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Nada de maminhas. O assunto é sério…

Nem vos digo, nem vos conto o que estou a fazer agora…

Pronto, não resisto!

Estou a pensar. É curioso, não é? Estar a pensar?

Mas sim, estou mesmo a pensar, na vida. No caso, na minha vida profissional.

Estar a pensar sobre o trabalho só é possível porque a actividade lectiva acabou. Não devia ser assim. Todos nós deveríamos ter tempo, durante todo o ano para pensarmos o nosso trabalho. Todas as profissões são complicadas, cada uma tem a sua especificidade e quero distância daquelas pessoas que se acham no direito de criticarem aquilo que desconhecem. Cada macaco no seu galho. Já todos nós ouvimos esta frase mas, na prática, o povo português gosta de meter o bedelho onde não é chamado.

Eu sou professor e limito-me a ter consciência da falta de tempo para pensar a minha profissão e fico boquiaberto quando vejo, ouço e leio verdadeiros artistas da bola a mandarem uns bitaites sobre a minha profissão e que, na grande maioria das vezes, desconhecem em absoluto como é que a coisa funciona… É triste, mas toda a gente gosta de dizer mal dos professores. Lá terão as suas razões… E não adianta nada alegar que as pessoas que criticam os professores desconhecem a realidade. As razões que levam as pessoas a pensarem assim e a dizerem o que dizem pela boca fora são como o brandy Constantino… a fama já vem de longe…

Reverter a imagem que os professores têm na sociedade portuguesa implicaria uma mudança radical dos actuais protagonistas. E quando estou a falar de protagonistas, refiro-me aos representantes sindicais dos professores. Os outros, os protagonistas do Ministério, limitam-se a cumprir o seu papel, de seguirem as estratégias traçadas há muitos anos. Com isto quero dizer que, esteja quem lá estiver a assinar papeis, o rumo não muda. Os dados foram lançados há muito tempo. Por incrível que pareça a odiosa Lurdes apareceu nas nossas vidas em 2005!!! Sim, passaram catorze anos. Catorze anos sem uma referência a alguma coisa positiva que tenha acontecido na vida profissional dos professores.

Quem espreitar aqui vai ficar com a impressão que a odiosa Lurdes só fez coisas boas. Falta acrescentar muita coisa e não vou ser eu quem o vai fazer… Mas foi no tempo da odiosa Lurdes, uma professora primária, com um doutoramento em sociologia, que exalava raiva contra a classe docente, vá-se lá perceber porquê… e que decidiu mudar todo o cenário.

Para os mais esquecidos, relembro que a odiosa Lurdes apareceu no tempo do engenheiro. Sim, esse mesmo. O que está a braços com a justiça portuguesa por causa de uma data de cenas relacionadas com uns guitos clandestinos… O engenheiro é um tipo a roçar o autoritário. Sempre se arrogou como sendo o detentor da verdade. E rodeou-se de alguns como ele. A odiosa Lurdes foi uma personagem sinistra que que pôs e dispôs do poder que lhe foi atribuído. E decidiu partir a loiça toda. A ideia de partir a loiça toda só se torna proveitosa quando se aplica a situações de corrupção, abuso de poder, mau funcionamento de um sistema, inércia, maus resultados obtidos ou em alguns estados de alma pantanosos… Ah, já me esquecia, e quando se acha que o dinheiro gasto com os professores é exagerado…

Vamos lá ver uma coisa, a reformulação de um qualquer sistema é necessária e desejável. O objectivo de uma reforma será sempre o de conseguir uma melhoria desse mesmo sistema, certo? O impacto social tem que ser positivo. As reformas devem ser pensadas e planificadas tendo em atenção todos os seus interlocutores. Um líder capaz é aquele que consegue levar para a mesa redonda das decisões todas as ideias que pairam sobre o que deve ser reformado, certo?

A odiosa Lurdes era o oposto!

Decidiu sempre de acordo com a sua ideia inicial!

