Há coisas que ficam para sempre.

Estes dias que se avizinham vão ser difíceis. A minhoca mais velhinha vai terminar um ciclo da vida dela. Vai deixar os amiguinhos do infantário, as professoras dela, e todo um mundo em que viveu durante estes três anos. Ela adorou e nós também. Vai sair de lá mais enriquecida e mais bem preparada para enfrentar um novo ciclo que se avizinha. Quem a acompanhou durante estes três anos sabe que o nosso agradecimento é sentido e que perdurará na nossa memória.

Mas se tudo isto já é difícil, a coisa complicou-se quando tivemos de tomar outra decisão relacionada com a escola das minhocas. A minhoca mais pequenina também vai sair do infantário onde andou durante três anos e vai para o infantário da escola onde a mana vai frequentar a primeira classe. Foi uma decisão que tivemos de tomar ontem, muito ponderada, mas muito difícil de tomar. Pode parecer cruel, à primeira vista, interromper um ciclo de aprendizagem mas penso que esse corte iria suceder no próximo ano, uma vez que teríamos de a matricular na mesma na escola da mana, sob pena de não arranjarmos vaga para ela na primária. Não quisemos correr esse risco. Depois há o lado financeiro da coisa, que pesou imenso nesta decisão, para não dizer que foi essa a única razão. É uma diferença abismal. Os tempos estão difíceis para muita gente e nós não somos excepção, por isso tivemos de tomar esta decisão.

A nossa minhoca mais pequenina quando entrou para o infantário era um bocadinho bichinho do mato, muito fechada e introvertida. É vê-la hoje em dia para perceberem o bem que lhe fez lá andar e como souberam despontar nela uma energia e uma alegria de viver contagiantes. Também para quem a acompanhou, mimou e a fez crescer, o nosso especial agradecimento, na certeza de que iremos ser compreendidos nesta nossa decisão.

Pronto, foi difícil, até para escrever.

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