A bela da Scarabeo.

Nunca tive muita pachorra para aquele pessoal que lava o carrinho ao domingo à tarde. Sou daqueles palermas que acham que os carros não são para cuidar. Que servem um propósito e nada mais. Penso que está bem pensado, pelo menos na minha forma de estar na vida. Normalmente, a minha viatura familiar, vai-se acumulando de papeis, brinquedos, recibos da gasolina, garrafas de água vazias… and so on… até que, de repente, a minha senhora se irrita com aquele acumulado e, záz, faz uma limpeza geral. Foi isso que aconteceu hoje, mas só que teve uma nuance. Estava eu, perplexo, a assistir à limpeza da viatura familiar, quando se me dá uma coisinha má. Olhei para a bela da Scarabeo, estava toda sujinha, cheia de mosquitos colados, lama agarrada e mais uma mão cheia de porcarias, e achei que devia fazer qualquer coisa. Parece impossível, mas é verdade, pus-me a lavar a bela da Scarabeo. Pela primeira vez na minha vida esmerei-me a puxar lustro e o resultado foi bastante satisfatório pois no final estava tão lustrosa como quando peguei nela pela primeira vez para a trazer para minha casa. Claro que não deverá ser uma experiência a repetir, pelo menos tão cedo, não sei porquê.

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