Que apertadinho.

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Dizer que me vi enfiado num buraco negro, é um pouco demais. Dizer então que vi a morte à frente, é um bocadinho de exagero. Mas que apanhei um susto daqueles, não é exagero. Vinha eu para casa, montado nela (na bela Scarabeo, quem haveria de ser?) e à saída da autoestrada, depois daquela curva toda que tem de se fazer, começo a ver um carro branco a vir em minha direcção, começo a abrandar para ver no que é que ia dar. Não dá em nada e quem lá vinha, vinha convicto. Começo a apitar desesperadamente. Nada. O carro não parava. Comecei então a gesticular desalmadamente e como já estava perigosamente perto, encostei-me todo à berma, até que o carro passa por mim. Era um velhinho que ia a conduzir, completamente desorientado e que só percebeu quando passou por mim, tal foi o chinfrim que eu consegui fazer. Travou, muito aflito, e lá fez marcha atrás… e eu lá continuei o meu caminho, com um calor por este corpinho… a que já não estou habituado…

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