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Começo. Depois não acabo. Porquê? Porque estou de férias!

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Era suposto estar em férias. O que é que fazemos em férias?

Assim, à mão de semear, pensamos em boa vida.

Sou comedido? Ah, pois sou! Boa vida é uma escolha pacífica!

Porque eu gosto de ir directo ao assunto.

As férias não estão cá para serem pornográficas. Podiam ser pornográficas, mas não são. Se calhar, as férias da malta amiga são pornográficas. As minhas não são. É triste que assim não seja? Se calhar é! Mas cada um arranja as férias que quer! Ok, cada um arranja as férias que quer mas o que é que tem a ver as férias pornográficas com o querer ou deixar de querer?

É que a pornografia está mesmo ali, à mão de semear…

Estamos de papo para o ar. O ar está abafado. As crianças dormem num dos quartos da casa. Vais fazer o quê? Bem. Podes sempre fazer uma data de outras coisas. Podes! Mas férias são sempre férias. Nas férias gostamos de fazer aquilo que não conseguimos fazer no dia a dia. Existe melhor definição para o conceito de férias???? Não! Não existe! Mas é triste pensarmos que vamos fazer tudo o que não conseguimos fazer durante o outro período, o de trabalho…

Mas é bom acreditar. É bom acreditar que nas férias vamos fazer tudo aquilo que o pai natal disse para não fazermos. E eu acredito. Acredito que vou continuar a ouvir o sheik no máximo. E consigo. O sheik quando está no máximo é fixe.

E ficamos por aqui.

Porquê?

Porque já tenho uma certa idade, que me permite dizer sim, porque sim…

Umas azuis, outras prateadas e outras…

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A ouvir música enquanto olho para quatro pens (deveria ser penes, mas…), daqueles que se enfiam (outro trocadilho…) no computador e a pensar no porquê de ter essas tais de quatro pens… Somos consumistas, é o que é, se bem que no caso foi mais uma questão de evolução na capacidade de armazenamento. Comprei uma, há muitos anos, que era topo de gama. Depois veio outra, que também era topo de gama, e eu comprei porque ficava com mais espaço para guardar as minhas coisas. Passei a ter duas. Depois chegou outra mais avançada e fiquei com três… E três deveria ser o número que o tal senhor de nome Jesus ou o seu bem abençoado pai fez… mas nada, veio a quarta… até que me tentei por mais uma, linda, branquinha, com muito espaço na bagageira. Está comigo há três anos e acho que não a vou largar mais pois enche-me as medidas. E digo isto consciente de que existem muitas outras que saíram para o mercado com uma capacidade de absorção abismal… mas eu resisti e vou continuar a resistir. Basta de produtos de topo. O que tenho chega perfeitamente. Mas vou continuar a olhar para as outras quatro com muito carinho pois ainda lá têm muitas histórias, de outros tempos…

Vou dormir em tons de azul.

Agora voltando, mais sério e com as ideias mais obstinadas que consegui encontrar dentro de mim, gostaria de meter as mãos no teclado. É uma cena que me diz muito, a cena do meu teclado. Só pode mesmo ser o meu teclado. Quando enfio os dedos num outro teclado, num qualquer outro pode ser, a coisa não corre como devia. É estranho. Os dedos parecem não querer encontrar as teclas. Mas no meu teclado, nada disto acontece…

Sexta feira à noite e as minhocas dormem.

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Por vezes acho mesmo que a vida não faz sentido… tanta chatice, tanto aborrecimento, tanto mal estar entre pessoas, tanta trica e dica, que me sinto cansado e me ponho a pensar. Para quê? Andamos todos por aqui à procura do mesmo. Então porque é que nos estafamos a dar cabeçadas uns nos outros? É uma daquelas questões que nem vale muito a pena responder porque já sabemos que quando são formuladas as pessoas têm sempre a tentação de dizer aquilo que eu estou para aqui a dizer, neste caso escrever. Por isso…

E tudo isto porquê? Porque estava a pensar em sexo confortável. Sexo confortável? Sim, confortável. Também existe, ok? Não temos todos de nos deitar no meio do areal, contra os pinheiros ou no palheiro. Claro que tudo isso também é válido, pois claro, mas eu estava mais a pensar noutro tipo de abordagem. Sim, porque a abordagem é uma forma de estar na vida que deve ser incentivada e desenvolvida. Já existe há séculos, mas eu gosto sempre de ver aqueles filmes de piratas, cheios de espadas, olhos vazados, pernas de pau e bigodes retorcidos, mas sempre cheios de boas tácticas e técnicas de abordagem. Para mim, ver um bom filme de piratas é meio caminho andado para conseguirmos sexo confortável bem agradável. Está lá tudo. A escolha do navio, as suas características, a sua forma de deslizar no mar e até o seu porte. A escolha da táctica de ataque, quais as armas a serem usadas e com que intensidade. Como fazer a abordagem do navio, o momento certo de o amarrar, invadir e bombardear ao mesmo tempo, sem nunca o deixar de pressionar e controlar. Finalmente a estocada final (bem, esta foi mesmo daquelas… foleiras, mas de momento…) que leva à conquista e ao extâse total. Tudo isto tem um cenário, que pode variar, mas será sempre um cenário calmo, tranquilo, com um ritmo muito próprio, que nos permita sentir e pensar em sexo confortável.

