Mãozinhas de fada.

“É preciso não esquecer que à visibilidade e cheiro do sexo feminino se deve acrescentar as suas qualidades tácteis. As mudanças na sua epiderme entre o externo e o interno; as suas rugosidades, a moleza, humidade e flexibilidade do seu interior são variantes que se adicionam à forma e cheiro, multiplicando ainda mais a especificidade de cada sexo feminino.
O sexo é apalpado suavemente com a mão aberta e os dedos em direcção ao cu: o monte de Vénus aconchega-se na concavidade da mão que, como se suportasse o peso do corpo, costuma notar a húmida excitação.
Depois serão os dedos que, deslizando, acariciarão o clitóris ou sondarão diligentemente as profundidades da vagina. Esfregar e indagação digital devem ajustar-se ao ritmo do prazer da mulher. A rudeza inabilidade ou experiência do sujeito evidenciar-se-ão nessa sincronia
Há no tacto do sexo algo do ofício de agrimensor ao aquilatar com mão e dedos as dimensões e qualidades das suas diferentes zonas. Também suscita certezas, pois descarta surpresas e confirma a ideia masculina de uma mulher se entrega quando voluntariamente deixa que lhe toquem no sexo.”

“Cunnus – Repressão e insubmissões do sexo feminino”

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