Arquivo da Categoria: Nem que me paguem.

Disparatado.

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Tem dias em que tenho os olhos esverdeados. Mas tem outros dias em que são castanhos. Tem dias em que estou eufórico. Mas tem outros dias em que estou triste. Portanto, tem dias. Quem nunca passou por estes altos (os baixos não interessam) que atire a primeira pedra. Eu confesso (onde é que eu já ouvi isto) que gosto mais dos momentos altos. Digamos que são mais agradáveis de serem vividos. Os outros custam mais. Custam um pouco mais a passar. Mas passam.

Adiante.

Sexta feira à tarde. O que pensa o comum dos mortais? Sim! Pensa nisso!

Tal e qual os que não são comuns… pensam todos na mesma coisa. Pensam naquilo.

O resto que escrevi foi apagado.

Porquê?

Porque o disparate tem os seus limites.

Se ainda estivesse a escrever sobre o clube dos coisinhos, era capaz de ter desculpa para escrever disparates…

Nem sei que lhe diga, nem que lhe faça…

É o que dá andar de scooter, lentamente, por estas estradas nortenhas. Hoje, quando ia para a escola, pela estrada nacional, que as portagens estão mais do que caras, seguia na minha distração habitual, a ouvir música, quando reparei num rapaz (de vinte e poucos anos) que seguia numa carrinha comercial (seguia é uma forma de expressão porque estava parado na fila… no sentido oposto ao meu…) e que mexia com um dos braços e com a mão à frente da cara. Nestas situações faço sempre um esforço para me concentrar e tentar perceber o que se passa. Lá consegui apurar o meu sentido de observação e consegui perceber o que o rapaz estava a fazer: estava a fazer uma cena religiosa que eu não sei o nome ao certo mas que lhe costumo chamar de pelo sinal de mais qualquer coisa. Fiquei… não diria estarrecido, porque também não é para tanto, mas  um tanto ou quanto desconcertado. Não com o que o rapaz estava a fazer, apesar de achar incrível que as pessoas rezem logo pela manhã e logo numa fila de trânsito… pois cada um sabe do que é capaz… mas não foi por causa disso que fiquei mesmo a pensar no assunto. Foi mais porque é um gesto que eu costumo fazer na brincadeira, quando estou a gozar com as cenas religiosas… e nunca me tinha apercebido que se há pessoas capazes de estar numa fila a fazer o pelo sinal, também deve haver aquelas que se ofenderam comigo por estar a gozar com as cenas religiosas. Não era minha intenção! A todas peço o meu perdão e a todas desejo um grande bem haja.

CMP – Quando é que aquela besta se vai embora?

Esta cena da escola intervencionada aqui no Porto, ou seja lá qual for o termo certo, tem-me incomodado. A  mim não me interessa nada quem tem razão. Se é uma cena de uma renda de trinta euros que uns não querem pagar ou se é um pretexto para acabar com o projecto. Quero mais é que se entendam como gente civilizada. O que não é o caso. Andou tudo à batatada, deram cabo de tudo e agora sobra… nada! Eu não acho bonito. Eu não conheço os responsáveis pelo projecto mas tenho anos suficientes para perceber que o presidente da Câmara do Porto não é boa rês. Quando os responsáveis não são de confiança, quem se mete em projectos deste género tem de saber lidar com eles. O presidente da Câmara do Porto é uma pessoa de lápis atrás da orelha e livro de merceeiro debaixo do braço. Para mim está ao nível do nosso presidente da República ou seja, não tem nível nenhum. É um mesquinho que sabe fazer contas de cabeça, da frente para trás e de trás para a frente. Não tem horizontes para além do livro dos calotes. Também não é de estranhar vindo de um personagem que aposta praticamente todo o orçamento camarário, no que às actividades culturais diz respeito, numa corrida de automóveis… só porque é um confesso admirador de carros de corridas antigos…

Não é que eu ache que não se devia fazer o raio das corridas, mas querer que o Porto fique conhecido à viva força pelas corridas de automóveis… está ao mesmo nível que a Câmara de Chaves, que mandou fazer um campo para se praticar futebol de praia…

Mas voltando ao assunto, acho que a carga policial foi excessiva. Também percebo que aquelas pessoas não devem ter facilitado nada o trabalho das autoridades mas dar umas bordoadas com aquela intensidade… magoa… e depois, depois, destruíram tudo o que estava lá dentro, que foi feito pelas pessoas que frequentavam a escola… e isso é imperdoável.

Por falar em Brasil.

Esta imagem espelha bem a ideia que eu tenho do Brasil. Pleno de cor. Pleno de samba. Pleno de mulatas e mulatos. Pleno de energia. Outros plenos existirão mas não cabem aqui agora. A ideia do Brasil passa obrigatoriamente pelo Carnaval e pelas praias banhadas em fio dental. É um clássico e como eu muitas outras pessoas pensarão o mesmo. Mas depois ponho-me a ver bem como são as coisas por lá e aquilo é muito mais do que isso. O progresso econômico é bem visível e hoje em dia o Brasil está no top das economias mundiais. As populações estão a ter melhores condições de vida e maior poder de compra, há mais guito para distribuir, já não é só o guito proveniente do tráfico nas favelas, felizmente. Por isto e por outras coisas é que há muito português a fugir para o Brasil em busca do el dourado, do dinheiro fácil e a acharem que vão para o paraíso. Claro que muito deste paraíso passa pelo fio dental, o que é perfeitamente legítimo e a mais não são obrigados, mas quem pensa que vai para lá encontrar o país mais evoluído do mundo, desengane-se. Basta olharmos para a fotografia que está mais acima. É um festival de cor, movimento, ritmo e de uma grandiosidade a toda a prova. Mas também se consegue perceber que tudo aquilo, sendo de um extremo mau gosto para um europeu, é levado e encarado muito a sério por um brasileiro. É o resultado mais visível do grau de instrução de todo um povo e só me faz lembrar o que por aqui se faz em diversas terreolas, por altura do Carnaval. Não somos melhores.

Desta vez, até o Marcelo tem razão.

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Há coisas que eu não entendo. Eu bem me esforço, mas não consigo, pronto. Acho que são forças ocultas que não me deixam ter a clarividência necessária para entender determinadas coisas. Passo a explicar. Com a tomada de posse do novo governo, assistiu-se a uma vaga de comentários reveladores de inveja, mas polidos na forma: ah, e coisa e tal, esperemos que façam um bom trabalho mas que sejam merecedores dos cargos que ocupam… aquela chachada toda. Depois seguiu-se a apresentação do programa de governo e aqui as coisas começaram logo a descambar. Que este programa é revelador da arrogância do passado, que é mais do mesmo, que não souberam perceber que estão em minoria, que assim não vão conseguir o consenso necessário para alcançarem o que nós queremos…

Sou eu que sou burro ou os políticos estão a fazer de mim burro?  Porque raio de carga de água é que os que ganharam não podem apresentar o seu programa de governo? Terão de apresentar o programa dos outros? É isso? Não consigo entender que raio de iluminados temos nós na oposição deste país. Numa altura em que é necessário termos pensamento construtivo, parece-me a mim que vamos ter mais do mesmo, cheira-me.

Pelos vistos, desta vez, vou ter de concordar com Marcelo R. Sousa, o que é uma pena, pois não consigo achar piadinha nenhuma ao homem, mas parece que ele disse exactamente a mesma coisa, indo mais longe, até, comparando a postura deste governo com a do actual Presidente da República, na época em que foi PM.