Por muito bem intencionados que sejamos, e não era o caso da personagem, temos que ter a consciência que as nossas opções e ideias podem não ser a melhor solução e que devemos ouvir e pensar nas ideias divergentes para podermos decidir bem.

Não foi o caso!

A odiosa Lurdes fez tudo ao contrário e decidiu mal, muitas vezes mal.

A velha máxima: dividir para reinar. Nunca fez tanto sentido como nesta altura da vida recente do país. Aliás, esta ideia de incentivar os portugueses a virarem-se uns contra os outros começou nessa época e prolonga-se até aos dias de hoje, alargando-se a todo o universo da sociedade, com a diabolização da função pública dum lado e o dito empreendedorismo privado do outro. Simplesmente ridículo mas extremamente eficaz, na óptica dos decisores políticos.

Mas voltando atrás, à odiosa Lurdes, convém esclarecer que a palavra odiosa que escrevo sempre antes do nome da funcionária que serviu a causa pública, tal e qual como eu, não tem uma carga pessoal, bem pelo contrário, o ódio vinha da personagem para fora. Pessoalmente, a personagem era-me indiferente e nunca tive nenhum fetiche de cariz sexual nem seria nunca uma opção viável… Apenas fiquei surpreendido com a nomeação de uma incompetente para um cargo tão sensível como é o de ministro da educação. O engenheiro lá teria as suas razões… o que é estranho pois o homem até era bastante competente…

Vamos lá ver uma coisa. Erros todos nós cometemos, certo? A dimensão do erro e as suas consequências é que nos levam a reflectir e a julgar, pese embora a palavra julgar seja demasiado pesada para o comum dos mortais… mas, o que é certo é que a odiosa Lurdes saiu incólume da trapalhada que conseguiu arranjar no sector… e a imagem que conseguiu prevalecer na opinião pública foi a de uma verdadeira valentona, que conseguiu afrontar uma classe poderosa, montada no seu cavalo alado, qual Pégasus da mitologia grega, com a sua coragem e vontade de vencer…

O povo português vai ser sempre assim. Vai sempre acreditar, uma vez e outra, as vezes que forem necessárias, na canção do bandido. Já não bastava acreditarem no pai natal… no D. Sebastião… A odiosa Lurdes só fez asneira atrás de asneira e sai de cena em braços e aclamada…

As asneiras foram mais do que muitas. Desde a criação de uma nova “situação” na carreira docente, a dos professores titulares; a criação de um sistema de avaliação que não funcionava e que mais tarde teve que alterar para se conseguir aplicar; o congelamento das carreiras; as cotas nos escalões… e, qual cereja no topo do bolo, a politização das escolas.

Venha o diabo e escolha. Até pode vir a prima do diabo escolher que vai olhar para o conjunto e vai sentir dificuldade em escolher. Foi tudo tão mau que, muito francamente, se torna uma escolha extremamente difícil. No entanto, eu fiz a minha escolha. No meu entendimento, a pior mudança que a odiosa Lurdes conseguiu realizar foi a politização do funcionamento das escolas, que ainda hoje se mantém. E porquê esta escolha? Que aparentemente não mexe com os professores? Então, e a avaliação? As cotas? Eu percebo que todas essas medidas sejam o motivo maior para o descontentamento dos professores e que devessem ter sido alvo de uma discussão séria e assumida para se encontrar um novo estatuto da carreira docente. Sim porque esse sempre foi o principal objectivo, não assumido, da odiosa Lurdes que sempre achou que os professores ganhavam muito e trabalhavam pouco.

Se queriam rever o estatuto, deveriam ter sido frontais e sérios, no sentido de acautelarem a justiça na implementação das mudanças. Não o fizeram mas palpita-me que brevemente os actuais funcionários da causa pública irão voltar à carga…

Mas adiante.

