Tão aplicável.

“É costume haver alguma discussão acerca dos fantasmas: se devem ou não acontecer, se são ou não patológicos, se são ou não reais. A literatura acerca deste assunto não é clara mas os pacientes são-no. Esclarecem tudo ao descrever vários tipos de fantasmas.
Um homem, psicologicamente são, com uma amputação feita acima do joelho, disse-me o seguinte:

«Sinto uma coisa, um pé fantasma, que às vezes dói muito, os dedos encolhem-se ou têm espasmos. É pior à noite, ou quando tiro a prótese, ou quando não estou a fazer nada. Desaparece logo que ponho a prótese e recomeço a andar.
Continuo a sentir a perna mas é um fantasma bom, diferente, anima a prótese e permite-me andar.»

Para este e todos os pacientes, o uso é indispensável para exorcitar um fantasma «mau» (passivo ou patológico) desde que haja um fantasma «bom» (a memória ou imagem do membro), vivo e activo tal como lhes é necessário.”

“O homem que confundiu a mulher com um chapéu”

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