Arquivo da Categoria: Sempre atarefado.

Ainda as férias.

Em férias o que se faz?

Eu gosto de ler, entre outras coisas. Gosto de ler boas histórias, no máximo com trezentas páginas que tudo aquilo que for para além disso é para consumir em casa, durante o ano.

Este ano, na bordinha da piscina, li estes dois:

David Leavitt “Dois hotéis em Lisboa”

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Nicolas D`Estienne D`Orves “Os orfãos do mal”

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Agora, vou sair, com as minhas filhas. De calções. Elas não gostam muito que eu vá de calções…

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Ouço algumas músicas. Porque gosto. Também falo com pessoas. Umas porque gosto e outras porque sou obrigado. Não me parece bem ser obrigado a fazer o que quer que seja. Mas é a vidinha. A minha vidinha não é desagradável. Digamos que é uma vidinha normal. Cheia de cenas normais. E cheia de cenas menos normais. Hoje, é o dia de quê? De uma cena normal ou de uma cena menos normal? Quem conseguir responder sem pestanejar… vai deixar um comentário, na caixa dos comentários, claro está, sobre a verdadeira situação do país! O que se diz para aí, que é o dia mundial ou internacional da mãe… isso não interessa mesmo nada. As mães existem, estão presentes e, mal seria de nós, se precisássemos dum dia… instituído por… não se sabe muito bem quem… para nos apercebermos da dimensão que uma mãe tem nas nossas vidas… É estranho que assim seja…

Ainda bem que a minha rica senhora está atenta…

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Antes de sair por essa Freguesia fora… surgiu-me uma dúvida. Se vestia ou não umas calças. Sim umas calças, de ganga, tecido, terylene… qualquer coisa… ou se saía para a rua em cueca. Foi uma dúvida legítima, perfeitamente legítima. Pode parecer mais uma palermice aqui do candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha (nunca é de mais sublinhar…) mas não é. Se eu saísse para a rua em cueca, sandálias, um pólo e um chapéu de palha (um dos meus acessórios preferidos…) será que alguém iria reparar? Tenho dado muitas voltas pela Freguesia, de manhã cedo, em tempo de aulas para levar as minhas filhas à escola ou para ver como param as modas… O que eu já percebi é que, tirando meia dúzia de automóveis que passam com alguma velocidade e com pessoas mais ou menos novas que vão trabalhar, a restante população são idosos que, lá está, vêm à rua (nem que seja para ajudarem os filhos a tirarem os carros das garagens…) precisamente conforme lhes dá mais jeito: de pijama, roupão ou de cueca… só não apanhei ainda nenhum núzinho. Portanto, se eu saísse à rua em cueca, fashion, ninguém iria achar anormal.
Como é bom de perceber, não o fiz porque estou como o tolo no meio da ponte… ainda não estou velho de todo mas… a juventude já lá vai há muito tempo e como tal, sou um candidato com pudor.
Como também é bom de perceber, não tenho absolutamente nada contra os idosos. Sob pena de me repetir, quanto mais não seja porque para lá caminho, respeito os idosos, que trabalharam uma vida inteira e que mereciam ter uma final de vida descansado, tranquilo, sem necessidade de andar a contar os tostões (cêntimos para os apoiantes jovens…) mas, infelizmente, os nossos governantes acham precisamente o contrário… Mas esse é um problema, geral, do país e se daí partirmos para o particular, chegamos aos idosos desta Freguesia, que são a maioria da população, e, assim, à primeira impressão parece que a vida corre sobre rodas, mas não tenho a certeza de que todos são apoiados devidamente pelos serviços competentes, que existem para os apoiar. Sem me querer alongar muito mais sobre o assunto gostaria de vincar a ideia de que esta Freguesia está muito envelhecida e que os apoios devem ser eficazes pois as dificuldades aumentaram, muitas vezes devido ao regresso a casa de filhos, com netos, desempregados e em que o orçamento familiar ficou curto. É necessário, pois, fazer um levantamento das reais dificuldades e privações por que estão a passar os habitantes de Vila Nova da Telha, para se poder actuar devidamente.
Com isto tudo, acabei por tomar um café em casa e vesti umas calças, que o tempo lá fora está fraquito…

PS. Ups, enganei-me no sítio desta publicação… devia ter sido logo para aqui…

Vila Nova da Telha. Oh Mila, bota sheik!

