Arquivo mensal: Fevereiro 2009

A festa do Carnaval.

cutekid

Vem aí o Carnaval. Hoje tive que sair muito cedo, pois entro às oito e trinta, mas ainda deu para assistir à azáfama lá em casa, com as minhocas excitadíssimas, mortinhas por vestirem as suas fantasias de Carnaval. As crianças gostam destas coisas, que se há-de fazer? Apesar de ser mais uma daquelas festas para consumo, confesso que gostei de as ver fantasiadas, não pelo lado do fato ficar bem ou não, mas antes pelo facto de aquelas cabecinhas viverem o momento com muito brilho, e ainda nem sequer tinham a cara maquilhada… Coisas de pai babado, entradote e a fugir para o senil.

O dia esteve para ser diferente.

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Pois é de um rico banho que eu estou a precisar. Hoje acabei por não ficar o dia inteiro na caminha, nem sequer fumar um cigarrito, porque tive mesmo muito que fazer e, ainda por cima, estive a fritar uns filetes de pescada, que estavam muito bons, fiquei a cheirar a peixe que não se pode. E é esta a minha vida. Por isso, vou tomar uma banhoca e vou para a caminha. Finalmente.

Ummhhhmmm.

sharpei

Ando cá com uma vontadinha de ficar um dia inteirinho na cama, que vou-te contar. Este tempo está bom para isso, nem muito quente nem muito frio. Só que, para isso, tinha que ter companhia, para estar à conversa e a fumar cigarros, que é outra das coisinhas de que sinto falta. Como nada disto vai acontecer hoje, acho que vou até à lavandaria pôr uma roupinha a secar, que o tempo está bom para isso.

Obrigaduuuuuuuuuuuuuuuuuuuu.

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Como já devem ter tido a oportunidade de reparar, o blogue esteve em baixo durante uns dias. Sofreu uma actualização por parte do fornecedor de serviços. Claro que eles me mandaram fazer uma data de coisas que eu, para não variar, não fui capaz de executar, o que me valeu estar dois dias sem conseguir aceder à minha conta… andei um bocadinho desorientado por causa disso, é que me habituei a vir cá diariamente e… senti a falta.

Felizmente já está tudo bem, graças ao meu amigo Alquimista Marado que, trabalhando em equipa e muito pacientemente, me resolveu o problema da base de dados, por isso só tenho mesmo é de lhe agradecer, pois devolveu-me a tranquilidade que me andava a faltar. É por estas e por outras que o pessoal da minha escola é bom.

Passou-se.

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Começo a semana sem ter grande coisa para comentar. Ainda me lembrei de dizer qualquer coisita sobre o sexo maravilhoso de que fui alvo durante este fim de semana, mas depois pus-me a pensar e cheguei à conclusão de que não será muito conveniente eu estar para aqui com intimidades. Posto isto, o que é que se passou durante o fim de semana? Nada de especial. Cortei a relva do jardim; fiz umas arrumações na garagem e outras, mais pequenas, no escritório; fui com as minhocas andar de bicicleta; comi um belo de um assado, regado a espumante; tive um jantar anual com amigos, cheio de crianças, que este ano coincidiu com o dia dos namorados… e fui para o parque com uma das minhocas porque a outra foi a uma festinha de aniversário. Foi, portanto, um fim de semana normal, normalíssimo, mas agradável e, ainda por cima, cheio de sol.

Nunca se sabe o dia de amanhã.

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Independentemente de quem está à frente dos destinos desta cidade, o Porto é e vai ser sempre o meu local preferido para se viver. Nos dias de hoje, não vivo propriamente na cidade mas estou coladinho a ela e é sempre muito fácil lá ir. Também não tenho lá ido com a frequência com que gostaria, por causa da minha vida e da vida das minhocas, que tornam as deslocações à semana muito complicadas. Mas vou sempre acompanhando o que lá se passa. A cidade e toda esta região, passam momentos difíceis, com muito desemprego, muita degradação social mas, mais uma vez, este pessoal irá saber ultrapassar as dificuldades. Não sei muito bem porque é que estou com esta conversa. Se calhar foi porque ontem à noite a minha rica senhora colocou a hipótese de irmos todos para Angola, que é o novo eldorado português, para ganharmos dinheirinho, o belo do guito, que as coisas por cá nunca irão melhorar por aí além. Claro que foi só mesmo uma hipotese, pelo menos para já, pois seria uma mudança demasiado radical para todos nós.

