Eu tento evitar.

3007089796_5aaa552f22O futebol, por vezes, deixa-me irritado. Por vezes reconheço que fico a roçar o irracional. Nunca fui de jogar futebol e sempre pratiquei atletismo, o que me levou a desenvolver, enquanto praticante, um sentimento de revolta pela importância dada aos futebolistas que já na altura eram idolatrados e nem sequer correr sabiam. Foram outros tempos e desde que deixei de correr comecei a virar-me para outros assuntos e entre eles estava, claro está, a centralização a que este país se amarrou. E é aí que entra o futebol. O fêcêpê encarnou a grande vontade de afirmação desta região que tão mal tratada é pelos portugueses. Dizem que somos rudes, pouco polidos, bairristas, complexados, corruptos, mafiosos, tudo e mais alguma coisa, que é sempre alicerçada numa imprensa tendenciosa e perversa na manipulação das verdades. As grandes corrupções, os grandes desfalques e os grandes desvios de dinheiro são quase todos feitos em Lisboa, e isto porque muito simplesmente é lá que está o dinheiro, é lá que se decide para onde vai o dinheiro público. O futebol acaba por sofrer do mesmo mal. Vamos sempre ser vistos assim. Claro que somos pequenos, claro que o SLB, o tal clube da gaivota, é o maior clube português, não é preciso ser muito inteligente para o conseguir constatar, mas o fêcêpê é o melhor em Portugal e isso, doi a muito boa gentinha, que não o quer admitir e que ainda julga que está no tempo da outra senhora. Temos pena, temos muita pena, mas o país evoluiu e cá para cima também sabemos fazer as coisas bem feitas. E enquanto continuarmos com este complexozinho… a roda vai andando sempre para a frente.

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