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Esta fotografia é antiga, de um ano. Já por cá andou e, pelos vistos, continua a vir à baila. Gosto do azul. Sinto-me motivado pela cor. Esta fotografia tem muita história. É daquelas histórias que têm de tudo um pouco. Do bem e do mal. Mas essas são outras conversas. O que interessa mesmo é a fotografia. Era esta fotografia que eu gostava de ter nos panfletos. Podiam ser uns panfletos a preto e branco, com a minha fotografia em azul. Eu acho que ficava lindo. Não eu, mas o conceito… e eu trabalho com conceitos…

Puxando um bocadinho o filme atrás, e para quem ainda não se apercebeu porque tem mais que fazer, eu deixei de ser o putativo. Putativo candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha, na Maia. Deixei-me disso. Agora sou mesmo candidato a tudo aquilo que não vou repetir agora. É verdade. É oficial. Uma verdadeira responsabilidade vai cair sobre as minhas costas. Nunca tal me aconteceu. Sempre fui um verdadeiro irresponsável. Dos genuínos. E agora, assim, de repente, sem saber ler nem escrever, vou ser o candidato a tudo aquilo que dá muita canseira escrever.

Mas como é possível? Pensarão alguns (muitos…) que esta criatura de deus e dos amigos vá concorrer a Presidente, como? Pois é! Chegou a minha vez. Todos nós temos um momento, nas nossas vidas, em que vemos a luz. Uns vêem a luz sob a forma de um corpo com um sotaque diferente do nosso, que não é transmontano… nem tem bigode… outros sentem que, aos cinquenta anos, têm que experimentar outras coisas, outras cenas, para ficarmos por aqui… outros ainda, acham que devem começar o processo de luta contra o envelhecimento e desatam a correr e a saltar que nem uns loucos… e mais, muitos mais, com as suas taras e manias… tal e qual o nosso Marco…

Eu não sou diferente, apesar de irresponsável, também tenho uma luzinha lá ao fundo, tremeluzente, à minha espera, que me vai mostrar o mundo. Para já, só para começo das hostilidades, posso adiantar que esta fotografia irá estar rodeada de outras. Todas elas com uma aura que me fazem sentir, digamos, um mestre de cerimónias.

Peço imensa desculpa. Parece que me enganei na fotografia. A tal que é azul, afinal, é a que se segue…

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Nouvelle épreuve… nouveau voyage…

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Bem, domingo à noite… que se há-de fazer? Amanhã não há escola, por isso acho que vou continuar a fazer o que fiz hoje, durante a tarde: ilustrações para o novo livro da minha rica senhora. Não podia querer melhor e, apesar de ter os dois seres de pequenas dimensões cá por casa, a rabiar, consigo enfiar os phones nas orelhas e deixar a realidade…

Pode parecer palermice da minha parte, mas o desenho funciona como terapia. Pelo menos o tipo de desenho que eu faço dá para estar ali às voltas com uma data de pormenores sem cansar a cabeça… fico solto e a pensar na vidinha. Tanto penso em coisas boas como em coisas más, tal e qual no dia a dia, sendo que a única diferença é que não me deixo influenciar por aquilo que penso, nem para o bem nem para o mal. É um processo muito racional, sem stress ou qualquer tipo de pressão. Basicamente, desenhar serve para arrumar ideias. Como é óbvio, também penso no que estou a fazer…

Claro que não posso mostrar nada daquilo que ando a engendrar, pois quebraria o factor surpresa, mas acredito que no final vai ficar realizado um bom trabalho, mais uma vez feito com muito amor… e mais não digo.

Griffons Relembrar. Como gostava de ter ido.

