Vira o disco.

Nunca fui uma pessoa muito achacada a vícios, daqueles que se leva uma eternidade a tratar, para conseguir deixar. Sempre gostei de fazer as minhas asneiras controladamente e com a consciência, possível, de estar a perceber o que estava a viver. Sem querer parecer, se calhar já sendo, moralista, acho que as dependências são um retrocesso no desenvolvimento humano. Não falo mesmo daquelas que levam as pessoas ao abismo e na maioria das vezes a baterem bem lá no fundo, porque para essas não me atrevo, sequer, a fazer qualquer tipo de juízo de valor. Falo, antes, das dependências mundanas, aquelas que nos permitem manter o equilíbrio e viver em sociedade. Aquelas que nos permitem construir uma barreira eficaz e intransponível para…, quem vem láááá?

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