P… Q.. O. P….

De regresso ao passado.

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia. Por muito que me custe perceber (também está bem), ele há coisas que são mesmo evidentes. Não há mesmo nada a fazer. São coisas da vida. Digo isto porque andei pelo Andanças, aquele festival de dança, o tal onde eu estive no passado fim de semana, e onde tive oportunidade de ficar sentado nos diversos palcos que existiam. Mas isso também não interessa nada. O que me interessa, isso sim, é saber que as coisas não mudaram mesmo nada, desde a minha última manifestação juvenil. Fui freack, no tempo dos freacks. Mas a coisa era diferente. Havia uma dose de ingenuidade que já não existe. Apesar dessa ingenuidade existir, nessa altura, eu nunca gostei muito de saber que as pessoas eram todas iguais (moiinclusivéééé), que andavam todas atrás do mesmo, mais modernas, menos modernas, com o cabelo mais para cima ou mais para baixo, andavam todas atrás do mesmo. Sempre me custou perceber o estatuto adquirido através dos cabelos, dos piercings, das tatuagens, ou do riso alarve. Não consigo ver pessoas que se posicionam perante os outros numa nice, yeah, tens um cigarro, paz, amor, e que, mal viram costas têm um olhar frio e calculista. Foi disto que me apareceu no fim de semana. Perfeitamente abominável. As posturas daquela gente eram uma massa. Os cabelos eram todos a la… as calças eram todas a la… as abordagens eram todas a la… foi uma canseira daquelas.

Eu não acho nada, mesmo nada, que tenha a mania de que sou bom. Ponto final. Só não tenho pachorra para pessoas que se arrogam de especiais, só porque têm isto ou aquilo agarrado aos testículos, só para não dizer uma expressão muito comum aqui no norte do país, sim porque no norte do país se dizem umas caralhadas valentes.

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