Gostava de ser mosquinha.

O crisma é um assunto que vem periodicamente à baila, nas minhas aulas. Para além dos diversos temas que são debatidos na sala de aula, como é exigido pela natureza da disciplina, o crisma vem mesmo à baila. O curioso é que a esmagadora maioria já fez, ou vai fazer, o crisma, o que é realmente inovador, pelo menos para mim. Quando penso nisto fico com a sensação de que vivo noutra realidade e que estou muito desfasado da vida actual. Ou será que esta realidade é só daqui, desta cidade à beira mar plantada? Para além desta dúvida, outra me assalta compulsivamente. O que levará esta mocidade a acreditar nos valores de uma igreja cada vez mais afastada (muito mais do que eu) das realidades vivenciais da juventude? Serão os padres aqui da zona que têm um aspecto mais “convincente”? ou serão os pais que as obrigam? também se pode colocar a hipótese de mera opção, mas dessa não quero nem pensar… Enfim, é um daqueles assuntos que não interessam mesmo nada, mas que me deixam curioso. Gostava de ser mosquinha para assistir àquelas sessões (pelos vistos, preparatórias) e poder assim ouvir o que lá se diz, para conseguir entender o porquê desta obsessão pelo crisma. Mas isto sou eu, que sou curioso.

2 thoughts on “Gostava de ser mosquinha.

  1. Olha, meu querido…eu já o fiz (é verdade que já lá vão uns bons anitos…) mas posso perfeitamente explicar-te como funciona…só acho que é uma perda de tempo… para ti e para mim…Ah!E as tuas alunas, com o passar do tempo, acharão a mesmíssima coisa…

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