Já me tinha esquecido como era.

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Andava a estranhar tanta fartura. As coisas até andavam a correr bem, benzinho mesmo, mas de repente, muito de repente, bastou o carro ter avariado que a coisa descambou logo. Estes arranjos são caríssimos e deixam-nos completamente nas lonas. Nada a que não esteja habituado, mas pensava que já não voltava para trás. Coisas da vida. Que continua, mas só depois do santo dia vinte e três. Até lá vou ter de assobiar para o ar.

Géneros.

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Ele aí está. Fim de semana com sol. Por acaso é sexta feira, treze, só por acaso. Eu até nem sou muito supersticioso mas… esta data faz-me lembrar uma coisinha má, que me aconteceu há uns anitos… por volta de mil novecentos e oitenta e oito. Estava a sair, muito calmamente, de um concerto do Matt Jonhson, que adorei pela energia do homem, quando de repente, me metem uma mão no ombro, me viram e me dão um murro na cara que me fez cair. A partir da daí foram pontapés e murros por todo o lado. Apenas me tentei proteger o melhor possível. Isto tudo no meio da bomba de gasolina das Antas, cheia de gente que nada fez, e foi a intervenção da minha namorada da altura que os fez parar pois não estavam a contar com os insultos dela e os berros dela… Depois é que tomei consciência de que tinha sido vítima de uma agressão colectiva, de um bando de skins, que decidiram malhar em mim porque eu trazia um blusão com uma impressão do papa da altura. Não devem ter gostado. Só pode. Foi um final de noite que podia ter acabado muito mal, mas eu sou ruim, duro de ossos e com uma estrelinha muito grande, por isso aqui continuo, a azucrinar quem me rodeia. O casaco já não o tenho… ficou muito rasgadinho, mas fiz uma réplica que ainda tenho, não com uma, mas uma sucessão de caras do mesmo papa. E o mais engraçado é que esse papa era uma coisa do outro mundo, que eu nem sequer conseguia ouvir ou ver… foi o castigo… em forma de géneros.

Mário Crespo.

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Quando olho para a cara do homem fico mentalmente consternado. Como é possível toda esta campanha de sensibilização da opinião pública sobre as capacidades jornalísticas deste homem? Sim, como é possível? O homem é um canastrão, daqueles que não se aguentam. Tem dificuldades de dicção, dificuldades de raciocínio, dificuldades de sair de um guião rígido e depois, bem depois, é um lambe botas insuportável. Confesso que ultimamente vi duas “entrevistas” do homem. Também confesso que as vi porque fui induzido em erro pela tal campanha, porque a minha opinião já vem de muitos anos atrás, mas achei que o homem tinha evoluído… eu sei, continuo ingénuo.

Vi a “entrevista” ao Sargentonãoseionome, daquele caso da menina Esmeralda. Não tenho qualquer simpatia pelo Senhor, mas custou-me imenso vê-lo ser maltratado pelo “entrevistador” como se tivesse cometido algum crime, sendo constantemente interrompido com merdices que só o Mário Crespo sabe encontrar… foi uma coisa confrangedora e que tem muito que ver com aquele tipo de jornalismo em que fica bem e dá um ar de inteligente estar sempre a interromper o entrevistado, sem qualquer sensibilidade jornalística e, de preferência, com um tom arrogante e mal educado. Foi o que eu vi. Posso estar maluquinho, mas foi o que eu vi.

Depois vi uma “entrevista” à Procuradora Maria Morgado. Foi uma entrevista muito diferente, cheia de sorrisos, cordial, em que as perguntas esperavam pelas respostas da senhora. Fiquei de boca aberta com a diferença abismal e cheguei mesmo à conclusão que o homem é mortal. Também tem medo do poder, mais concretamente do poder daquela senhora. Porque será? Não sei, nem nunca saberei, mas que me meteu nojo, isso não o posso negar.

Claro que esta é só e apenas a minha opinião, que vale o que vale.