Esta imagem espelha bem a ideia que eu tenho do Brasil. Pleno de cor. Pleno de samba. Pleno de mulatas e mulatos. Pleno de energia. Outros plenos existirão mas não cabem aqui agora. A ideia do Brasil passa obrigatoriamente pelo Carnaval e pelas praias banhadas em fio dental. É um clássico e como eu muitas outras pessoas pensarão o mesmo. Mas depois ponho-me a ver bem como são as coisas por lá e aquilo é muito mais do que isso. O progresso econômico é bem visível e hoje em dia o Brasil está no top das economias mundiais. As populações estão a ter melhores condições de vida e maior poder de compra, há mais guito para distribuir, já não é só o guito proveniente do tráfico nas favelas, felizmente. Por isto e por outras coisas é que há muito português a fugir para o Brasil em busca do el dourado, do dinheiro fácil e a acharem que vão para o paraíso. Claro que muito deste paraíso passa pelo fio dental, o que é perfeitamente legítimo e a mais não são obrigados, mas quem pensa que vai para lá encontrar o país mais evoluído do mundo, desengane-se. Basta olharmos para a fotografia que está mais acima. É um festival de cor, movimento, ritmo e de uma grandiosidade a toda a prova. Mas também se consegue perceber que tudo aquilo, sendo de um extremo mau gosto para um europeu, é levado e encarado muito a sério por um brasileiro. É o resultado mais visível do grau de instrução de todo um povo e só me faz lembrar o que por aqui se faz em diversas terreolas, por altura do Carnaval. Não somos melhores.
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Desta vez, até o Marcelo tem razão.

Há coisas que eu não entendo. Eu bem me esforço, mas não consigo, pronto. Acho que são forças ocultas que não me deixam ter a clarividência necessária para entender determinadas coisas. Passo a explicar. Com a tomada de posse do novo governo, assistiu-se a uma vaga de comentários reveladores de inveja, mas polidos na forma: ah, e coisa e tal, esperemos que façam um bom trabalho mas que sejam merecedores dos cargos que ocupam… aquela chachada toda. Depois seguiu-se a apresentação do programa de governo e aqui as coisas começaram logo a descambar. Que este programa é revelador da arrogância do passado, que é mais do mesmo, que não souberam perceber que estão em minoria, que assim não vão conseguir o consenso necessário para alcançarem o que nós queremos…
Sou eu que sou burro ou os políticos estão a fazer de mim burro? Porque raio de carga de água é que os que ganharam não podem apresentar o seu programa de governo? Terão de apresentar o programa dos outros? É isso? Não consigo entender que raio de iluminados temos nós na oposição deste país. Numa altura em que é necessário termos pensamento construtivo, parece-me a mim que vamos ter mais do mesmo, cheira-me.
Pelos vistos, desta vez, vou ter de concordar com Marcelo R. Sousa, o que é uma pena, pois não consigo achar piadinha nenhuma ao homem, mas parece que ele disse exactamente a mesma coisa, indo mais longe, até, comparando a postura deste governo com a do actual Presidente da República, na época em que foi PM.