Acho que perdi uma bela festa. Griffons Relembrar. Pode não dizer nada à maioria das pessoas, mas o Griffons foi a discoteca mais in do Porto, nos anos oitenta. Muito antes do Swing. Foram tempos inesquecíveis e muito divertidos. Passei lá muitas noites da minha juventude, a maioria das vezes divertido e muito bem acompanhado, numa onda muito saudável e peculiar que se vivia na cidade do Porto. Neste fim de semana que passou houve uma festa dedicada ao Griffons, às suas músicas, aos seus frequentadores e aos momentos mágicos que por lá se viveram. Não consegui ir e tenho pena. Estive a ver as fotografias e ainda consigo reconhecer alguns espécimens da época, já um bocadito deformados, tal e qual eu, mas com os traços reconhecíveis.

Ah, e nas fotografias que eu vi, elas estão muitooooo melhor do que eles…

Ufa, Ufa!

À medida que o dia se vai aproximando, a ansiedade vai aumentando. É um clássico. Como clássicos são as atitudes desgovernadas que as pessoas vão tomando quando estão sujeitas à tal dita cuja da ansiedade. Isto tudo porque a minha rica senhora vai viajar, daqui a uns dias, para a Alemanha num intercâmbio qualquer de escolas. Claro que a viagem vai ser feita de avião, porque de carro ou comboio a coisa ia complicar… e aqui é que reside o motivo da ansiedade: o avião. Meio de transporte muito popular, mas muito aterrador para muito boa gente.

A minha rica senhora anda num vaivém, cá em casa, ela arruma, ela desarruma e torna a arrumar, ela limpa com detergentes, ela aspira, faz máquinas atrás de máquinas da roupa. Enfim, uma canseira.

Estou desconfiado que ela pensa que se eu ficar viúvo, pelo menos fico com a casa num brinco. Eu já não penso nada disso, mas se as coisas continuam a este ritmo, acho mesmo é que lhe vou pedir para deixar de andar de avião. Como ela está a pensar tirar a carta de mota, sempre podia comprar uma Mp3 e partir com uma semana de antecedência para o destino. Eu era capaz de lhe fazer companhia…

Life is good, so good.

Estar sentado, numa bela de uma cadeira, com uma bela de uma secretária e uns phones de um ipod enfiados nas orelhas, aos berros, para mim, contitui um bom motivo para considerar que tenho uma boa vida. Eu sei que está muita gente a trabalhar a esta hora, mas eu não estou, pronto, também não tenho culpa nenhuma. Já vou ter a minha dose amanhã, por isso acho que devo aproveitar hoje, enquanto posso. A minha única preocupação, nestes casos, é que o telefone toque e, como é evidente, eu não consiga ouvir (coisas de quem tem crianças pequenas) por isso tenho o dito cujo à frente do monitor…

Tirando isso, estou a começar a perceber a dinâmica desta coisa do wordpress, muito devagarinho e cometendo muitas asneiras… agora não consigo meter uma imagem… não sei porquê, mas também não interessa nada, pois acho que esta coisa me oferece uma nova visão do que é ser blogger. Não querendo ser pretencioso, claro, mas acho que estou a perceber melhor como isto funciona e estou a gostar de aprender, a conhecer as potencialidades. Só espero mesmo é não ficar maluquinho, apanhadinho mesmo.

Já começo a ficar repetitivo.

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Com esta coisa do blogue andar para aqui em obras, quem se sente como se nas obras estivesse, sou eu. Ando mesmo meio perdido, no meio de tanta ferramenta, que nem sei para que lado me hei-de virar. Claro que tinha de alguma coisa correr mal, para além do blogue…, e começo a esquecer-me de outras tarefas que tenho de fazer diariamente. Que me desculpem os visados, mas prometo ser breve.

Por falar em breve, parece-me que este calorzinho vai desaparecer durante o fim de semana, pelo menos aqui no Porto estão previstos aguaceiros. Lá se vai a praia do pessoal.

Não, não sou eu. É um primo meu.

Isto é cíclico. Aproximam-se as avaliações. Ao contrário das minhocas, que é todos os dias… o massacre da papelada aos montes, das actas, das avaliações, das reuniões, vai começar… por isso, não há nada como ter uma atitude mais descontraída, para não dizer festivaleira, que a vida são dois dias.