O poder da coisa.

Ele há coisas do outro mundo. Ontem, os benfiquistas (sensivelmente seis milhões de portugueses) prestaram uma última homenagem, enquanto futebolista, a Rui Costa. Sem dúvida um grande jogador de futebol, Rui Costa pouco fez pelo benfica, já que a sua carreira desportiva foi quase toda feita no estrangeiro… e, quando regressou, foi tido como o messias salvador, o que não se veio a concretizar porque tornou a não ganhar nada. O cómico disto tudo é que os benfiquistas esqueceram-se da péssima época desportiva que tiveram e parece que está tudo bem no reino dos céus. Pessoalmente, não quero saber se o homem tem ou não perfil para vir a ser director técnico só porque é um grande benfiquista (o famoso barbas também o é…), mas o que me cansa é esta histeria toda à volta deste assunto, o que revela várias coisas: que vivemos num país que não tem outros assuntos mais importantes para serem discutidos; que o benfica é realmente um grande clube que mexe com a sociedade portuguesa; que não se premeia e não se reconhece quem tem mais valor, neste caso o fêcêpê, que foi o justo campeão, mas isso também não interessa nada.

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