Eu sei que não tenho aumentos há dez anos, que a minha vida andou para trás e que, tal como muitos outros, senti dificuldades financeiras devido aos cortes e às expectativas goradas e que nunca vou conseguir chegar ao topo da carreira. Já não sinto frustração quando penso nisso. Sinto até que estou resignado. O que eu não consigo aceitar é a politização das escolas. Não consigo aceitar a replicação de um sistema político para dentro de uma escola. Não consigo aceitar que em muitas das escolas deste país sejam eleitos os directores de acordo com a cor política das autarquias. Passaram demasiados anos até se conseguir arrancar os crucifixos das salas de aula! Uma escola deve ser um local onde todos poderão expressar as suas ideias sem se sentirem coagidos, pressionados ou perseguidos por um qualquer dos seus intervenientes. Vivemos num estado laico e é inconcebível, ainda para mais se tivermos presente a miserável classe política que temos, que os directores sejam eleitos por personagens sinistros que apenas se preocupam em assegurar o poder e os seus interesses.

Eu estou numa escola há vinte e cinco anos, mais coisa menos coisa, e atravessei as duas formas de eleição. Inicialmente eram os professores, funcionários e representantes dos alunos que elegiam o presidente do Executivo, como lhe chamávamos. Depois deixei de poder expressar a minha opinião pois o actual sistema de eleição não contempla o meu voto. Quer dizer, há um conselho geral que é eleito pelos professores que depois é o seu representante numa eleição da qual fazem parte as ditas forças vivas da cidade… uma treta, no fundo, pois as forças vivas são nomeadas pelo poder local e, como tal, são todos da mesma cor. Na minha escola nunca houve atritos de cariz político, desde sempre e justiça seja feita, mas sei de muitas outras em que as pessoas são hostilizadas por serem de outra cor política. Se perdermos um pouco mais de tempo com o assunto também percebemos que as actuais candidaturas ao cargo de director são sempre condicionadas pelo apoio das autarquias e que, se esse apoio não for abertamente declarado, nem vale a pena concorrer, nem que seja o concorrente mais qualificado do país… quem vai ganhar é o outro…

E quem é que começou isto tudo? Quem? A odiosa Lurdes, claro está!

(To be continued)

Ainda faltam oito anos!

O ano lectivo está a chegar ao fim. Mais um! À minha conta, são quase trinta. Não são muitos, não são poucos, são alguns… são bastantes menina. Há muito boa gentinha que tem mais, muitos mais, anos de serviço no ensino. Eu comecei tarde. Trabalhei noutros sítios antes de vir para o ensino, foi o que me valeu e me deu a sanidade mental para me meter nesta embrulhada. Fui atleta a tempo inteiro. Fui fiel de armazém. Fui emigrante na restauração. Fui actor numa companhia de teatro com muita itinerância (Os Comediantes). Fui escriturário numa secretaria de uns Bombeiros Voluntários. Fui estudante trabalhador. Fui vivendo intensamente. E, finalmente, tornei-me um professor. Foram cinco anos de formação superior mais dois anos de formação específica, num estágio com aulas na faculdade e outras aulas assistidas. Fiquei com a certeza que a minha aprendizagem foi consistente. E assim comecei o meu percurso no ensino. Cheio de vontade.

Há trinta anos atrás era tudo muito diferente. Para o bem e para o mal.

Eu era muito menos sonhador do que sou hoje. Naquela altura a tarefa era muito menos exigente. Não estou a falar pedagogicamente ou dos conteúdos que tínhamos que ensinar. Nada disso. Estou a falar da matéria prima. Os alunos eram mais, como hei-de dizer, mais sumarentos. Eram seres humanos mais completos e a relação era mais intensa. Não quero cair no erro de dizer que eram melhores. Seria uma palermice. Apenas eram muito diferentes dos alunos que hoje nos aparecem nas salas de aula. Acima de tudo sinto falta do sentido crítico. Hoje a coisa é muito esbatida. Aparece um ou outro que sai do padrão normalizado a que esta juventude nos tem vindo a habituar. São mesmo diferentes. E é por isso que eu acho que estou muito mais sonhador. Continuo a acreditar que vou conseguir chegar a meia dúzia deles. Sim, eu sei. Pode parecer muita presunção da minha parte achar que sou um ser humano especial e que tenho uma capacidade extrasensorial… que vai fazer chegar a luz aos ditos cujos… Mas, digam lá o que quiserem, eu acho mesmo que, para eles, tenho que acrescentar alguma coisa. Se não for assim, se não acreditar que tal é possível, mais vale ir para um retiro espiritual, para o meio das freiras, nossas amigas, e pensar no sentido da vida.

