Já deu para reparar que tenho aqui ao lado uma coisa estranha. Muito estranha, mesmo. Um banner, ou lá como se chama, a fazer publicidade. Está aqui à experiência. O meu desejo era ser patrocinado por uma empresa, em regime de exclusividade, e que me pagasse uma pipa de massa (pelo menos para os meus critérios). Como ninguém me conhece, tenho de me resignar à minha insignificância e vai daí, toca a meter uma publicidade do google. Cheira-me que vai ser uma publicidade ranhosa, daquelas em que vai aparecer de tudo um pouco. Digo isto porque este blogue também é meio ranhoso e o que aqui vou colocando é do gênero… para onde estou virado, que é o que eu gosto mais. Por isso e mais outras coisas, também acho que vou acabar por ser expulso do esquema de publicidade do google. A ver vamos. Já agora, se alguém souber de uma empresa que me queira patrocinar em regime de exclusividade, avisem.
Category Archives: Na lida da casa.
Estes dois davam jeito, lá por casa.
Ser um feliz proprietário de uma habitação (a meias com o banco, é certo, mas proprietário…) tem que se lhe diga. Passo então a dizer que a manutenção da habitação é uma dureza. Em todos os aspectos. Quando não pode passar pelas minhas mãos, tenho de recorrer a alguém que saiba da poda (sem ph) e pagar-lhe, situação que me aborrece porque basta qualquer desviozito e lá se vai a estabilidade do orçamento familiar. Mas adiante. Quando calha a ter de ser eu a fazer, pois que remédio, faz-se. Ontem calhou-me ter de subir ao telhado. Limpar as caleiras. Rotina anual e que me deixa sempre satisfeito pois a vista para a pista do aeroporto é ainda mais poderosa. Gosto de por lá ficar uns bons momentos, sossegado, antes de passar à limpeza das caleiras, propriamente dito. Subo sempre com um balde vazio e retorno com ele cheio de paus dos ninhos das pombas, penas, ovos e terra que as filhas da mãe vão acumulando durante um ano. Já estou farto de as aturar e, se pudesse, traçava-as de cima a baixo. Que me desculpem os amigos das pombas, mas aquelas criaturas são uma autêntica praga que dão cabo de tudo. Por isso, se alguém souber de uma forma pacífica de as enxotar do meu telhado para sempre, eu agradeço imenso todas as dicas. E assim foi passada a manhã do meu domingo.
Pegar nas panelas.

Gosto da ideia de cozinhar. Ficar na cozinha a fazer qualquer coisa para todos comerem. Cá em casa sou eu que, normalmente, cozinho. Não sei muito bem porque assim é ou porque assim foi decidido. Não me lembro nem faço intenção de perder muito tempo com isso. É pacifico e acho que assim está muito bem. Não que a minha rica senhora não saiba cozinhar, pelo contrário até acho que tem muito mais jeito do que eu, mas foi a forma de dividirmos tarefas cá em casa. Ponto final. Voltando à cozinha. Gosto de inventar e vou sempre misturando coisas novas. A experimentação, quando não é demasiado extravagante, é sempre de louvar pois acabamos por descobrir outros sabores que não estão escritos em lado nenhum. Claro que não sou nenhum mestre da culinária mas, dentro daquilo que vou sabendo, acho que faço bem. Por falar em fazer bem, convém estar atento à quiche que estou a fazer para levar a uma feira de sabores de uma escolinha em que as minhocas vão estar presentes. É uma quiche simples, de espinafres, queijo e fiambre, a preferida delas e, espero eu, das outras crianças presentes. Como estou com a mão na massa vou aproveitar para fazer de seguida uma outra quiche, para o jantar, de bolinhos de bacalhau, cebola e queijo, porque vamos chegar tardito e assim já fica meio caminho andado. Coisas de vidas familiares.
O dia esteve para ser diferente.

Pois é de um rico banho que eu estou a precisar. Hoje acabei por não ficar o dia inteiro na caminha, nem sequer fumar um cigarrito, porque tive mesmo muito que fazer e, ainda por cima, estive a fritar uns filetes de pescada, que estavam muito bons, fiquei a cheirar a peixe que não se pode. E é esta a minha vida. Por isso, vou tomar uma banhoca e vou para a caminha. Finalmente.
Ummhhhmmm.

