Nem lhe ponho nome.

igrejas

Parece-me, não. Tenho a certeza. Ontem foi o dia treze de Maio. Foi o “Business day” do ano, lá para as bandas da zona centro do país. Eu não me estou a referir aos lojistas e vendedores de serviços, que esses fazem por ganhar a vida, e a vida está tão difícil. Refiro-me mesmo é aos peixões (oh peixona, sai da frente, como dizia o outro…)  grandes, que levam o guito todo, enfiado no tal sistema de recolha de dinheiro super moderno e eficiente. Aquela “organização social” que constroi catedrais gigantescas e paga a pronto… cash, mesmo, e que só pensa na fortuna.Claro que ninguém me ouve, porque sou muito pequenino e insignificante neste mundo, mas alguém mais importante podia perguntar a estes senhores das igrejas o que é tenhem feito para ajudar os portugueses neste momento de crise generalizada? Claro que podem sempre responder que as paróquias, e tal, e coisa, vão ajudando localmente os mais necessitados… pois, pois, mas porque não a dita “organização social” pegar nuns milhões valentes, que os tem a render em vários sítios (tirou-os do BPP mesmo antes da coisa rebentar…), e não os aplica directamente na recuperação de espaços degradados, como os bairros sociais miseráveis que existem por muitas zonas das grandes cidades. Qual é o problema da “organização social” pegar em dez milhõe de euros e construir, de raiz, um bairro social em condições, com equipamentos, com regras e estruturas que levem os habitantes a saberem preservar o seu próprio espaço? Já não digo que a “organização social” se meta a injectar dinheiro nas empresas, essa vocação é só para as empresas da educação… mas podiam fazer muito mais, no terreno, na vida prática das pessoas, com quem eles dizem estar solidários.

Não se percebe tamanha ganância pelo dinheiro. O juntar o dinheirinho, que nunca se sabe o dia de amanhã. Isso está bem para nós, os comuns dos mortais que realmente nunca sabem o dia de amanhã e  que não temos mesmo guito nenhum, agora os executivos da “organização social”… não se percebe ou, pelo menos eu, não percebo o que fica o dinheiro a fazer parado nos bancos.

2 thoughts on “Nem lhe ponho nome.

  1. carla cerqueira

    O que disseste…concordo com tudo!
    Eu já fui bem mais religiosa tudo por obrigação.
    Hoje em dia duvido e questiono muita coisa e isso não parece bem!
    A Igreja está rica e devia dar o exemplo.
    Ás vezes, parece que se esqueça do verdadeiro sentido religioso que deve ser a solidariedade e o amor para com o próximo.

  2. Telmo

    Eles não têm culpa … eles pedem uma esmolinha e o povo dá …
    Eu quando era puto e ia à missa (obrigado, claro está …), muitas vezes não dava a moedita (que os meus Pais ingenuamente me davam) para a caixinha no acto do peditório … gastava-a antes em matraquilhos …
    Ora lá estava eu a defender os mais necessitados … era um visionário …

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