Isso sou eu.

Mas como eu há muitos mais.

Muitos mais professores que não se limitam a passar conhecimento.

O ensino é muito mais do que isso.

Seria uma longa conversa…

Voltemos ao início do texto.

O ano lectivo está a chegar ao fim. Foi um longo ano. Um ano de aulas, de exposição, de discussão, de muito trabalho, de tudo aquilo que uma disciplina como a minha implica. Mas também foi um ano marcado pela falta de reconhecimento que esta profissão merece. Eu não necessito que me digam que sou muito importante para a sociedade porque eu sei que a importância é sempre relativa e há sempre os imprescindíveis… mas foi apenas o culminar do não reconhecimento. Tem sido um percurso desencorajante. As expectativas iniciais de quem começa esta carreira. A colagem a uma imagem de boa vida. De quem passa a vida em férias. Dos ordenados altíssimos mas que na realidade não são mais do que normais. As agressões de que os professores são vítimas. Os insultos de pais e alunos. A falta de condições de trabalho. Todo este emaranhado de ruído à volta dos profissionais da educação cansam-me. Muito.

A sociedade, ou pelo menos aqueles que não fazem a mínima ideia de como funciona a educação em Portugal, acham que o caminho não se faz com os professores. Um dia vão perceber.

O FMI diz, sem se rir, que o ajustamento falhou

O Fundo Monetário Internacional está contra o dr. Passos Coelho, o dr. Vítor Gaspar e a dra. Maria Luís Albuquerque. Agora vem dizer que o programa de ajustamento português falhou. Não se faz. Depois de três anos de tanta dedicação à troika por parte do Governo, esta ingratidão por parte dos técnicos do Fundo até dói. Explico-me, até porque o FMI não diz isto assim da boca para fora e preto no branco. Dá umas

Fonte: O FMI diz, sem se rir, que o ajustamento falhou

Setediassete…

Não há nada como ser denunciado na rede social da moda, dita para velhotes pelos mais novos. Pensando bem, a dita cuja é mesmo para velhotes pois os mais novos não se dão ao trabalho de denunciar fotografias menos próprias… só mesmo velhotes sem mais nada para fazer. Mas é assim a vida e o que interessa é que fui mesmo castigado… durante setediassete… e tive de responder a uma data de tretas para avaliarem se mereço continuar na rede social da moda deles…

De qualquer maneira vou ficar no limbo… sem poder ver nem ser visto… pode ser que me habitue e deixe, de uma vez por todas a rede social da moda para velhotes… sempre posso mudar de paradigma e passar a escrever mais por estas bandas, quem sabe?

Dois. Dois milímetros mais escuros.

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Eu era. Era um rapaz à antiga portuguesa. Agora já não sou! Tenho muita pena. Deixei de ser aquilo que era. Se ainda fosse para melhor… era rapaz para aceitar a realidade dos factos. Mas não! Tinha de ser para pior. Portanto, deixei de ser um rapaz à antiga portuguesa para me tornar num qualquer sucedâneo. Estou a ficar igual a muitos outros. Não é que o facto de ser um entre muitos outros me faça diferença. Não faz. Somos todos pequeninos, neste universo, e devemos ter consciência disso mesmo. Mas… eu gostava de sentir que era especial… gostava de sentir que era diferente… gostava de sentir que era eu. E hoje sou um entre… os outros, aqueles que não existem na minha vida. É estranho pensar que podemos ficar iguais a outros personagens. Principalmente aquele tipo de personagens com quem não nos identificamos minimamente. É um pouco como começarmos a engordar e de repente chegarmos aos cem quilos e não percebermos que temos, realmente e efectivamente, cem quilos. É uma realidade alheia. Parece que vivemos no planeta rocher… doce e alienante… se é que me entendes…

Voltando ao início.

