The day after.

Como sempre, nesta coisa de aniversários, cometem-se exageros e, para não variar, eu tinha que os cometer… comi demais e fui cedo para a cama (dia de semana…) Conclusão: acordei às cinco da manhã com a digestão completamente parada. Fui até à casa de banho na esperança de deitar tudo para fora, com a convicção de ter de juntar os dentinhos para aproveitar os bocados maiores, mas nada… e, muito sinceramente, nunca me senti tão mal. Uma sensação de mal estar geral, a tremer, branco, branco cadáver, a suar como um autêntico porco (como este texto) e nada. Pensei que ia desta para melhor e tive medo de morrer, o que não é normal, pois não tenho a mania das doenças nem tão pouco penso na hora em que hei-de ir, mas que me assustei mesmo, não tenho dúvidas. Lá começo a acalmar, mexo-me um pouco e lá dou um arrotinho minúsculo, lindo, santificado, e záz, fico como novo. Muito estranho. Claro que a minha senhora, apesar de dormir bem, já estava acordada e aflita, a pensar que o velhote ia bater a cassoleta no próprio dia do aniversário (até tinha a sua piada) mas ainda não foi desta que fica uma viúva enxuta e, como esposa estremosa, lá foi fazer um chá de camomila para aconchegar o estômago.
Foi uma noite maravilhosa… e, quando tinha acabado de adormecer novamente, quem é que aparece? a minhoca maior, cheia de genica e a falar pelos cotovelos e, como já eram sete da manhã, não dormi mais.
Pequeno almoço, vai no Batalha. Só o café duplo do costume. Vai ser um dia daqueles, jeitosos.

4 thoughts on “The day after.

  1. KAKAKAKAKA!!!!!
    O Zé Bodas!!!! Fartei-me de rir!!!! Espero que o destino o mude…caso contrário vou passar a vida a chamar o INEM!!!!

  2. Anonymous

    Pois, agora imagina quando chegares aos 50 … é nessa altura que se refaz a célebre frase para “como e já nem penso, logo existe é sofrimento”. Bom ginásio.

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