Lembro-me de cada uma.

Às vezes, mas só às vezes, gostava de ter nascido mulher. Podia ser como esta senhora, para muitos desconhecida, mas uma bela senhora, nascida numa época longínqua (não que eu seja dessa época…) em que estas posturas tinham o seu peso. Como facilmente se constata, o peso da senhora está no charme que dela emana, não tem propriamente as pernas à mostra e muito menos um ou outro seio ao léu, muito pelo contrário, a beleza e o encantamento tinham rituais muito distantes da actual realidade. Sem querer ser cruel com os meus amigos de bigode (sim, também eu tenho alguns amigos de bigode!) continuo a achar que elas são bem melhores do que nós (mesmo aqueles que não têm bigode, como eu!) em quase tudo. São muito menos mariquinhas na altura em que a coisa doi (excepto naquilo que a gente sabe) e, apesar de parecerem muito complicadas, acabam sempre por resolver as coisas de uma forma que não faz parte do universo masculino.

Esta treta toda para quê? Para chegar ao fim e dizer que gostava de ser mulher porque gostava de ter um cabelo assim, longo, loiro e ondulado? Francamente.

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