Tanto barulho porquê? São mesmo italianos…

Goste-se ou não se goste. O senhor sempre foi eleito e sempre ganhou ou foi ganhando. Pelos lados daquele país, a democracia já funciona há mais anos do que neste belo país que é o nosso. Faz-me um pouco de confusão porque é que uma minoria de pessoas faz tanto alarido só porque a pessoa que o povo elegeu apresentou a sua demissão. O povo italiano é muito estranho, se calhar é parecido com o nosso. As minorias acham sempre que têm o direito de impôr a sua vontade perante as maiorias. É estranho. Eu estou à vontade para dizer isto porque também não acho piada nenhuma ao homem que agora apresentou a demissão do governo italiano. Um vero cretino! Mas que se há-de fazer? A maioria dos italianos gostava dele… cada povo tem o que merece. Eles têm aquela personagem, nós temos o nosso presidente da República e seus quejandos, por isso, venha o diabo e escolha.

Ainda não pensei na falta do subsídio…

Dá-me a impressão que este governo, que mais parece um desgoverno, quer virar os funcionários públicos do avesso. Também os quer virar contra os funcionários do sector privado. Este corte dos subsídios, assim, de uma forma violenta vai deixar muita gente em maus lençóis que costuma contar com os ditos cujos para equilibrar as finanças… eu incluo-me nestes. Ainda não consegui perceber o porquê desta medida. O ministro das finanças veio à televisão afirmar que fez o corte dos subsídios para não ter de despedir entre cinquenta a cem mil funcionários públicos. O senhor é muito bem educado e acredito que se esteja a esforçar ao máximo, mas não deve menosprezar a inteligência dos outros. A minha não é muito dada a contas de somar e subtrair mas consigo perceber que vai uma grande disparidade entre cinquenta mil e cem mil. Será que o senhor sabe quanto iria poupar se despedisse cinquenta mil? E cem mil? E se eu baralhasse as contas e atirasse setenta e sete mil? Daria uma poupança de quanto, senhor ministro? Não me parece que saiba a resposta…

Paulo Futre. Um nome impronunciável, em chinês.

As sextas à noite servem para muita coisa. Uma delas é sair. Outra é beber uns copos na companhia de quem se gosta. Outra ainda é namorar ou fazer o belo do amor. Mas há uma que é insubstituível e que comanda todas as outras. RIR. Se não houver riso, pouco mais sobra. Cada um terá as suas razões para se rir. Eu, claro está, tenho as minhas. Gosto de me rir na companhia dos que mais gosto, é natural que assim seja, mas também gosto de me rir quando tem de ser, quando me deparo com situações que só dão mesmo riso. Hoje não se falou de outra coisa. Pode o país estar virado de pernas para o ar que não se falou de outra coisa. Qual avaliação dos professores, qual quê? Qual mau humor do Engº, qual quê? Qual entrevista do próximo pinóquio, qual quê? Melhor, muito melhor. Muitos furos acima de uma qualquer entrevista do xorxechesus a mascar aquelas intermináveis chiclas. Sem mais palavras, confira aqui, sócio.

Avaliação do Desempenho Docente.

Aside

No meio desta vida toda, eu também trabalho. E hoje foi dia de trabalhar até mais tarde. Estive numa daquelas reuniões dos cursos profissionais, sempre marcadas fora do horário lectivo… de preferência à hora em deveria estar à saída da escolinha das minhocas. Um desarranjo, portanto. Mas adiante, que se faz tarde. Só há pouco pus a minha leitura em dia. Leitura dos blogues, dos jornais e de outras coisas mais. Tudo normal, portanto. O que eu não achei nada normal foi ter lido uma notícia sobre a apresentação de um projecto lei, ou lá como se chama, que visa suspender a avaliação do desempenho docente, cuja origem está no psd. Fiquei corado. Corado de vergonha e enxovalhado. Não que estivesse de acordo com esta ADD, mas pela forma como tudo isto acontece. Mais uma vez os professores vão ficar colados a uma imagem de verdadeiro oportunismo. Então estiveram à espera deste dia seguinte para apresentarem tal projecto? É de bradar aos céus tamanho oportunismo e despudor. Temos uma classe política nojenta e sem escrúpulos. Quem me ouvir até pode pensar que eu desejava que o raio da avaliação continuasse como estava, mas acabarem com ela desta forma, dá-me vómitos. Ainda estou para ver qual vai ser o discurso do senhor do bigode, parecido com a mãe.

Sbordem. Eles que se amanhem!

Vir para aqui escrever sobre outros clubes é um pouco perda de tempo. Mas não resisto. E ultimamente nem tenho perdido muito tempo, como se pode facilmente constatar. Deixei-me disso. Mas desta vez não resisti mesmo. Isto tudo porque ontem à noite, e foi sem querer, parei num canal de televisão que estava a dar um debate com os candidatos à presidência do Sbordem. Mais uma vez fiquei chocado. Não com a peixeirada que por lá pairou, e quando digo peixeirada é sem ofensa às peixeiras, mas sim com a falta de categoria daquela gentinha que sempre se auto-intitulou de diferente e acima dos valores morais do mais comum dos mortais (quase que fazia um versinho). Para um clube de viscondes, estes candidatos ficam muito a desejar e, sem prestar muita atenção ao que para lá iam gritando, deu para perceber que há por ali muita arrogância, muita raiva, muita necessidade de aparecer, muita demagogia e, acima de tudo, uma vaidade que não se aguenta. Eles eram cinco e agora, quem quiser, que encaixe estes adjectivos em cada um deles, que eu não estou para aí virado.

São uns docinhos.

Na minha rua, ou seja, na rua onde fica a minha casa, vou assistindo repetida e paulatinamente a um clássico, daqueles que toda a gente já teve oportunidade de presenciar. Passo a explicar. Todas as semanas aparece uma senhora que estaciona o seu carro, sai e tranca o carro, para se meter dentro de um outro carro que está sempre estacionado um pouco mais à frente, com um senhor lá dentro. Depois arrancam vá-se lá saber para onde… Quem não presenciou este tipo de encontros? Só quem anda muito distraído, porque não é preciso estar muito atento ao que se passa na rua para perceber. Eu também reconheço que tive uma ajudinha para reparar nesta bem aventurança. É que a senhora chega num daqueles carrinhos papa-reformas (sim, daqueles que se metem à frente quando menos se espera…), é uma senhora dos cinquentas e tais, tipicamente portuguesa (bem avantajada, portanto), o senhor do outro carro também não lhe fica atrás e vem sempre numa carrinha comercial duma empresa qualquer. Estas coisas não escolhem idades, nem tão pouco estratos sociais. Haja saúde, que anda tudo atrás do mesmo.

Aquecimento global.

Gosto de dicas. Não lhes ligo nenhuma, mas gosto de dicas. Todas as dicas são generalistas e é por isso que não lhes ligo. Mas quando me aparece um dica baseada na experiência pessoal, aí eu arrebito as orelhas. Gosto das dicas pessoais, daquelas que são inventadas, quiçá num momento de devaneio mental ou muito simplesmente porque foram vividas e posteriormente revividas. São estas que nos trazem sempre uma mais valia porque são genuínas. São, por assim dizer, feitas à medida, tal e qual um alfaiate que nos tira as medidas e nos dá tudo aquilo que nós queremos. Por falar em medidas, durante a leitura diária dos blogues mais importantes para a minha vida, e que foram seleccionados tendo em atenção a capacidade dos autores em me encherem as medidas, dei com um post bem interessante, cheio de experiências pessoais e de dicas. Mas daquelas que eu gosto.