Calhou, é o post 500.

Ele há coisas levadas da breca. Normalmente não costumo vir para aqui falar sobre trabalho. Não costumo e pronto. Mas hoje apetece-me, e pronto. Eu gosto da minha profissão, gosto de dar as minhas aulas com uma dose de planificação e outra de experimentação e improvisação. Eu sei, a minha área disciplinar permite-me ter esta postura. Ainda bem.
Foi assim desde que vim para esta escola, deve estar a fazer treze anos, e sempre me dei bem. Para além disso gosto da minha escola, da forma como soube organizar-se e da forma como pretende levar essa organização aos diversos “funcionamentos” da vida escolar, por forma a tentar ser justa, objectiva e clara. Claro que tudo isto pode ser discutível, mas eu dou-me bem e, assim, sei com o que posso contar. Não há nada como saber que as regras do jogo existem e estão bem definidas. Agora se eu as sei todas ou não, isso é outra conversa…
E esta conversa toda para quê? Para concluir que estou seguro de que a escola, e as pessoas que estão a trabalhar nesse sentido, vão encontrar as melhores soluções para as mudanças radicais que se avizinham e que, dentro do possível, vão tentar ser justos num sistema que se configura altamente injusto e perfeitamente cretino, para além de burocrático.
As pessoas exteriores às escolas têm a visão que os governantes souberam transmitir e os sindicatos não souberam perceber e contrapor e, hoje em dia, temos uma classe altamente penalizada em termos sociais, pois somos vistos com desrespeito e sobranceria, como se fôssemos todos uns malandros.

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