Ai, ai, ai, ai, ai.

Tudo bem, são onze da noite, podia estar a fazer qualquer coisita mais interessante, mas não, vim para aqui escrever meia dúzia de palermices. É mais um intervalo, pois estou a desenhar e os meus olhinhos já pedem descanso, mas como esta hora é sempre a melhor, tenho de aproveitar. O acto de desenhar, para mim, e acho que já o tinha dito, é altamente terapeutico, faz-me pensar numa data de coisas. Boas, más e assim assim. Desta vez estava para aqui a pensar como era incapaz de viver numa cidade estudantil. Sempre tive aversão a estudantes, convívios de estudantes, vestimentas de estudantes, coisas de estudantes, associações de estudantes. Qualquer coisinha que tenha a ver com estudantes, mexe comigo, quase sempre de uma forma negativa e nem mesmo as jovens estudantes em suas mini saias me despertam o encanto. Decididamente não gosto da cultura estudantil.

Sim, eu sei, também andei a estudar, mas posso garantir que passei completamente ao lado dessa “cultura” estudantil. Não digo isto por ser quadrado (se calhar até sou) digo isto porque a dita irreverência da classe estudantil é um logro. Não existe e todo o estudante se acha irreverente, mas não é. Isto é como em tudo na vida, aqueles que dizem que fazem isto e aquilo, normalmente não o fazem. São mais do género: normalmente tenho vinte e cinco anos.

Digamos que é confrangedora a falta de discurso, já nem digo crítico, mas minimamente articulado, do jovem estudante. Sim, porque jovem e estudante estão associados e, nestas alturas lembro-me sempre do Herman, ou Hermano, José, que tão bem conseguiu imortalizar o jovem, só que o dele não era estudante, mas é como se fosse…

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