Ando cá com uma vontadinha de ficar um dia inteirinho na cama, que vou-te contar. Este tempo está bom para isso, nem muito quente nem muito frio. Só que, para isso, tinha que ter companhia, para estar à conversa e a fumar cigarros, que é outra das coisinhas de que sinto falta. Como nada disto vai acontecer hoje, acho que vou até à lavandaria pôr uma roupinha a secar, que o tempo está bom para isso.
Pois sim.
Diariamente vejo dezenas de aviões a levantarem voo para muitos destinos. É normal, pois moro mesmo ao lado da pista do aeroporto. Já só viro a cabeça para os ver levantar em circunstâncias muito especiais. O que também é normal, senão já teria um pescoço anormalmente desenvolvido. Como tal, hoje, por volta das oito e meia da manhã, fui para a janela ver um avião muito especial a levantar voo. Era o que levava a minha senhora para terras que não lembram ao diabo. Disse adeus para o avião e fiquei a vê-lo descolar. Coisas de pai de famíla, que se há-de fazer.
Por volta das dez e meia recebi um telefonema da minha rica senhora, a dizer que tinha chegado bem, que o avião foi direitinho, aquelas coisas… e pergunto eu: E viste-me a dizer-te adeus? Que não, que estava muito nevoeiro… que nada, não estava nevoeiro nenhum, contrapus eu… pois, fechei os olhos, estava com medo…
Confesso que fiquei desconsolado. Passados cinco anos e tal, desde que estamos nesta casa, tive a primeira oportunidade de lhe ficar a dizer adeus, na varanda de minha casa e… népias? nem sequer me viu? Não, assim não está certo! As mulheres já não são o que eram.
STOP!
Decididamente não consigo. Eu bem me esforço, mas não consigo, mesmo, deixar de pensar naquilo. Bem, aquilo não é bem aquilo que estão a pensar… aquilo, é mesmo o trabalho que tenho que desenvolver até fins de Outubro. Como estou de férias e em casa com as minhocas, as coisas estão mais pastelonas, por assim dizer, pois de manhãzinha vamos para a praia (tipo, nove e pouco já lá estamos…) depois regressamos a casa, o que implica banho, almoço, etc. Durante a tarde a coisa fica mais calma e tiro algum tempo para vir ver as minhas coisas… chega o fim da tarde e recomeça a confusão de fazer o jantar e receber a minha senhora nos braços (sim, ela continua a trabalhar…). Só depois de tomar café é que consigo ter um pouco de sossego, as minhocas deitam-se, a minha senhora despe-se e aí, eu começo a pensar naquilo. Mas aquilo já não é o que estão a pensar, é mesmo aquilo. E pronto, lá se vai o meu esforço…
Muito gosto de saber.
Sinal dos tempos. Quem não tem um telemóvel que precisa de ser carregado? Ou uma máquina fotográfica? Ou até umas colunas para o ipod? Tudo isto faz parte do nosso dia a dia e tornou-se um gesto quase mecânico colocar um aparelho a carregar. Agora também temos autênticos aparelhos do prazer que já não são a pilhas, mas sim de bateria, a tal que é de carregar. Está sempre no descanso, mas a carregar, e quando é necessário, lá está ele, pronto para as curvas. Claro que tudo pode depender das curvas, mas isso é outra conversa.
Vollare.
Acabo de sair do meu escritório, o tal da bela cadeira e da bela secretária, para ir virar a bela da pescada, que já está a assar e lambo a colher. Como ainda está no início, a bela pescada ainda tem umas pepitas, autênticas pepitas, de sal agarradas à pele. Como eu tenho sorte na vida, calha-me um dessas tais pepitas, das autênticas, que vem agarrada à colher, misturada com o azeite transmontano que se usa cá em casa… indescritível sabor.
São estes pequenos momentos de felicidade que nos fazem mover os pobres cotos, que nos levam a acreditar que o paraíso existe. Obrigado Jésuiisss.



