Escrever.

Escrever um texto, tem que se lhe diga. Tanto pode ser um momento de felicidade como de verdadeira chatice. Depende muito, como se costuma dizer na minha terra. Os seres humanos têm manias e, como tal, eu tenho as minhas. Eu gosto de escrever com uma caneta de bico muito fino, pois só assim a escrita me sai mais fluída e com gosto. Se por acaso não tenho uma caneta dessas à mão, mais vale esquecer porque não vou conseguir olhar para a minha letra, que é esticada e fina, pois não consigo suportar ver a minha letra mais arredondada. Bela mania, não? Por isso, passo a vida a comprar canetas de bico fino e a perdê-las. Tudo bem que são quarenta cêntimos cada caneta, mas já perdi a conta às que fui deixando pelo caminho durante este ano lectivo e, assim, não há orçamento familiar que aguente…
Outra forma de escrever, que tenho vindo a descobrir e a apreciar ultimamente, é o teclado do computador. É bastante diferente porque é uma actividade dupla. Não sei se acontece com toda a gente que escreve directamente no computador, mas a mim sucede-me sempre a mesma coisa: ao mesmo tempo que estou a teclar vou soletrando as palavras que estou a escrever, o que me parece bem, pois ajuda-me na acentuação e no sentido das frases. Não sei se esta é uma mania, mas se for, também é uma bela de uma mania.

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