O que é que pretendo com toda esta conversa do rapaz à antiga portuguesa?

Bem vistas as coisas… não pretendo nada! Esse é o princípio deste blogue. Não venho  para aqui pretender seja lá o que for. Porquê? É muito simples. Rapaz à antiga portuguesa não vem com conversas para chegar ou pretender alguma coisa mais complicada. Vai directo ao assunto.

Ok, já deu para perceber que eu sou um rapaz à antiga portuguesa com algum tipo de lacuna pois demoro a ir directo ao assunto… mas eu chego lá.

Até podia mudar o discurso par o pobre coitado de ser um daqueles quarenta por cento de portugueses que chegam ao fim do mês sem um euro disponível para gastar num croissant, dos verdadeiros, porque não sobra nada. Podia lamechar-me dessa forma. Não seria mentira nenhuma. Infelizmente. Mas o que me apoquenta a alma não tem nada a ver com o guito. Ok. O guito é importante. É. Mas o meu problema é outro.

O meu problema é…

é…

Eu tenho um problema?

?

Pronto, eu digo!

Eu sou um romântico.

Sim. O verdadeiro romântico! Aquele espírito do século dezoito. De viver por amor e para o amor. Sou eu. É a minha cara. Não sou mais nem menos por ser assim. Por me sentir assim. Pode ser um problema? Pode.

Amanhã, dia dezassete de dezembro do ano de dois mil e treze, eu venho cá explicar a segunda parte da teoria. Aquela parte que explica porque é que ser romântico pode ser um problema…

Quatro de Outubro de dois mil e treze.

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Aqui há uns anos, valentes (mais propriamente doze, e sim, fui confirmar…) estava eu, a esta hora, a tomar uma bebida, depois de um momento que me marcou até hoje. Sim, é verdade, eu também me deixo marcar. Mas essa… é uma outra conversa… Hoje, importa registar, é o dia do meu aniversário de casamento. Doze anos? São uma vida! Mas não notei! Passaram rapidinho! Se calhar estou esclerosado de todo ou então foram anos vividos com muita intensidade…

Se fosse há trinta anos atrás, era menino para dizer: obrigado princesa… como já não tenho idade para essas coisas, limito-me a dizer: obrigado meu amor.

Porque tenho saudades!

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Gosto de me confessar. Não é ao padre, claro, é mais com a minha consciência. Neste caso, a minha consciência está na ponta dos dedos. Não, não é nada disso que estão a pensar. Não tenho a consciência na ponta dos dedos para esfregar nos mamilos ou, quem sabe, pelo corpo todo. Não, nada disso. É mesmo com estes dedos que eu escrevo no portátil. Só isso e nada mais do que isso. E nas teclas estão as palavras. Poderia começar a divagar e escrever qualquer coisa do género: estão são as palavras que nunca te direi… mas não me parece. Não me parece que, agora, depois de velho, vá começar a citar quem quer que seja. Não tenho muita paciência para isso. Sou mais terra a terra… Quem por cá anda, atento, já percebeu que as emoções saem da mesma forma e à mesma velocidade a que entram. As emoções não existem para serem pensadas. Existem para serem vividas. Parece simples, certo? Eu também acho. As emoções são o motor da nossa existência. Todos nós precisamos de emoções. Eu não sei se preciso de mais ou menos emoções do que os outros. Não me interessa muito saber se sou mais emotivo do que o vizinho do lado. Isso é problema dele. O meu problema são as minhas emoções. Assim, no plural. Sim, eu tenho emoções. Muitas. Emociono-me com muita coisa mas não sou propriamente uma dona de casa emocionada. Emociono-me com… emoções. Diz assim: “Emoção é uma experiência subjetiva, associada ao temperamento, personalidade e motivação” . Eu tenho a certeza de que tenho estas três actividades mentais, logo emociono-me.

E eu preciso de respirar.


