Mesmo nada.

Pensando bem, o que é que eu gosto mesmo de fazer?
Se for a ver, desde a minha adolescência que eu gosto sempre das mesmas coisas. Poder-se-à pensar que assim é uma chatice, que o homem não evoluiu nem um bocadinho. Se calhar até não, mas não terá sido por causa disso. A minha atracção por determinadas coisas, sempre as mesmas coisas, não quer dizer que as veja, admire, goze e me deleite com elas da mesma forma. Muito pelo contrário, ao longo destes anos fui sempre descobrindo novas maneiras de ver essas coisas, novas maneiras de as apreciar. Tem sido uma experiência de grande fôlego, de toda uma vida, que não vai parar nunca e que me vai consumir até ao fim dos meus dias.
Não será apropriado estar para aqui a enumerá-las, até porque não interessa mesmo nada. E não interessam porque são o que são, têm o valor que têm e porque são minhas, não têm interesse para mais ninguém. Pode parecer palerma, mas o interessante mesmo é a forma como as pessoas se embrenham nos assuntos, a importância que eles têm nas suas vidas, o que se faz para “gozar” alguns momentos únicos e, se é por causa de uma colecção de batatas envernizadas ou o fascínio por vibradores de duas velocidades, isso, muito sinceramente, não interessa mesmo nada.

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