira a cena metaleira… mas não era bem isso…

Estou a escrever de óculos escuros.

Ao sábado à noite nunca se deve ouvir boa música. Digo eu. Que estou a ouvir um belo de um sheik, made in Boiler Room, e não vou sair de casa… é como as relações que aparecem na rede social da moda: é complicado…

Tenho saudades de sair para dançar. Dançar toda a noite. A beber copos or what else… não interessa para nada. O que interessa mesmo é dançar toda a noite, como se não houvesse amanhã. Tenho saudades. Bem, aplicar a palavra saudade a este tipo de sentimentos, parece-me sentimento a mais. Às vezes exagero um pouco. Um pouco chega para definir o meu exagero. Gosto de dançar, de me divertir. Sempre gostei. Hoje em dia divirto-me de outras formas. Mas gosto de pensar que ainda me poderia divertir a dançar… manias… de quem sempre dançou e acha que o corpinho ainda é o mesmo… Não é! Mas gosto de pensar que é! Algum inconveniente nisso? Também me parecia!

Aqui fica o sheik:

Às nove e meia… nunca é a hora certa…

Acho que todos nós temos as nossas manias. Quem não as tem? Eu sei que tenho as minhas! Umas são mais graves do que outras. Gosto de beber Bushmills e escrever ao mesmo tempo. Mas não posso escrever no portátil com os braços muito longe do teclado. Isso aborrece-me. Tenho mesmo que escrever quase em cima do teclado. É mais intimista… Não é que a parte do Bushmills interfira com o texto… agora, estar a escrever com os braços esticados e com dores de autenticas tendinites, isso sim,  já me incomoda!

Mudando de assunto, porque os assuntos são como os livros, vivenciam-se e guardam-se para mais tarde recordar. Já com as músicas… é, sensivelmente, a mesma coisa. Gosto de ouvir umas musiquinhas. Têm que ser umas musiquinhas a sério. Sem pessoinhas a tocarem instrumentos, que isso também me aborrece. Tem que ser uma musiquinha feita com botões e uma data de termos técnicos que agora não me apraz recordar. Essas musiquinhas levam-me para outros oceanos…