Por vezes, convém lembrar os mais esquecidos.

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É curioso. Começar uma segunda feira, logo pela manhã, a falar de futebol, pode parecer fastidioso e sinónimo de quem não tem mais nada para fazer. É certo que o futebol tem a importância que tem, mais nada, mas não consegui evitar esta tentação de escrever umas tretas sobre futebol. Também é saudável, pelo menos para mim, admitir a minha limitação nesta àrea, isto é, não sei fazer uma análise dos processos de jogo, tácticas, desempenho individual. Sei o mais básico e chega. O que eu gosto mesmo é da envolvente do futebol e acabo por cair na clubite. É assim a vida, não sou perfeito, que se há-de fazer?

Esta treta toda porque hoje de manhã, quando dava a minha volta pelas capas dos jornais, deparei com uma notícia que me deixou de boca aberta e que é a seguinte: “Ameaçados de morte” era o título principal do jornal, a bola. A ameaça era dirigida a dirigentes, jogadores e treinador do Sbordem, através de uma carta… isto na sequência das manifestações de desagrado que ocorreram durante a semana passada, com insultos, paredes pintadas e não sei bem que mais. Aquele tipo de coisas que os adeptos gostam de fazer…

Mas a piada disto tudo, se é para ter piada, está no facto de este género de ocorrências acontecerem no clube dos marqueses. Marqueses esses que sempre pugnaram pela afirmação da sua diferença em relação aos demais clubes, que sempre fizeram questão de afirmar que eram um clube diferente e que só era do clube quem podia e não quem queria. Nada disto me surpreende e relembro uma invasão de campo, já no estádio/quartodebanho, que foi protagonizada por um bando de adeptos alcoolizados e charrados que deram uma triste imagem do clube dos marqueses e a quem, por sinal, nada sucedeu… coisas da capital, do poder instalado. Este tipo de situações são sempre evidenciadas e tornadas catastróficas quando são protagonizadas (termo bonito) pelos adeptos do fêcêpê, então se for pelo famoso macaco, a coisa toma proporções inimagináveis, mas convém lembrar que as claques são todas iguais e quando dá para o torto, não passam de um bando de arruaceiros, sejam eles marqueses, bebedolas, meninos da mamã ou trabalhadores do comércio.

Pronto já me alonguei demasiado, já dei importância a mais a este assunto, mas nunca é de mais lembrar que no dia em que o fêcêpê aumenta a sua vantagem e fica mais perto de voltar a ganhar o campeonato, ninguém lhe dê a devida importância…

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