Ando desconfiado.

A sensação de que algo não está bem tenho-a quando ouço determinadas músicas. Sou um ouvinte confesso de música electrónica, tecno, trance psicadélico, house e por aí fora. Desde que comecei a ouvir este tipo de música nunca mais tive paciência para acompanhar o que se ia fazendo para os lados das guitarradas, pessoas aos saltos num palco e afins. São gostos. Já não consigo conceber a ideia de uma banda, com uma data de amigos a tocarem uns instrumentos e com toda a dose de “espectáculo” animal em palco. O rock para mim morreu. Vivam as máquinas que nos dão o belo som. Enfim, palermices que eu gosto de defender, principalmente junto dos meus alunos… quando há uma pausa…

Isto para chegar à brilhante conclusão com que iniciei o texto, de que  me apercebo que poderei não estar na posse das minhas plenas capacidades quando dou por mim a ouvir uma musiquinha do David Bowie e a gostar. Curioso? Não porque ache que o senhor não tenha boa música. Pelo contrário, acho que teve  a sua importância em determinada época da minha vida. É um pouco como se ainda vestisse umas cuecas de gola alta, bem puxadinhas para cima, para impressionar as namoradas. Não faz sentido.

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