De volta aos assuntos sérios.

 

Sim, porque eu não sou sério, mas gosto de pensar que me preocupo com assuntos sérios. Faz parte. No entanto, tenho sempre alguma dificuldade em perceber determinados assuntos. Passamos uma vida inteira a sentir o esforço de sermos justos, de conseguirmos lidar com situações onde tenhamos de decidir com justiça e, por vezes, deparamo-nos com a incerteza nas decisões, que podem resultar em autênticas injustiças. Estou a referir-me à minha actividade profissional. Como professor, de um Departamento de Expressões, tenho de reunir uma data de ferramentas que me permitam errar o menos possível, que me deixem os mecanismos da subjectividade perfeitamente controlados e em parâmetros razoáveis. Acho que será assim com todas as outras profissões em que existam procedimentos de avaliação. Tudo normal até aqui. O grau de stress vai aumentando quando nos apercebemos que fomos injustos ou, por outro lado, somos vítimas de injustiças. É sempre difícil lidar com situações desta natureza, principalmente quando afectam as nossas vidas ou quando somos prejudicados em função de determinadas decisões. Tendemos sempre a esquecer as razões que possam estar do lado de quem tomou as decisões, para passarmos a tomar como únicas e válidas as nossas razões, perdendo com isso a lucidez e a argumentação necessária para poder inverter a situação. E por aqui me fico.

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