Não há nada a fazer.

Fazer uma vigilância de exame é uma seca que não existe. Não se pode fazer nada. Rigorosamente nada para além de vigiar os alunos. São sempre dois professores para, quase sempre, poucos alunos. Desta última eram seis alunos e não há espaço de manobra para copianços. Mesmo assim somos obrigados a estar constantemente a olhar para os alunos, de pé. O tempo parece que nunca mais passa. Até aqui tudo normal, isto é, não parece que tenha dito nada que não seja já conhecido. O que me mete mais confusão é não poder tomar notas das ideias que me vão surgindo durante uma vigilância. Apesar de estar a olhar/vigiar os alunos “constantemente”, estou completamente distraído e a pensar noutras coisas que me interessam.
Com a idade, tenho vindo a constatar a necessidade de tomar notas, de não deixar escapar nada e assim conseguir organizar as ideias.
É estranho, mas cada vez sinto mais essa necessidade. Não é por isso que me consigo organizar melhor, mas tento, tento muito, mas acabo quase sempre por funcionar melhor quando improviso.

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