De vez em quando sai uma anedota.

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Diz-se que quando Deus criou o mundo para que os Homens prosperassem, concedeu-lhes 2 virtudes:

a) Aos Suíços, fê-los ordenados e cumpridores da lei;

b) Aos Ingleses, fê-los persistentes e estudiosos;

c) Aos Japoneses, fê-los trabalhadores e pacientes

d) Aos Italianos, alegres e românticos;

e) Aos Franceses, fê-los cultos e refinados.

E, quando chegou aos portugueses…, portugueses, voltou-se para o anjo que tomava notas e disse:

– Os portugueses vão ser inteligentes, boas pessoas e vão ser do Benfica.

Quando acabou de criar o mundo, o anjo disse a Deus:
– ‘Senhor, deste a todos os povos duas virtudes e aos portugueses três. Isto fará com que prevaleçam sobre todos os demais’

Então Deus reflectiu e disse:

– ‘É pá!… Tens razão…Bom como as virtudes divinas não se podem tirar… que os portugueses, a partir de agora, possam ter qualquer das três, mas que a mesma pessoa não possa ter mais do que duas virtudes de cada vez.

Assim seja que:

1. Português que seja do Benfica e boa pessoa, não pode ser inteligente.

2. O que é inteligente e do Benfica, não pode ser boa pessoa.

3. E o que é inteligente e boa pessoa, não pode ser do Benfica.

Palavra de DEUS

Tempos mortos.

Pois eu gostava de ser menos disperso. Disperso no sentido de que me perco com algumas coisitas inúteis. Mas depois penso, e penso, e dou por mim a achar importante perder tempo com algumas coisas inúteis. Elas fazem-nos, realmente falta. Quem é que, no seu verdadeiro juízo, não perde uma boa parte do seu tempo com os emails recebidos? Quem é que, ainda no seu verdadeiro juízo, não abre sequer os mails de correntes que pedem isto e aquilo? Quem é que, já que é para ter juízo, não passa boa parte do seu tempo a ver os emails pornôôô? Eu faço tudo isto e muito mais, na busca do meu perfeito juízo.

Post com eventuais erros de acentuação.

Esta coisa dos blogues acaba por cansar um bocado. Acaba por limitar os movimentos das pessoas. São muitos momentos passados à frente de um ecrãn. Muitas ideias a andarem às voltas sem conseguirem encontrar o caminho certo. Não sei muito bem se o normal será este tipo de sensações, mas acontece-me pensar no assunto e ficar um pouco aborrecido, pois seria preferível andar por aí, a viver a vida que temos e, quando tivessemos necessidade, tiravamos umas notas ou escreviamos qualquer coisa, para depois darmos ao escravo que trataria de meter essas notas no blogue. Confesso que já escrevinhei várias vezes, mas depois é uma chatice na mesma porque me falta o tal escravo e tenho de ser eu a vir aqui dar à pata, o que ainda me deixa mais aborrecido.

Nem sei muito bem porquê…

Esta coisa do desporto faz-me um bocado de confusão. Não é que eu seja contra a prática desportiva, muito pelo contrário: acho mesmo que deveriamos todos ter uma postura de contacto directo com a natureza. Quando digo contacto directo com a natureza, quero dizer isso mesmo: que a actividade física seja desenvolvida ao ar livre, com sol, chuva ou vento. Posto isto, convém dizer que não consigo estar enfiado num pavilhão a ver uma modalidade qualquer (acho mesmo que nunca o fiz…) e isto não tem nada que ver com qualquer tipo de fobia. A razão mesmo, está no facto de ter praticado atletismo durante catorze anos, quase sempre ao ar livre e isso deixa marcas.

Por outro lado, o desporto levado ao extremo da alta competição, leva a um exagero que também deixa as suas marcas: mazelas físicas que ficam para toda a vida; inadaptações sociais; competitividade exagerada; pouco desenvolvimento das faculdades cognitivas e todo um sem número de falhas que uma vida regrada e disciplinada implica.

Como será de bom tom dizer, não estou para aqui a querer ferir susceptibilidades, antes pelo contrário, se o harmonioso desenvolvimento do ser humano passa por um qualquer desporto praticado num ginásio, pois assim seja. Não podemos todos gostar das mesmas coisas.

