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Apesar de não serem.

Estou aqui e estou a pensar nuns calções vermelhos. Apetecia-me sair à rua com uns calções vermelhos. Claro que eu sou pretensioso, e como tal, não seriam uns calções vermelhos quaisquer (fiquei altamente tentado a escrever quaisqueres…), teriam de ser uns calções vermelhos que me distinguissem da multidão, sim porque calções vermelhos há muitos.

Que me desculpem, mas eu sou um ser humano.

Um Tripeiro da Constituição abre uma loja na baixa de Lisboa, em pleno Rossio e põe na montra o seguinte reclame: ‘ LOJA DO TEM TUDO ‘. Um Alfacinha que passava pela rua, ao lêr o que estava escrito no reclame, resolve entrar na loja, chega-se ao balcão e pede: – Dê-me uma garrafa de vinho do Porto Vintage, de 1930. O Tripeiro procura nas prateleiras, vai ao armazém e traz a garrafa pretendida. No dia seguinte, o Lisboeta resolve voltar à loja para tramar o Portuense. – Bom dia, dê-me 1/2 dúzia de ovos de avestruz. O Tripeiro vai ao armazém e traz-lhe os seis ovos de avestruz. O Lisboeta paga, e sai da loja dizendo para si mesmo: Amanhã é que vou tramar este gajo, palavra de Alfacinha. No dia seguinte lá voltou à loja. – Bom dia amigo, hoje preciso de 1/2 litro de esperma. O Tripeiro pensa com os seus botões, **olha, olha este Morcom** e sem se desmanchar, pergunta-lhe: – O amigo trouxe o Basilhame ou Bai levar no cú…?

À mão.

Hoje estou com um desejo.
Gostava que as minhas filhas fossem sair à noite. Pronto. Que não me aparecessem tão cedo em casa. Gostava. Gostava de ficar para aqui a reflectir sobre a vida das pessoas, porque da minha não há assim muita coisa para reflectir.
Como não vai ser possível, limito-me a escrever meia dúzia de palermices e, dessas palermices, destaco a vida de um jornalista e a vida de um professor. Assim escrito, ninguém percebe nada, o que é que isto quer dizer, mas isso também não interessa nada. Resumindo e concluíndo, vou pegar num papel e escrever qualquer coisa sobre estes dois estilos de vida e, depois, passo para aqui.

Eu gostava.

Estou a pensar. Continuo a dizer asneiras, ou fico por aqui?
Conheço quem, com a auto-estima que tem, me diga: asneiras? eu? eu, pura e simplesmente, não digo asneiras.
Precisava tanto de ser assim. Mas não sou.

Não costumo fazer isto, mas.

“No Curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta: Quantos rins nós temos? Quatro! Responde o aluno.
Quatro? – Replica o professor, arrogante, daqueles que têm prazer em
gozar sobre os erros dos alunos.
Traga um molho de feno, pois temos um asno na sala – ordena o
professor ao seu auxiliar.
E para mim um cafezinho! – Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, o
humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como
o ‘Barão de Itararé’.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso
mestre:
O senhor perguntou-me quantos rins “nós temos”.
“Nós ” temos quatro: dois meus e dois seus. Tenha um bom apetite e
delicie-se com o feno

A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento!
Ás vezes as pessoas, por terem mais um pouco de conhecimento ou
acreditarem que o têm, acham-se no direito de subestimar os
outros…

E . . . haja feno!”

in Maxiscooterportugal.com