Vento, ventinho, ventinho gelado.

 

Cada vez mais gosto de andar de scooter. Não sei muito bem porque é que o prazer está a aumentar, à medida que a idade também está a aumentar. Deveria ser ao contrário, mas não é. Então nestes dias de muito frio é que me dá mesmo gozo pegar na bela da Scarabeo e ir por ali fora. Vou quentinho. Aliás, é um assunto que eu gostaria de resolver definitivamente na minha vida. Para quem não sabe, eu sempre adorei pensar na ideia de poder viver num país escandinavo. Nunca percebi o porquê. Não sei se foi por ter tido uma paixoneta de adolescente pela potente loira dos Abba. Outra explicação poderá ser a de ter atravessado a minha adolescência na altura em que se deu o 25 de Abril e de ter ficado a saber que os países nórdicos eram muito avançados na educação sexual e nos costumes… sexuais. Pode ser que tenha sido nesta altura que se deu o trauma. Sim, porque é um trauma. Não consigo mesmo explicar porque é que gosto tanto de andar ao frio quentinho. Como também não consigo explicar porque é que associo a tal prática, a de fazer o amor, ao quentinho, ou seja, não consigo pensar naquilo se estiver com frio. Acho que é uma incongruência. Que se há-de fazer.

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