Anda tudo à volta das flores.

Ele há coisas que não lembram ao diabo. A minha senhora gosta do quique. Quique? Sim, o das flores. Diz que tem um ar aristocrático… vejam bem, um ar aristocrático. Com um bocadinho de jeito está no mesmo patamar daquele jogador do sebordem, o tal de Sá Pinto, que pelos vistos faz parte da aristocracia portuguesa, como se já não bastasse o facto de fazer parte do clube dos viscondes, mas enfim, o mundo é mesmo assim.

Pronto, eu sei, o rapaz tem um palminho de cara, (não o tal do sebordem, salvo seja, lagarto, lagarto, lagarto…) e como tal, a nação benfiquista, da parte das mulheres, vai começar a acompanhar o assunto… ou seja, vão começar a fazer perguntas aos seus companheiros e, cheira-me que vai dar esturro, eles não vão gostar muito de saber que a sua companheira só liga mesmo ao benfica, por causa do quique, o tal das flores.

Quanto a mim, estou descansado, diria mesmo que descansadinho, porque a minha senhora não quer mesmo saber do benfica (apesar de ser benfiquista…), quer é mesmo ver o quique, hablando, o que se pode tornar numa atracção lá em casa, à falta de melhor.

Já sinto a falta dela.

Não, eu não nasci para a música. Acho mesmo que nasci para ser um homem rã, homem peixe, escamudo, ou qualquer outro tipo de homem ligado à água. Quem me conhece deve estar a pensar: lá está ele a armar-se em giro, agora deu-lhe para gostar da água, logo ele que para se enfiar na água é um castigo. Pois a esses eu digo, nanananana. Eu sou mesmo um amante da água, apesar de ser humano. Eu adoro estar metido na água e, depois de lá estar enfiado, sou capaz de ficar horas. O problema mesmo é a motivação. Não gosto mesmo nada quando me atiro para as águas e vou com qualquer tipo de preocupação, do género, deixa-me dar dois mergulhitos antes de ter de ir para casa fazer o almoço. Aquela história do homem abandonado numa ilha seria inteiramente adequada para mim pois passaria o tempo todo enfiado na água, não para encontrar uma qualquer sereia, mas antes para encontrar o sossego que só quem gosta e se enfia na água percebe.

Lembro-me de cada uma.

Às vezes, mas só às vezes, gostava de ter nascido mulher. Podia ser como esta senhora, para muitos desconhecida, mas uma bela senhora, nascida numa época longínqua (não que eu seja dessa época…) em que estas posturas tinham o seu peso. Como facilmente se constata, o peso da senhora está no charme que dela emana, não tem propriamente as pernas à mostra e muito menos um ou outro seio ao léu, muito pelo contrário, a beleza e o encantamento tinham rituais muito distantes da actual realidade. Sem querer ser cruel com os meus amigos de bigode (sim, também eu tenho alguns amigos de bigode!) continuo a achar que elas são bem melhores do que nós (mesmo aqueles que não têm bigode, como eu!) em quase tudo. São muito menos mariquinhas na altura em que a coisa doi (excepto naquilo que a gente sabe) e, apesar de parecerem muito complicadas, acabam sempre por resolver as coisas de uma forma que não faz parte do universo masculino.

Esta treta toda para quê? Para chegar ao fim e dizer que gostava de ser mulher porque gostava de ter um cabelo assim, longo, loiro e ondulado? Francamente.

Já chega.

Há outra coisa que me faz aquele tipo espécie, aquela espécie que só se diz a esta hora. Não consigo achar piada nenhuma, mesmo piadinha, a músicos. Aquela coisa do artista. O tal, artista. Não consigo. Eu sei que isto deve ser muito pessoal, que provavelmente muito boa (boa mesmo) gente, deve conviver pacificamente com músicos. Só tenho de lhes tirar o chapéu. Claro que, se formos a ver, deverá ser um chapéu com plumas, como alguns músicos acham que devem usar, por ser extravagante. Aliás, o termo extravagante, vai de encontro àquilo que eu quero dizer: lavagante. Tem umas patinhas gostosas. Que costumam estar pintaditas com verniz, às cores, cores garridas como convém. Fashionable.

Acho que me vou deitar, que se faz tarde.

Apesar de não serem.

Estou aqui e estou a pensar nuns calções vermelhos. Apetecia-me sair à rua com uns calções vermelhos. Claro que eu sou pretensioso, e como tal, não seriam uns calções vermelhos quaisquer (fiquei altamente tentado a escrever quaisqueres…), teriam de ser uns calções vermelhos que me distinguissem da multidão, sim porque calções vermelhos há muitos.