Arquivo da Categoria: Viagens da minha… cabeça.

As desilusões e as alegrias são assunto para depois.

Começo por aqui.

Porquê? Por que é que tenho que começar com um som destes?

Primeiro: porque me apeteceu.

Segundo: porque estou velhote e nostálgico.

É mau?

Acredito que sim.

Mas o raio do som transporta-me para uma época em que nada, mesmo nada, me conseguia derrubar. Há vinte e cinco anos atrás eu era uma força da natureza. Queria lá saber dos obstáculos. Limitava-me a ultrapassá-los. Muitas das vezes de uma forma inconsciente e sem ter a noção daquilo que representavam.

Obalhamedeus quantos e quantos não foram ultrapassados assim, sem a verdadeira percepção do perigo e da complexidade que esses obstáculos poderiam trazer para a minha vida. Não queria saber. A vida seguia sempre em frente e pronto!

Estes últimos vinte e cinco anos foram vividos muito intensamente.  Acho que passaram muito rapidamente… De repente encaramos a nossa vida numa outra vertente. Sim, é verdade. Quando se chega à minha idade é natural que comece a pensar de uma forma mais abrangente. Digamos que se começa a fazer um balanço do que foi a nossa vida.

De uma forma sofrida ou de uma forma alegre, acabamos sempre por chegar à conclusão que foi a vida possível. Pode parecer um lugar comum, e se calhar é, mas a nossa vida é fruto das circunstâncias. Quem nunca se pôs a pensar que… se… não tivesse sido assim… talvez… a coisa tivesse sido diferente… ? Quem?

Pois é, todos nós, à posteriori, conseguimos encontrar uma solução ou uma alternativa…

Assim não custa nada!

Mas a vida, a nossa vida, corre sempre nas veias, com um ritmo que não conseguimos controlar.

Eu, pelo menos, nunca fui capaz de a controlar.

E foi bom, chegar à minha idade, com o gosto da vida.

Três.

Três espaços.

Para mudar de assunto.

Regresso ao dia de hoje.

À realidade.

À minha realidade.

Uma realidade feita de dificuldades, algumas desilusões e muitas alegrias. Uma realidade igual a muitas outras. Quase que caio no erro de me perguntar se a minha realidade é maior do que a do vizinho…

Mudo de som.

E penso nas dificuldades.

Não sou rapaz para me queixar das dificuldades. Sempre vivi de acordo com aquilo que tive. Nem mais nem menos. Não consigo pensar na vida como um acrescentar de bens.

Quer dizer, tenho que ser honesto, muito mais honesto. Eu gosto de ter um bem essencial à vida. E é compulsivo, mesmo. Gosto de comprar livros. E gosto de os ler. Ponto. Mais honesto não consigo ser. Compro,leio e guardo livros.

E ai de quem eu vir a maltratar um livro.

Pronto. Este é o meu lado material da vida. Os livros custam dinheiro e o dinheiro é aquela cena que está referenciada na parte das dificuldades na minha vida.

Foda-se!

Eu devia ter dinheiro para comprar os livros que quero ler.

Perceberam as minhas dificuldades?

E não, não estou a ser palerma. Eu sei muito bem que há uma data de gente que não tem sequer o que comer. Esse é outro problema. Eu trabalho e recebo o meu dinheiro no final do mês. Se é muito ou pouco… Esse é outro problema.

Caramba. A vida é cheia de problemas…

E não, não estou a ser um cretino. Mas cada um tem a vida que tem. As minhas dificuldades estão para além das necessidades básicas. Se me perguntarem se eu gostava de ter o Fiat Panda dos meus sonhos, é claro que a minha resposta será sempre SIM!

Sim, é verdade, o ser humano gosta de ter mais um dinheirinho no bolso para poder gastar em… cenas…

tumblr_m60yipsjhw1rok7y4o1_500

Para descansar as minhas cruzes…

Spitbank-Fort-Private-Island-Sea-Hotel-3

Este é que era. Mesmo. Sem brincadeirinha. Uma semana aqui enfiado e ficava como novo. Sem cães para cuidar, nem pássaros ou tartarugas e já agora com as filhas enfiadas na casa de um familiar, na companhia da minha rica senhora… os dois a planearmos a campanha eleitoral… no meio dos lençóis… isso sim, era vida. Como se diz na Póvoa de Varzim: à patrão.

Art Deco Imperial Hotel Prague.

Imperial_Deco_Hotel-1

Ainda na mesma cidade, completamente diferente, num outro contexto. Logo após a campanha para Presidente da Junta de Vila Nova da Telha, que me vai deixar exausto, gostaria de vir para aqui passar um belo fim de semana, prolongado, sem crianças, só com a minha rica senhora, que por acaso também deve estar exausta, por causa da sua candidatura a Presidente da Câmara Municipal da Maia, e assim, podermos beber uns copos, relaxadamente, enfiados nestes sofás, com um belo livro nas mãos. Quem quiser vir, faça as reservas aqui.