 

Por vezes a tristeza consegue invadir a nossa alma. Como gostaria de pensar que a vida é uma alegre passagem. Mas não é. A passagem tem que ser dura, arrebatadora e tem que nos suster a respiração.

Daqui a pouco vou jantar. Estufei uns miminhos de ronron… nunca fiz igual. Espero que estejam bons. Vamos beber uma garrafa de vinho tinto. Sempre ajuda a respirar melhor.

Amanhã? Será outro dia.

Valeu a pena.

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Duzentos e vinte dois. Esse é o número de visitas que este singelo blogue teve até este momento, no dia de hoje. O momento em que me dou ao desfrute de escrever alguma coisa. Também neste preciso momento acho que a vida é para ser vivida a todo o gás. Mesmo que nos apareçam uns homens de bigode pela frente. Todos nós temos as nossas cenas (se é que me entendes…) e uma vezes estamos para cima e outras vezes estamos para baixo. Tal e qual os interruptores. Um clássico, portanto.

Posto isto, convém frisar que hoje fui a Serralves. Como se vem repetindo ao longo dos anos, lá fomos nós. Desta vez sem a minha rica senhora, que se encontra em peregrinação. Fomos os três mais a avó. A avó nunca tinha ido e gostou de ter ido. Apesar do tempo não estar nada bom, o que foi uma pena, conseguimos dar a nossa volta, assistir a algumas… performances… e as minhocas fizeram as actividades da praxe e que adoram.

Fotografias? Temos algumas, tiradas com o telemóvel porque me esqueci de pegar na máquina que passou toda a noite a carregar… Pode ser que um dia tenha paciência e sapiência para as “sacar” do telemóvel…

Pelo meio, apareceu um senhor à varanda.

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Há dias assim. Em que nos sentimos… como dizer? Pequeninos? Pode ser, mas não chega! É recorrente ao ser humano sentir-se pequenino quando as coisas não correm de feição. A mim, acontece-me muito, mais do que o desejável. Não que eu sofra de algum complexo de inferioridade… que me leve sempre a pensar que sou um pobre coitado. Não! Não é nada disso. Também não me acho o justiceiro implacável. Digamos que me fico pela parte do implacável e que deixo de lado a parte do justiceiro. Tem mais a ver comigo. Não sou um ser humano exemplar. E quando tenho um assomo de exemplaridade… dá-me uma cena súbita, ando cinco dias estúpido e depois passa-me. Volto à normalidade. Sou aquilo a que se costuma chamar de tipo normal. Não sou vulgar, sou normal. E como sou normal, acabo por reparar que anda por aí muito bicho careta que não é normal. Porque será? Porque será que as pessoas têm a mania que são melhores do que as outras? Sempre foi assim e vai continuar a ser. É outro mistério… para o qual nunca iremos encontrar uma resposta. E por falar em resposta…

Parece que já temos um novo papa. Um argentino. Vai ser bom, muito bom para aumentar a moral dos jogadores argentinos do fêcêpê, que vão jogar daqui a quinze minutos… Voltando ao assunto, o das respostas… dá vontade de nos questionarmos sobre o que irá fazer este novo papa. Ainda tive esperança que viesse um tal cardeal de Boston, franciscano… mas seria pedir muito… veio um a Amarica do Sul, provavelmente com outras ideias… mais avançadas? Espera-se porque se for como o anterior… vão continuar a perder clientela… e isso é mau… o negócio ressente-se. É mais um senhor velhinho, que daqui a uns anitos vai ter de encostar as botas, vermelhas, fashion, para dar lugar a outro… e andamos nisto.

A todos, um Bom Natal.

Sou mulher

sou colher

sou boca

sou nova

sou velha

sou mãe

sou irmã

sou cristã

sou tua

sou minha

ai alminhas

ai maminhas

Santa Teresinha

do Menino Jesus

doutora da Igreja

Santa Teresa

de Jesus

doutora da Igreja

utopias de Charles Fourier

harmonias de Joseph Fourier

 

Adília Lopes, in Obra.