Sunshine.

Ele há coisas curiosas. Nasci e cresci no Porto. Actualmente resido na Área Metropolitana do Porto (tudo com letra grande). Sempre gostei de andar à beira-mar, de fazer praia até esturricar (coisa que já não se pode fazer), de furar as ondas com convicção (com tanta convicção que engolia litros de àgua e vinha com os calções cheiinhos de areia…), de ficar a assistir ao pôr do sol na areia (com tudo o que isso implicava…). Dá-me a impressão, e isto não passa de uma impressão, que as coisas eram todas mais naturais e que se podia ter um momento de verdadeiro sossego numa praia, ao contrário do que acontece hoje, em que as areias estão invadidas de pessoas que não respeitam nada, onde estamos sujeitos a levar com uma bolada nas trombas ou a aguentar com conversas interessantes… depois, como já não se aguenta estar na areia, vai-se até ao mar. Bem, no mar, a coisa pode complicar porque a multidão de surfistas é tal, que chega a incomodar e o perigo de levarmos com uma prancha na cabeça é real.
Por isso, o melhor mesmo, é ficar por casa, no quintal, a apanhar com o sol nas bentinhas, com a bela da mangueira ao lado (não é na mão, é ao lado) e de vez em quando refrescar-mo-nos, ao som de Carmel, por exemplo.

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