Paulo Bento: o crime compensa.

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Muito sinceramente, hoje só tinha duas hipóteses: ou falava do Presidente da República ou então virava-me para o Paulo Bento. Se pensarem um bocadinho, a resposta é clara. Paulo Bento. Porquê? Porque o Presidente da República é uma seca, não diz nada frontalmente, é tudo por meias palavras e depois não se percebe nada do que ele diz porque se baba todo. Já o Paulo Bento é diferente. O homem diz tudo com uma excessiva tranquilidade, muito pausadamente entre cada palavra, o que me levou ao desespero (isto no início) mas que aprendi a saborear e agora já só me rio. Quanto ao conteúdo, o meu treinador preferido para o Sbordem (mas somente para o Sbordem) diz uma data de barbaridades pela boca fora, quase todas sem nexo e com muito pouco tino, mas tem um mérito: diz todo aquele chorrilho de bacoradas muito depressa, o que se torna ainda mais engraçado, pelo contraste com a sua habitual postura tranquila. Isto tudo para dizer o quê? Que o nosso querido Paulo Bento apanhou doze dias de castigo. Ouviram bem! Doze dias de castigo! Pergunto eu. Isto é normal? Um verdadeiro condutor de homens (todos muito choramingões e lamechas, é certo), que teima em ser reincidente neste tipo de comportamentos, que só diz asneiras (palavrões mesmo, que até eu consigo perceber pelo movimento labial…), que invade o terreno de jogo aos berros de braço levantado e aos berros, chega à entrevista e desata a fazer acusações gravíssimas contra tudo e contra todos, tudo isto para quê? Para levar doze dias de castigo. Parece-me a mim que o crime compensa.

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