Amanhã vou fazer o que todos vão fazer.

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Eu sei que se calhar não devia estar a dizer isto, pois a senhora anda sempre bem informada, mas mesmo assim, aqui vai: amanhã vou fazer greve. Andei uma data de tempo a ponderar se devia ou não fazer greve. Assim, à primeira vista pode parecer meio idiota, mas eu não estou nada de acordo com esta greve. Acho que não faz sentido nenhum fazer greve por causa de uma avaliação que é a consequência do estatuto que temos. Esse, o estatuto, é que está errado, agora a avaliação… quero lá saber se é assim ou assado. Está mais do que visto que não dá para ser exequível e se todos fizessem aquilo tudo à letra, não haveria tempo que chegasse e o processo encravaria naturalmente, ou seja não haveria a necessidade de fazer uma greve, que é sempre difícil de ser entendida pela opinião pública. E como nós estamos muito mal vistos pela opinião pública (porque o Ministério da Educação tem profissionais da política a trabalharem para eles e por conseguinte sabem manipular a opinião pública) esta greve chega numa altura complicada.

Depois há aquele lado do senhor de bigode que me irrita solenemente, mas isso eu consegui pôr de lado e já não ouço o que ele diz. Sobra o lado da solidariedade com os meus colegas de trabalho e, apesar de parecer meio cretino o que vou dizer, vou fazer greve porque é um momento único de poder mostrar àqueles (apetecia-me dizer mentecaptos, mas não posso) que só fizeram asneira e que há muitas maneiras de matar pulgas.

Por isto e mais algumas coisitas, que agora não digo, amanhã estarei de peito feito.

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