Arquivo da Categoria: Na lida da casa.

STOP!

Decididamente não consigo. Eu bem me esforço, mas não consigo, mesmo, deixar de pensar naquilo. Bem, aquilo não é bem aquilo que estão a pensar… aquilo, é mesmo o trabalho que tenho que desenvolver até fins de Outubro. Como estou de férias e em casa com as minhocas, as coisas estão mais pastelonas, por assim dizer, pois de manhãzinha vamos para a praia (tipo, nove e pouco já lá estamos…) depois regressamos a casa, o que implica banho, almoço, etc. Durante a tarde a coisa fica mais calma e tiro algum tempo para vir ver as minhas coisas… chega o fim da tarde e recomeça a confusão de fazer o jantar e receber a minha senhora nos braços (sim, ela continua a trabalhar…). Só depois de tomar café é que consigo ter um pouco de sossego, as minhocas deitam-se, a minha senhora despe-se e aí, eu começo a pensar naquilo. Mas aquilo já não é o que estão a pensar, é mesmo aquilo. E pronto, lá se vai o meu esforço…

Muito gosto de saber.

Sinal dos tempos. Quem não tem um telemóvel que precisa de ser carregado? Ou uma máquina fotográfica? Ou até umas colunas para o ipod? Tudo isto faz parte do nosso dia a dia e tornou-se um gesto quase mecânico colocar um aparelho a carregar. Agora também temos autênticos aparelhos do prazer que já não são a pilhas, mas sim de bateria, a tal que é de carregar. Está sempre no descanso, mas a carregar, e quando é necessário, lá está ele, pronto para as curvas. Claro que tudo pode depender das curvas, mas isso é outra conversa.

Vollare.

Acabo de sair do meu escritório, o tal da bela cadeira e da bela secretária, para ir virar a bela da pescada, que já está a assar e lambo a colher. Como ainda está no início, a bela pescada ainda tem umas pepitas, autênticas pepitas, de sal agarradas à pele. Como eu tenho sorte na vida, calha-me um dessas tais pepitas, das autênticas, que vem agarrada à colher, misturada com o azeite transmontano que se usa cá em casa… indescritível sabor.

São estes pequenos momentos de felicidade que nos fazem mover os pobres cotos, que nos levam a acreditar que o paraíso existe. Obrigado Jésuiisss.