Vamos lá, vamos.

Conseguir pensar naquilo que somos pode ser difícil. Não é costume as pessoas pararem para pensarem naquilo que são, muito menos pararem, pensarem e escreverem. O registo gráfico, ou escrito, pode-se tornar difícil ou inibidor. Muito sinceramente acho que, salvo raras excepções, todos nós escrevemos malzinho, uns ainda conseguem ser sofríveis mas, tirando os profissionais da escrita (escritores, mesmo), somos o espelho do país.
Há um problema de comunicação. A informação circula num só sentido. Não existe retorno e as pessoas habituaram-se a este esquema mental, acabando por não questionar o que lhes chega. Longe de mim achar que devemos ser todos uns contestatários e que nos devemos organizar, manifestar, etc, isso já lá vai, mas acho que é tudo muito acrítico, não-crítico, passivo, ou o que quiserem chamar. Um país se não desenvolve, alimenta, incentiva, ou o que também lhe quiserem chamar, a sua massa crítica, não pode esperar grande coisa do futuro.

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